<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990</id><updated>2011-07-14T02:10:08.052-03:00</updated><title type='text'>Os Cronistas</title><subtitle type='html'>Este blog possibilita, principalmente, a novos cronistas publicarem textos livremente.

Em companhia, vemos melhor a totalidade da vida que nos cerca, portanto venha participar, contacte-nos!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oscronistas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>107</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-113900175415749445</id><published>2006-02-03T19:22:00.000-02:00</published><updated>2006-02-03T19:22:34.210-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://geaga.blogspot.com/"&gt;Blog do Aga&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse link que tá ai em cima é o link do meu novo blog. Visitem e comentem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Aga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-113900175415749445?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/113900175415749445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/113900175415749445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2006/02/blog-do-aga-gente-esse-link-que-t-ai-em.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112941779228481050</id><published>2005-10-15T20:06:00.000-03:00</published><updated>2005-10-19T16:36:37.090-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;[ ]Sim [ ]Não&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/1600/15-10.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/320/15-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Daqui oito dias o povo brasileiro estará indo as urnas para votar em um referendo. Será a terceira vez na história a fazermos isso – as outras duas foram para decidir sobre o nosso sistema de governo. É, no mínimo, vergonhoso! Muitos patriotas dizem sermos a terceira maior democracia do mundo. Será mesmo? Que democracia é essa onde apenas três vezes o povo foi chamado para opinar tão diretamente em suas próprias vidas?&lt;br /&gt;Há um movimento de crescimento constante de consultas populares no mundo todo. Como já é de praxe, o Brasil ficou de fora disso durante um bom tempo.&lt;br /&gt;Agora tentamos recuperar o tempo perdido perguntando à população sobre a proibição – ou não – da comercialização da venda de armas de fogo e munições no Brasil. A idéia merece aplausos e mesmo não prevalecendo a posição por mim defendida, creio que nosso país avançara muitos passos – mesmo não sendo na questão da segurança pública, pelo menos será na questão da democracia -, contudo o que ouço são opiniões como: “Os políticos jogaram a decisão para o povo para depois não serem responsabilizados!” ou então “Esse referendo só está acontecendo para encobrir o trabalho das CPIs!”. Sinceramente não sei qual das frases está mais próxima do ridículo.&lt;br /&gt;A primeira afirmativa é uma contradição popular, justo nosso povo, sempre contestando cada decisão tomada por alguém que carregue a palavra deputado antes do nome, agora reclama do fato de não depender deles para fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;A segunda é uma verdadeira farsa, uma vez que a consulta já havia sido decidida desde muito antes de as denúncias causadoras das CPIs sonharem em existir.&lt;br /&gt;Só posso esperar ver, após essa votação, muitas outras e nosso povo aprendendo que elas só servem para aumentar ainda mais nossa democracia e não para tirar dos políticos a culpa pela decisão errada. Porém vale fazer uma pequena ressalva: não adianta plebiscito, referendo ou qualquer outra coisa do gênero se os grandes meios de comunicação – capazes de manipular as opiniões das grandes massas – fizerem campanha tão aberta por qualquer um dos dois lados, como vemos atualmente. Essas atitudes só arranham a imagem da democracia que estamos tentando construir – e na qual o referendo só vem ajudar - desde o fim da ditadura militar. O povo brasileiro não merece isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112941779228481050?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112941779228481050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112941779228481050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/10/sim-no-daqui-oito-dias-o-povo.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112878715264405708</id><published>2005-10-08T12:57:00.000-03:00</published><updated>2005-10-08T12:59:12.650-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Será?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         Não sou ateu nem agnóstico. Não tenho nenhuma religião definida. Creio ser como boa parte das pessoas, por mais que muitas vezes elas tenham vergonha de admitir.A fé é um assunto não dominado por mim. Talvez por não tê-la, talvez por não saber se a tenho. Deus existe? Somos a criatura ou o criador? Essa dúvida sempre me incomodou. Mesmo crendo na existência de uma força superior a todos nós e até já tendo provas – mesmo sendo pequenas – disso, não consigo tirar essa questão da minha cabeça. Deus criou o homem ou o homem criou Deus?&lt;br /&gt;         Cada vez que paro e penso n’Ele acabo caindo nessa mesma pergunta. Meus conhecimentos de teologia são paupérrimos e talvez ainda tenha minhas dúvidas justamente por isso.&lt;br /&gt;         Toda religião têm seu Deus. No fundo todos Eles passam a mesma mensagem, ainda que em uma primeira vista todos sejam  totalmente diferentes. Serão esses Deuses, tão opostos e semelhantes ao mesmo tempo, um único ser? Serão todas essas brigas para fazer prevalecer um único Deus em vão?&lt;br /&gt;         Ao invés de achar respostas, cada vez mais encontro perguntas. E não consigo nem mesmo imaginar como solucionar nenhuma delas. E minha cabeça já fervilha com novas.&lt;br /&gt;         Se o homem criou Deus estamos de parabéns, afinal nem o mais inteligente dos artistas conseguiria fazer um personagem tão perfeito ao ponto de arrastar multidões a sua procura.&lt;br /&gt;         Se Deus criou o homem merece alguns puxões de orelha, porque o homem é um ser de segunda linha. Tem seus pontos bons, não posso negar, mas os ruins são tão cruéis ao ponto de eu não querer admitir fazer parte dessa raça.