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quarta-feira, março 02, 2005

Rita


Capítulo XXVI – Um assassino em potencial e mais uma morte



O delegado Ciro comandava as investigações sobre a morte de Rita com um carinho especial. Não queria deixar nenhum detalhe passar e por conta disso passou madrugadas inteiras analisando todas as pistas e o perfil de todos os suspeitos. Na realidade a única pista concreta existente era o tal bilhete, volume inversamente proporcional ao número de suspeitos. A lista era extensa e incluía o nome do deputado que assumiria a vaga no lugar de Rita, nomes alguns adversários políticos, além é claro dos nomes de Mauro e Silvana.
As chances de Silvana ter comandado o assassinato eram cada vez mais remotas, já que, segundo o diretor da penitenciária onde ela se encontrava, a inimiga da falecida realmente não recebia visitas e nenhuma de suas amigas havia sido liberada nos últimos tempos.
Outro suspeito que estava praticamente eliminado da lista era Mauro, afinal ele havia voltado a ser amigo do pai e até apoiava o relacionamento de Geraldo com Rita. Assim sendo ou ele fingia que estava do lado do casal ou realmente não teria motivos para matar a madrasta.
-- O senhor já pensou no namorado da moça? – a pergunta foi feita por aquele jovem policial que havia encontrado o bilhete do assassino
-- Sinceramente eu não acredito que o Geraldo tenha alguma coisa a ver com isso, Josué.
-- Será que o senhor não está deixando sua amizade com ele falar mais alto do que as evidências?
-- Nós não temos nenhuma evidência contra ele. Ou você acha que temos?
-- Delegado, para falar a verdade eu não confio muito naquele cara não. O olhar dele não passa uma transparência. Parece que ele sempre está escondendo algo.
-- Tenho que assumir que ele é muito misterioso. Porém isso não torna ninguém culpado de nenhum crime.
-- Longe de mim acusar sem ter provas. Só acho que ele também deveria estar na lista de suspeitos. O senhor já o interrogou?
-- Interroguei, mas nunca como suspeito e sim como namorado da vítima.
-- O senhor nunca perguntou, por exemplo, onde ele estava na hora do crime?
-- Não.
-- Se eu fosse o senhor pensaria seriamente em tentar descobrir onde ele estava, com quem ele estava e etc.
O silêncio que se seguiu mostrou que Josué havia atingido seus objetivos: o delegado não podia negar que Geraldo era um assassino em potencial. Para piorar a situação, enquanto Ciro refletia sobre a conversa com seu assistente, o telefone tocou:
-- Alô! Aqui é o Geraldo. Por favor venha para a casa do Mauro imediatamente. Aconteceu uma tragédia.
-- O que foi dessa vez?
-- Eu vim visita-lo e encontrei meu filho morto!
-- Meu Deus, será que eu nunca mais vou ter sossego nessa vida.
-- Por favor venha logo!
-- Já estou indo!Ciro desligou o telefone e chamou Josué. Os dois se dirigiram imediatamente para o local do novo crime. Sem dúvida o assassinato de Rita era apenas a ponta do i


Enviado por Gabriel H.