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sábado, maio 22, 2004

Saudável discussão


Quarta-feira, assisti ao exercício da Filosofia, ou seja, a arte de argumentar e criticar. Quem pretende transformar sua vida em palavras precisa logo cedo saber usar isso.
Para deixar bem claro a que vim neste blog, tomo como base o Manual da Redação, Folha de S. Paulo, 2001:

"Profissionais da Folha de S. Paulo são aconselhados a se criticarem uns aos outros, de maneira franca e pertinente, se aconselharem entre si, mantendo um debate vivo e provocador".
Igualmente aqui no "Os Cronistas" cabe, essencialmente, incentivar esses diálogos entre seus membros, leitores, para estimular o trabalho individual e desfazer a impressão de isolamento que freqüentemente acomete escritores virtuais.
Seja na Internet ou fora dela sempre foi da minha práxis manifestar minhas verdadeiras opiniões sobre quaisquer textos, situações ou atitudes. Mas nunca tive o intuito de repreender, senão apontar falhas que num futuro próximo podem ser evitadas.! Cumpre a cada participante cobrar a chance de ser ouvido com distinção e respeito.
Portanto, Bruna (irmã do Gabriel), caros leitores, bem como membros deste blog, externo a vocês minha vontade de receber críticas fundamentadas, construtivas, coerentes; em dar total atenção para suas palavras revoltosas, indignadas ou pedindo esclarecimentos. Ajo como aquele amigo que propicia uma chance aos outros de comunicarem seus pensamentos mais íntimos e honestos, revelarem o que se passa em suas cabeças .

"Embora seja uma noção atraente, a probabilidade de tanta honestidade depende de duas coisas:

    Primeira: quantas questões ocupam nossas mentes; em particular, quantos pensamentos temos a respeito dos amigos que, apesar de sinceros, são potencialmente perigosos e, apesar de honestos, podem parecer agressivos.
    Segunda: avaliarmos se as pessoas estariam dispostas a romper uma amizade se ousássemos expressar para elas esses pensamentos honestos — uma avaliação feita em parte de acordo com nosso senso do quanto somos encantadores, e do julgamento de que as nossas qualidades seriam suficientes para preservar a amizade com as pessoas, mesmo se as irritarmos momentaneamente por revelar que desaprovamos sua poesia ou fiancée."

De Botton, Alain. Como Proust pode mudar SUA VIDA. Tradução de    Luciano Trigo. Rio de Janeiro, 1999. Editora: Rocco.


Enviado por Marcel