&lt;br /&gt;         Como tenho minhas objeções no que diz respeito ao homem, só me resta acreditar em uma dessas alternativas. Os seres humanos não teriam capacidade para criar Deus. Estariam preocupados demais com seus próprios umbigos antes de inventar algo tão admirável! Já Ele, sendo uma força suprema como é, poderia ter inventado o homem. Os defeitos colocados por Ele em nós nada mais são do que um simples sinal: “Se toque, você não é perfeito! O único perfeito aqui sou Eu!”.&lt;br /&gt;         Talvez esteja enganado. Esse meu Deus é tão mesquinho quanto qualquer homem. Quem é bom de verdade não precisa mostrar isso para os outros. EUREKA! Acabei de encontrar o motivo para nós termos tantos defeitos: Ele é tão bom que não precisava inventar a criatura ideal, afinal seria muita demonstração de sua própria perfeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112878715264405708?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112878715264405708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112878715264405708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/10/ser-no-sou-ateu-nem-agnstico.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112698269810223647</id><published>2005-09-17T15:43:00.001-03:00</published><updated>2005-09-17T15:44:58.113-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Corrente do Bem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/1600/17-09.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="212" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/320/17-09.jpg" width="170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro dia presenciei uma cena terrível. E para piorar, infelizmente, não foi a primeira e não será a última vez que vi isso. Um homem – não sei se já tinha mais de sessenta ou se a vida tinha sido muito cruel com ele – revirava o lixo a procura do que comer.&lt;br /&gt;A que ponto chegou o ser humano? Até quando ainda poderemos admitir coisas assim? Será que nunca vamos nos tocar que a miséria já chegou ao limite? Perguntas sem respostas – ou então com respostas bonitas, cheias de significado e vazias de resultados reais.&lt;br /&gt;A pobreza não nasceu do nada e é por isso que é tão complicado acabar com ela de uma vez. Infelizmente, temos que assumir que essa situação é interessante para alguns. É só fazer uma análise bem superficial do nosso sistema político e econômico que descobrimos que, para existirem ricos e poderosos, é de extrema importância que existam pobres – e de preferência pobres ignorantes.&lt;br /&gt;Mudar isso seria mais um trabalho para Hércules, uma missão quase impossível para nós, simples heróis do dia-a-dia. Não basta vontade de mudar. Temos que ir além e fazer algo pelo próximo.&lt;br /&gt;Um dos filmes mais lindos que já assisti é “Corrente do Bem”. A lição que o garotinho nos dá é maravilhosa e podemos muito bem toma-la como o pontapé inicial para resolver o grande problema que se apresenta. É mais do que óbvio que apenas com isso não conseguiremos acabar com a miséria que cobre o mundo, entretanto se não começarmos a fazer algo – por menor que seja – de nada vai adiantar.&lt;br /&gt;Unir o mundo em torno de uma só causa é complicado, ainda mais quando essa causa vai contra aqueles que nos governam – calma, não estou falando especificamente da figura do governante e sim daqueles interesses que sempre movem qualquer governo -, mas não custa tentar. Toda tentativa envolve duas possibilidades: o acerto e o erro. Com o erro, nesse caso, não perderemos mais do que já perdemos com a situação atual e com o acerto viveremos em um mundo cada vez melhor.&lt;br /&gt;Façamos a nossa parte e lutemos para que os outros também façam a deles – esse é o segredo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112698269810223647?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112698269810223647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112698269810223647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/09/corrente-do-bem-outro-dia-presenciei.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112636899954152110</id><published>2005-09-10T13:13:00.000-03:00</published><updated>2005-09-10T15:56:53.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Espécie paralela&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/1600/10-09.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="188" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/320/10-09.jpg" width="224" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pobres macacos! Pobre Adão! Pobre Eva! Devem sentir um desgosto danado cada vez que olham para os seus descendentes e vêem a lambança que fazemos.&lt;br /&gt;Ao ver que nós, seus descendentes, chegamos ao cúmulo de eleger Severinos, Bushs, Blairs, Malufs entre tantos outros exemplares dessa espécie paralela ao ser humano – sim, considero-os uma espécie paralela, afinal essa “gente” não pode ser completamente humana – nossos ancestrais devem sentir ânsias de vômito!&lt;br /&gt;E o pior de tudo é que não fica só nos representantes que elegemos. A coisa vai muito além: o ser humano – ou aquela espécie paralela que se finge muito bem de ser humano – mata aos seus semelhantes; mantém seus “iguais” em cativeiro; tortura aqueles que deveriam ser seus “irmãos”.&lt;br /&gt;O ser humano – ou algo muito parecido com ele – é uma coisa nojenta. Sinceramente não tenho muitas esperanças de que as coisas possam melhorar. A cada dia que passa fico mais chocado com alguma notícia que leio: é corrupção aqui, assaltos enormes ali, seqüestros acolá e mortes mais perto de nós do que podemos imaginar.&lt;br /&gt;O que me levou a escrever essa crônica foi o seqüestro seguido de morte do neto de uma empregada, no interior de São Paulo. A criança havia sido seqüestrada por engano e os animais que fizeram o rapto, ao descobrir o erro – essa questão do erro é relativa, pois, para mim, o erro não foi ter seqüestrado a criança errada e sim, simplesmente, ter seqüestrado – assassinaram o refém.&lt;br /&gt;Em que mundo vivemos? O que fez aquela criança para merecer isso? O que passou na cabeça dos animais ao cometerem esse crime? Não tiveram dó? Não tiveram vergonha de seu ato? Ou será que nessa espécie paralela do ser humano esses são sentimentos inexistentes?&lt;br /&gt;Para piorar, além de existir tanta barbaridade nesse mundo, ainda temos que conviver com coisas como a miséria, a fome e tantos outros problemas sociais que fica complicado de aqui enumerar.&lt;br /&gt;Bem fez Brás Cubas quando não teve filhos e, assim, não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112636899954152110?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112636899954152110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112636899954152110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/09/espcie-paralela-pobres-macacos-pobre.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112577899554260914</id><published>2005-09-03T17:20:00.000-03:00</published><updated>2005-09-03T17:23:15.546-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Voto Consciente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/1600/deputado.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/320/deputado.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é um deputado? Qual a sua função? O que ele faz nos três dias por semana que passa em Brasília? De acordo com os meus conhecimentos teóricos sobre política, deputados são os representantes mais diretos do povo no nível federal, sendo que sua principal função é representar na Câmara o interesse do povo que o elegeu.&lt;br /&gt;Sabendo disso eu pergunto: quanto deputados de verdade nós temos? Quantos realmente votam de acordo com os interesses de seus eleitores? Quantos sobem à tribuna para discursar de acordo com o que pensam aqueles que o elegeram? Infelizmente são poucos, uma respeitável minoria a quem devemos agradecer por ainda honrarem aquela casa que há muito tempo já está desacreditada.&lt;br /&gt;Está na hora de o povo brasileiro dar um basta nessa situação. Está na hora de começarmos a acompanhar o que fazem os deputados que elegemos, para descobrir se eles merecem ou não receber nosso voto novamente.&lt;br /&gt;Sou a favor do desarmamento. Será que seria coerente eu votar em algum deputado que rejeitou a proposta do Estatuto do Desarmamento? A resposta é óbvia.&lt;br /&gt;Infelizmente o brasileiro não liga para essas coisas, acha que tudo isso é uma tremenda bobagem, entretanto na hora de reclamar de alguma lei é o primeiro da fila.&lt;br /&gt;Reclame mesmo! Afinal esse é seu direito como cidadão. Mas de que adianta reclamar e na próxima eleição votar novamente naquele deputado, cujo santinho você encontrou perdido na porta do seu local de votação?&lt;br /&gt;Voto consciente é o primeiro passo para o fim de nossos problemas.&lt;br /&gt;A grande maioria da população sente nojo só ao ouvir falar dos esquemas que foram armados em Brasília. MARAVILHA! Só quero ver se na próxima eleição a corja que fez todo essa ”maracutaia” conseguirá ou não voltar pela porta da frente para o Congresso. O poder de impedir isso está nas mãos de uma pessoa: você! Pesquise antes de votar, veja o que já foi – ou não – pelo seu candidato, conheça suas propostas e veja se ele é ou não coerente a elas. É só assim que vamos mudar o Brasil.&lt;br /&gt;Termino aqui essa crônica que, a principio, era para ser uma homenagem ao deputado Fernando Gabeira – esse sim um deputado de verdade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112577899554260914?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112577899554260914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112577899554260914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/09/voto-consciente-o-que-um-deputado-qual.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112516854239704921</id><published>2005-08-27T15:46:00.000-03:00</published><updated>2005-08-27T16:32:49.680-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/1600/guernica1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4968/385/200/guernica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;h3&gt;Guernica&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Minha última – ou primeira, dependendo do ponto de vista – crônica me levou a uma saudável discussão com meu companheiro Marcel Patriota – o que, venhamos e convenhamos, não é nenhuma novidade. E foi essa discussão que acabou me inspirando para o texto de hoje.&lt;br /&gt;O que é verdade? Essa é uma pergunta que sempre nos deixa em uma situação meio complicada. Cada um de nós possui sua própria verdade. Sendo assim seria muito melhor perguntar: “Qual é a sua verdade?”. A resposta também não seria das mais simples, porém, pelo menos nos deixaria livre daquele peso de dar o julgamento final: “Isso é verdade e pronto!”.&lt;br /&gt;É ponto pacífico que ninguém conhece a verdade absoluta. Não há como um único ser em todo o universo dominar tudo aquilo que é real. Mas será que é possível chegar a ela?&lt;br /&gt;A meu ver, a verdade é um quebra-cabeça, porém não é um quebra-cabeça qualquer. É mais complicado do que o mais complicado que já conhecemos. É mais ou menos um com bilhões de peças cuja figura a ser montada é “Guernica”, de Pablo Picasso. Para os grandes conhecedores desse quadro não seria totalmente impossível armar o joguinho, contudo, mesmo assim, a brincadeira levaria um bom tempo para terminar. Entretanto a verdade não é um “simples” quebra-cabeça de bilhões de peças de “Guernica”, é pior do que isso: é um quebra-cabeça de bilhões de peças de “Guernica” sendo que ninguém no mundo – a não ser o pintor – conhece a obra. Será que alguém conseguiria juntar as peças? Duvido! Só que para complicar mais um pouco, o jogo não vem em uma única caixa, vem em bilhões de caixas espalhadas pelo mundo, cada uma contendo uma peça.&lt;br /&gt;Assim é a verdade: um grande quebra-cabeça cujas peças estão espalhadas em todos os cantos do mundo. Cada um de nós é uma peça, cada um de nós tem um pouco da verdade, mas assim como ao olhar para uma única peça de um monstruoso quebra-cabeça não conseguimos ver a figura pronta, ao olhar para o nosso pedaço da verdade não conseguimos sequer imaginar a verdade como um todo. Para resolver isso é necessário que cada um de nós mostre a sua peça, pois é só assim que conseguiremos encontrar o encaixe perfeito para montar o desenho final. Não adianta guardar a parte que lhe cabe no guarda-roupa, assim você só vai atrapalhar a nossa brincadeira e impedir nossa montagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112516854239704921?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112516854239704921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112516854239704921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/08/guernica-minha-ltima-ou-primeira.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-112458702800174611</id><published>2005-08-20T22:16:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T20:12:12.730-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Chega&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Já faz algumas semanas que quero voltar a escrever nesse site, mas quando tenho disposição para sentar na frente do computador e começar a digitar não tenho tempo, e quando tenho tempo não tenho disposição. Hoje me determinei a concluir essa tarefa, independente de disposição ou tempo. E aqui estou, gripado, com um pouco de dor de cabeça e espirrando feito um louco, mas escrevendo.&lt;br /&gt;Lógico que o meu desejo de voltar a escrever não se deve à minha gripe e nem a algum milagre divino que me deu inspiração. Se hoje estou sentado na frente desse computador (que por sinal é o mesmo do dia 04 de março - quando publiquei meu último texto –, mas com problemas maiores) é graças ao Presidente da República Federativa do Brasil Sua Excelência Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;Meus leitores sabem da minha estranha admiração pelo Presidente, contudo o que poucos devem imaginar é que não estou feliz com a atual crise política. Muitos devem pensar que vibro a cada dia, quando eu acordo e vejo que o governo está mais próximo do fim. Entretanto isso me dá uma tristeza profunda – e eu não estou sendo irônico –, por saber que o sonho de milhões de brasileiros está sendo jogado no lixo, graças a uma corja de incomPeTentes.&lt;br /&gt;O Brasil é um país de gente honesta e trabalhadora e não merecia ser governado por pessoas que representam justamente o contrário dessas qualidades.&lt;br /&gt;Não nego que as vezes durmo tranqüilo ao pensar que eu, pelo menos, não fui enganado, diferente de outra grande parcela do povo desse país. Mas essa tranqüilidade acaba no momento em que me lembro que apesar de eu não ter sido iludido pela campanha brilhantemente armada pelo senhor Duda – e nem tão brilhantemente paga pelo caixa dois do Delúbio – o restante de meu povo o foi e por conta de mentiras em época de campanha nos vemos afundados em um mar de lama que nunca imaginamos.&lt;br /&gt;É triste ver que os detentores do monopólio da ética também não tem ética. É triste ver que o presidente dos trabalhadores não gosta de trabalho. É triste ver que a campanha da esperança contra o medo trouxe mais medo que esperança.&lt;br /&gt;Não me interessa se o presidente sabia ou não de tudo que estava acontecendo – eu, particularmente, acho que sabia -, porém todos devemos ter a consciência de que ele deixou a coisa rolar. E, infelizmente, não podemos mais admitir um presidente desses. CHEGA DE HIPOCRISIA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-112458702800174611?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112458702800174611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/112458702800174611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/08/chega-j-faz-algumas-semanas-que-quero.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110997359918274601</id><published>2005-03-04T18:57:00.000-03:00</published><updated>2005-03-04T18:59:59.186-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Alfredinho&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         A mãe beijou a testa do rebento, orgulhosa de ver o seu caçulinha se tornando doutor.&lt;br /&gt;         -- Vocês viram como o terno cai bem nele? Esse menino nasceu para ter diploma. – dizia orgulhosa para qualquer um que passasse na rua e visse a cena.&lt;br /&gt;         Alfredinho era o mais jovem de cinco e irmãos e desde criança sempre foi o favorito da mamãe. Enquanto os outros não gostavam de estudar nem de trabalhar, Alfredinho não gostava era de ficar parado. Logo aos doze anos arranjou seu primeiro emprego na venda do seu Zé e desde então nunca mais parou. Saiu da venda para o mercadinho do bairro e do mercadinho do bairro para uma grande empresa multinacional que, ao ver que o rapaz não teria condições de manter uma faculdade particular quando terminasse o colégio, se ofereceu para pagar seus estudos até a formatura. Mas não foi preciso, afinal Alfredinho, como era o sonho de sua mãe, entrou em uma faculdade pública.      No dia da entrega dos diplomas, a mãe chorou como nunca antes havia chorado.&lt;br /&gt;         Em casa a mãe tinha orgulho, o pai achava que o menino não fazia mais do que a obrigação em ser esforçado e os irmãos sentiam muita inveja. Sempre que reclamavam do tratamento privilegiado que a mãe dava a Alfredinho, ouviam como resposta o mesmo sermão:&lt;br /&gt;         -- Se vocês quatro tivessem se dedicado como o Alfredinho também ouviriam os mesmos elogios que dou a ele.&lt;br /&gt;         Talvez até isso fosse verdade, mas como se explicaria então o fato de Alfredinho ser o preferido desde os tempos do berço? Esse era mais um mistério da humanidade.&lt;br /&gt;         Quando concluiu a faculdade Alfredinho foi promovido na multinacional onde trabalhava e no primeiro dia de trabalho no novo emprego colocou o terno que a mãe havia feito com tanto carinho, foi para o portão, recebeu o beijo na testa, ouviu a mãe exibindo orgulhosa o filho e sentiu um cano encostando em suas costas.&lt;br /&gt;         -- Passa a grana playboy.&lt;br /&gt;         -- Meu filho não vai passar dinheiro coisa nenhuma.&lt;br /&gt;         A velha levou um tiro na testa e, literalmente, morreu por amor ao filho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110997359918274601?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110997359918274601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110997359918274601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/03/alfredinho-me-beijou-testa-do-rebento.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110978803616627205</id><published>2005-03-02T15:25:00.000-03:00</published><updated>2005-03-02T15:27:16.176-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XXVI – Um assassino em potencial e mais uma morte&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado Ciro comandava as investigações sobre a morte de Rita com um carinho especial. Não queria deixar nenhum detalhe passar e por conta disso passou madrugadas inteiras analisando todas as pistas e o perfil de todos os suspeitos. Na realidade a única pista concreta existente era o tal bilhete, volume inversamente proporcional ao número de suspeitos. A lista era extensa e incluía o nome do deputado que assumiria a vaga no lugar de Rita, nomes alguns adversários políticos, além é claro dos nomes de Mauro e Silvana.&lt;br /&gt;As chances de Silvana ter comandado o assassinato eram cada vez mais remotas, já que, segundo o diretor da penitenciária onde ela se encontrava, a inimiga da falecida realmente não recebia visitas e nenhuma de suas amigas havia sido liberada nos últimos tempos.&lt;br /&gt;Outro suspeito que estava praticamente eliminado da lista era Mauro, afinal ele havia voltado a ser amigo do pai e até apoiava o relacionamento de Geraldo com Rita. Assim sendo ou ele fingia que estava do lado do casal ou realmente não teria motivos para matar a madrasta.&lt;br /&gt;-- O senhor já pensou no namorado da moça? – a pergunta foi feita por aquele jovem policial que havia encontrado o bilhete do assassino&lt;br /&gt;-- Sinceramente eu não acredito que o Geraldo tenha alguma coisa a ver com isso, Josué.&lt;br /&gt;-- Será que o senhor não está deixando sua amizade com ele falar mais alto do que as evidências?&lt;br /&gt;-- Nós não temos nenhuma evidência contra ele. Ou você acha que temos?&lt;br /&gt;-- Delegado, para falar a verdade eu não confio muito naquele cara não. O olhar dele não passa uma transparência. Parece que ele sempre está escondendo algo.&lt;br /&gt;-- Tenho que assumir que ele é muito misterioso. Porém isso não torna ninguém culpado de nenhum crime.&lt;br /&gt;-- Longe de mim acusar sem ter provas. Só acho que ele também deveria estar na lista de suspeitos. O senhor já o interrogou?&lt;br /&gt;-- Interroguei, mas nunca como suspeito e sim como namorado da vítima.&lt;br /&gt;-- O senhor nunca perguntou, por exemplo, onde ele estava na hora do crime?&lt;br /&gt;-- Não.&lt;br /&gt;-- Se eu fosse o senhor pensaria seriamente em tentar descobrir onde ele estava, com quem ele estava e etc.&lt;br /&gt;O silêncio que se seguiu mostrou que Josué havia atingido seus objetivos: o delegado não podia negar que Geraldo era um assassino em potencial. Para piorar a situação, enquanto Ciro refletia sobre a conversa com seu assistente, o telefone tocou:&lt;br /&gt;-- Alô! Aqui é o Geraldo. Por favor venha para a casa do Mauro imediatamente. Aconteceu uma tragédia.&lt;br /&gt;-- O que foi dessa vez?&lt;br /&gt;-- Eu vim visita-lo e encontrei meu filho morto!&lt;br /&gt;-- Meu Deus, será que eu nunca mais vou ter sossego nessa vida.&lt;br /&gt;-- Por favor venha logo!&lt;br /&gt;-- Já estou indo!Ciro desligou o telefone e chamou Josué. Os dois se dirigiram imediatamente para o local do novo crime. Sem dúvida o assassinato de Rita era apenas a ponta do i&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110978803616627205?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110978803616627205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110978803616627205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/03/rita-captulo-xxvi-um-assassino-em.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110950524871994105</id><published>2005-02-27T08:47:00.000-03:00</published><updated>2005-02-27T08:54:08.723-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 13 – Seis meses&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O saldo daquela empreitada foi o seguinte: Ricardo ficou com aquela estranha caixinha cinza e a fita de vídeo; Brenda e Thomas, embora refeitos do susto, não queriam mais saber daquela história. A identidade daquela estranha garota permanecia um mistério. O conteúdo da caixa que caiu sobre a tina de água, no porão do laboratório, continuava desconhecido. &lt;br /&gt;  Enquanto isso, a vida seguia seu rumo para todos nós. Eu continuava estudando e namorando com Helena. Finalmente fiz amizade com o irmão dela, Evandro, o que foi um alívio. O sujeito, apesar de calado, se revelou uma ótima pessoa. Além disso, dado a sua fama por ser violento, era melhor tê-lo como amigo do que como inimigo.&lt;br /&gt; Matheus era outra história. Antes de cita-lo, é melhor comentar o que aconteceu com os chamados heróis, aí incluído o 'guru' José Freire, em &lt;strong&gt;Marbla City&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt; O que todos sabiam, até o momento, era o que aparecia nas notícias de jornais, revistas e noticiários da televisão. Poderia ser verdade, mas Matheus e sua irmã, Mathisse, eram os primeiros a discordar, preferindo acreditar numa espécie de conspiração.&lt;br /&gt; A equipe, apelidada pela imprensa de "&lt;strong&gt;Vampiros Mutantes&lt;/strong&gt;", mas na verdade composta por um grupo de jovens normais, alguns com habilidades especiais, se instalaram na cidade de Marbla City para investigar o garoto incomum que havia virado notícia da noite para o dia. Finalmente era revelada a identidade daquele garoto. Seu nome era &lt;strong&gt;Skip Robinson&lt;/strong&gt;, e pelas fotos divulgadas, parecia uma versão em miniatura de Matheus Guerra. Àquela altura, todos na cidade e na imprensa o chamavam de '&lt;strong&gt;Mascote&lt;/strong&gt;'. O "Mascote" de Marbla City.&lt;br /&gt; Durante a investigação da equipe, acompanhada de perto pelo &lt;strong&gt;Dr. Scott M. Kelly&lt;/strong&gt;, do Centro de Pesquisas de Marbla City e por José Freire, um acidente parece ter posto em risco a vida de todos ali. Segundo informações divulgadas pela repórter &lt;strong&gt;Iva Spadari&lt;/strong&gt;, que estava na cidade, um incomum que residia nas instalações do Centro de Pesquisas ativou dispositivos que foram descritos como armamento bélico pesado. O resultado foi uma explosão que varreu a cidade e que destruiu cerca de 80 por cento de toda a cidade. A repórter Iva foi salva por um outro incomum que era amigo de Skip Robinson e que chamava-se Pinnotti. O evento ficou conhecido na imprensa como o &lt;strong&gt;Cataclisma de Marbla City&lt;/strong&gt;. Nenhum dos chamados 'heróis' parecia ter sobrevivido. Não havia nenhum sinal de José Freire, Skip Robinson ou mesmo da criatura que havia causado o desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seis meses se passaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os 'heróis', que foram dados como mortos, reapareceram de repente, instalados num edifício vertical, a meio caminho entre São Paulo e Marbla City. Estavam, portanto, próximos de &lt;strong&gt;Nova Indaiacicaba D’Oeste&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt; Ninguém sabia quantos deles haviam sobrevivido. Ninguém ousava chegar perto. Dizia-se que eles escondiam lá o corpo da criatura que havia destruído Marbla City. Diziam também que eles ganharam proteção governamental. Aliás, dizia-se muita coisa, mas eram apenas especulações. Mas nada aquilo importava para mim.&lt;br /&gt; Para Matheus, no entanto, importava muito. Desde que Skip Robinson, o tal do 'Mascote', foi dado como morto, Matheus decidira pegar emprestado o apelido, como se fosse um tipo de codinome, ou nome de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Enquanto isso, durante os últimos seis meses, Thomas, Ricardo e Brenda não tocaram mais naquele assunto. Um pacto não-verbal havia sido criado. O fato não era comentado. A caixa nunca mais fora citada.&lt;br /&gt; Até uma certa manhã, quando Thomas acordou com o toque do telefone. Era fim de semana, e portanto não havia compromisso nenhum. Quem o incomodaria tão cedo?&lt;br /&gt;        - &lt;em&gt;Thomas, é o Ricardo. Descobri pra que serve a caixinha. Mas preciso da sua ajuda!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110950524871994105?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110950524871994105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110950524871994105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/02/o-garoto-que-voltou-captulo-13-seis.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110942633679259842</id><published>2005-02-26T10:57:00.000-03:00</published><updated>2005-02-26T10:58:56.793-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Trem das Onze&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não posso ficar nem mais um minuto com você&lt;br /&gt;Sinto muito amor, mas não pode ser&lt;br /&gt;Moro em Jaçanã,&lt;br /&gt;Se eu perder esse trem&lt;br /&gt;Que sai agora as onze horas&lt;br /&gt;Só amanhã de manhã”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Quem é o paulistano que nunca se pegou cantarolando esse ou qualquer outro pedaço de &lt;em&gt;Trem das Onze&lt;/em&gt;? Uma música tão enraizada na memória da minha amada São Paulo que, mesmo falando de um único bairro, foi eleita a música símbolo da cidade. Com letra e música do inesquecível paulistano Adoniran Barbosa, a canção ganhou versões em vozes de sucesso como a de Elza Soares e Baby Consuelo, contudo apenas um grupo conseguiu fazer com que ela entrasse – para nunca mais sair – na memória da maior cidade da América Latina: os &lt;em&gt;Demônios da Garoa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ontem o grupo sofreu uma baixa inestimável: Toninho, um dos fundadores do grupo faleceu. O músico já vinha se afastando dos shows devido aos problemas de saúde, mas mesmo assim perde-lo não estava nos planos de nenhum fã do grupo.&lt;br /&gt;Fica aqui meus pêsames ao grupo e a toda a cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;Obs.: Como essa é uma crônica de retorno e fora da data que costumo enviar meus textos, ela vai ser mais curta.&lt;br /&gt;Obs2.: Os petistas têm que comemorar, pois estava preparando uma crônica sobre os últimos fatos envolvendo o governo federal para o meu retorno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110942633679259842?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110942633679259842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110942633679259842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/02/trem-das-onze-no-posso-ficar-nem-mais.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110734823467862215</id><published>2005-02-02T10:41:00.000-02:00</published><updated>2005-02-02T10:43:54.676-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XV – Dois anos e um crime depois&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, Silvana foi condenada pelas duas tentativas de assassinato contra Rita, contudo, mesmo assim, a vida de nossa vereadora não virou um mar de rosas.&lt;br /&gt;Como já foi dito alguns capítulos atrás, a ex-garçonete resolveu se candidatar a deputada, porém, apesar de ter tido uma maravilhosa votação, ela sequer foi diplomada.&lt;br /&gt;Dois anos haviam se passado desde a prisão de Silvana e a ex de Geraldo não havia ficado nem mesmo um dia longe da cela da cadeia, porém algo de muito estranho aconteceu.&lt;br /&gt;Uma semana após a eleição, a nossa heroína (ou anti-heroina, como muitos já disseram) foi encontrada morta em seu apartamento. Pelo menos isso é o que se deduz, pois o corpo foi encontrado em tal estado que seria praticamente impossível fazer o reconhecimento. As mãos e os pés estavam cortados e o que havia sobrado do corpo estava totalmente carbonizado. Sem dúvida fora um crime cruel e, provavelmente, sem precedentes em toda a história desse país.&lt;br /&gt;Quando Geraldo chegou, o delegado Ciro já se encontrava no apartamento e fez ao noivo da vítima todas as perguntas de praxe, como por exemplo se a moça tinha recebido alguma ameaça de morte nos últimos tempos. A resposta para essa e muitas outras perguntas que poderia elucidar o crime foi um simples não.&lt;br /&gt;O que nem Geraldo e nem o delegado Ciro imaginava é que a investigação ganharia um elemento novo graças a descoberta de um jovem policial. Ao entrar no quarto de Rita (o corpo estava na sala) para ver se encontrava alguma pista, o jovem encontrou um bilhete digitado no computador com os seguintes dizeres:&lt;br /&gt;“A garçonetizinha já foi. Os próximos serão aqueles que se juntaram a ela!”&lt;br /&gt;O bilhete tinha sido escrito no computador e, obviamente, não possuía nenhuma assinatura. A letra era de um vermelho bem forte, cor de sangue.&lt;br /&gt;Ao ler o que estava escrito Geraldo engoliu seco. Para ele estava claríssimo que a próxima vítima era ele mesmo. Seu primeiro pensamento foi: “Agora cada noite vai ser mais difícil de dormir do que a outra! Isso é... se o bandido foi piedoso e me deixar viver pelo menos uma noite a mais.”&lt;br /&gt;Sem dúvida cada noite seria mais perigosa do que a outra, não só para Geraldo como também para Mauro e tantos outros que haviam se aproximado de Rita.&lt;br /&gt;Não é necessário nem dizer que a primeira suspeita do delegado Ciro caiu justamente sobre Silvana, contudo essa hipótese apresentava uma pequena falha: a suspeita estava presa e até aquele dia, mesmo tendo se passado dois anos de sua prisão, não recebera nenhuma visita e não passara um dia sequer ser ver o sol nascer quadrado. Como ela poderia comandar esse crime – e outros que provavelmente viriam em breve – de dentro da cadeia? A única chance que haveria de ela ter o mínimo de controle da situação aqui fora era necessário que houvesse ou um funcionário da cadeia aliado a ela ou então que alguma amizade feita na cadeia tenha sido libertada. Esse seria o primeiro passo: descobrir quem eram os amigos de Silvana dentro da prisão.&lt;br /&gt;-- Antes de mais nada você precisa fazer uma coisa, delegado. – disse Geraldo, com uma cara de medo que jamais tinha sido vista&lt;br /&gt;-- Pode falar, meu caro. – Ciro tentava aparentar a maior calma possível, apesar de, em seu interior, estar muito agitado e com medo do que o futuro reservava naquela investigação&lt;br /&gt;-- Eu quero proteção policial. Eu estou com muito medo. Nunca me senti assim. Mas estou com tanto medo que acho que não tenho coragem nem de sair daqui. Para o senhor ter uma idéia ainda nem chorei pela morte da Rita. Nem consigo pensar nisso. Só penso na minha morte.&lt;br /&gt;-- Calma, Geraldo, você pode ficar tranqüilo. Nós vamos dar o máximo de proteção para você. Afinal no bilhete está muito claro que sua vida corre perigo. Geraldo, não posso negar, você é uma vítima em potencial. – o delegado disse isso com um ar de derrota, afinal Geraldo havia se tornado até mesmo um amigo seu e ele não poderia considerar a hipótese de perder um amigo cuja vida estava em suas mãos.&lt;br /&gt;Geraldo ficou calado. Olhava para a janela, como se mirasse o horizonte, contudo a cortina estava fechada. Sem dúvida a pressão e o medo que pairavam sobre aquele homem eram imensuráveis. É possível que outros, em sua situação preferissem se antecipar ao bandido e dar um fim na própria vida vida. Por mais que Geraldo fosse um homem forte essa idéia passou pela sua cabeça mais de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110734823467862215?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110734823467862215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110734823467862215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/02/rita-captulo-xv-dois-anos-e-um-crime.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110693593951111504</id><published>2005-01-28T16:11:00.000-02:00</published><updated>2005-01-28T16:12:19.510-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Desculpas, Seu Agostinho e Palavrões&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Como já diz o título dessa crônica, vou começá-la com um pedido de desculpas por ter me mantido tanto tempo longe de vocês. O quer era para ser um pequeno período de férias acabou se tornando um longo afastamento. Mas eu tenho uma justificativa para isso: perdi todos os meus documentos do computador (e isso quer dizer que perdi todas as crônicas que tinha escrito, além de toda a história de Rita, incluindo dois capítulos que ainda não foram ao ar).&lt;br /&gt;         Pronto! Já está justificada minha ausência! Agora até já posso escrever minha crônica com a consciência limpa.&lt;br /&gt;         Para quem não sabe, minha bisavó está morando em um lar de velhinhos – que nem de longe lembra aqueles asilos que vemos nas reportagens de câmera oculta no Fantástico. No último sábado,  quando estava visitando minha bisa, um senhor muito simpático começou a puxar papo comigo. Era o Seu Agostinho. Em pouco tempo ele já havia mostrado a mim e a minha irmã fotos de sua bisneta e de seus sobrinhos netos.. Depois de nos mostrar as fotografias o Seu Agostinho nos fez uma revelação:&lt;br /&gt;         -- Eu escrevo! – disse ele com um sorriso no rosto&lt;br /&gt;         Pediu para esperarmos um pouco e foi pegar seus textos. Eram todos poemas belíssimos, além de uma coletânea de ensinamentos sobre o amor – que ele ainda não terminou.&lt;br /&gt;         Quando eu já estava quase de saída, o Seu Agostinho me chamou para contar uma história que minha irmã não poderia ouvir. Motivo: tinha um palavrão.&lt;br /&gt;         Por que existe todo esse pudor relacionado aos palavrões?&lt;br /&gt;São palavras compostas de letras, assim como qualquer outra. A única coisa que diferencia o palavrão da palavra “normal” (se não é palavrão é palavrinha?) é o seu significado – geralmente ligado à sexualidade.&lt;br /&gt;         Esse é um dos mistérios da humanidade: por qual motivo tudo que é ligado ao sexo é “feio” ou “sujo”? Por que os palavrões quase sempre estão ligados aos órgãos sexuais e não às orelhas ou ao nariz? Por que puta é xingamento e as outras profissões não? Sabemos muito bem que alguns “profissionais” como políticos, advogados e diretores de empresas, por vezes, fazem coisas muito mais pornográficas que as pobres prostitutas.&lt;br /&gt;         Lógico que não estou sugerindo que as pessoas saiam por ai falando palavrões a torto e a direito. O único apelo que faço é que o pudor relacionado a eles não seja tão exagerado e que os pais não vejam como o fim do mundo o fato de seus pimpolhos falarem algumas “coisas feias” (é lógico que exageros devem ser evitados).&lt;br /&gt;         Ah! Só para terminar, já que ainda não falei, que desejar um feliz 2005 para todos vocês. Que seja um ano repleto de alegrias e de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110693593951111504?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110693593951111504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110693593951111504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/01/desculpas-seu-agostinho-e-palavres-como.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110589393179820700</id><published>2005-01-16T14:43:00.000-02:00</published><updated>2005-01-16T14:45:31.796-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 12 - Aquele Que Tudo Vê&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Do lado de fora do laboratório de Zé Freire, Thomas aguardava impaciente dentro de seu carro, enquanto os amigos Ricardo e Brenda exploravam o local. Do lado de fora, Thomas não podia ouvir nada, nem mesmo um ruído ou voz. Se pudesse, ouviria um sussurro vindo do porão:&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Me... ajuda!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;        Ricardo procurou e logo encontrou um outro interruptor, mais próximo da jaula. O lugar todo iluminou-se e então os dois puderam ver: dentro da jaula, havia uma garota, de aproximadamente doze anos, loira, baixa, e com um rosto que lembrava o de Zé Freire. Pela aparência, estava fraca, visivelmente desnutrida. Há quanto tempo estaria presa ali. Dias, semanas, meses?&lt;br /&gt;	Brenda estendeu o braço para alcançar o da garota, e perguntou:&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Qual é o seu nome?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas antes que houvesse qualquer resposta, a garota puxou o braço de Brenda e a trouxe para junto da jaula. Em seguida, prendeu o pescoço de Brenda rente à jaula. Com a outra mão, apontou para Ricardo um conjunto de alavancas instaladas ao lado do interruptor. Ricardo hesitou, mas a garota apertou o pescoço de Brenda com mais força.&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Agora!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Droga, Brenda... &lt;/em&gt;– grunhiu Ricardo, enquanto puxava a alavanca, sem desgrudar os olhos das duas. No entanto, na ansiedade de puxar a alavanca com rapidez, acabou acionando todas as alavancas instaladas ali, num total de três.&lt;br /&gt;Naquele momento, Ricardo, apesar de tudo, não deixou de notar a complexidade daqueles aparelhos. A jaula onde aquela estranha garota estava presa começou a se desmontar, como se fosse um jogo de montar. Ferragens e dobradiças se retorciam, desfazendo a jaula até que dela só restante um bloco compacto de metal preso a uma haste no teto.&lt;br /&gt;A outra alavanca ativada por Ricardo fez com que o caixote de madeira, que estava preso a uma corda, ao lado da jaula, se abrisse do lado de baixo. Seu conteúdo caiu tão rápido na tina de água que Ricardo mal pôde identificar o que seria. Parecia um imenso bloco de gelo.&lt;br /&gt;A última alavanca fez uma série de holofotes se acenderem nos tetos do porão. Tudo se iluminou, e Ricardo pôde dar uma boa olhada na garota, que acabara de soltar Brenda. Ela se parecia bastante com Zé Freire. Mas o que impressionou Ricardo, além do fato de ela ser bem mais forte do que parecia, era a pelagem azulada que cobria boa parte dos seus braços e pernas. Saindo pelas costas, assim como acontecia com Matheus, uma cauda peluda, só que de cor azulada. A estranha garota atravessou o porão e desapareceu subindo as mesmas escadas por onde Ricardo e Brenda haviam descido.&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Consegue andar, Brenda?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Consigo.. &lt;/em&gt;– disse a garota, enquanto massageava o pescoço, dolorido. Antes de se levantar, no entanto, apontou para um pequeno monitor de tv do outro lado do porão. Nesse instante, ouviram um estrondo vindo de cima, mas decidiram ignora-lo por enquanto.&lt;br /&gt;Os dois aproximaram-se do monitor, e então perceberam que o local estava sendo filmado enquanto estavam ali dentro. Não sem alguma dificuldade, Ricardo logo encontrou a fita que gravou toda a movimentação do porão, e a meteu dentro da jaqueta. Preparava-se para sair, quanto Brenda trouxe até ele uma estranha caixinha cinza, repleta de botões, um pouco maior que uma câmera fotográfica. Uma pequena etiqueta na parte inferior da caixa dizia apenas: “Oscar N.”. Por um instante, Ricardo esforçou-se em lembrar onde ouvira aquele nome. Mas o sentimento de urgência em sair dali falou mais alto, e logo os dois saíram pela porta da frente, levando a caixinha e uma fita de vídeo.&lt;br /&gt;Quando saíram pela porta da frente e não encontraram Thomas em seu carro, pensaram no pior. Ricardo, que tentava ser prático e não entrar em pânico, contornou o perímetro do lugar, e logo encontrou o amigo desfalecido no gramado, diante de uma parede que acabara de ganhar uma janela.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110589393179820700?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110589393179820700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110589393179820700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2005/01/o-garoto-que-voltou-captulo-12-aquele.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110348653238587630</id><published>2004-12-19T17:58:00.000-02:00</published><updated>2004-12-19T18:02:12.386-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 11 – O Porta-Retrato&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Thomas, Ricardo e Brenda voltaram para a cidade, para o bairro onde moravam, onde poderiam recapitular o que acabara de acontecer. Thomas parou o carro próximo a um campo de futebol, o mesmo campo onde dois anos antes eu e Helena fomos surpreendidos pelo pai dela. O campo estava vazio naquele momento, e os três puderam conversar sem intromissões.&lt;br /&gt;	Thomas se recordava do momento em que, ainda ao volante de seu carro, estacionado diante do edifício de Zé Freire, desligou o motor. Neste instante, Ricardo passava pela porta de entrada, puxando Brenda pelo braço. Não queria de jeito nenhum entrar sozinho. A porta se fechou assim que os dois passaram por ela.&lt;br /&gt;	O lugar estava realmente escuro, mas Brenda não demorou a localizar um interruptor e acendeu a luz. Apesar da aparente arrumação do lugar, estava bem claro que Zé Freire pouco aparecia por ali. Um cheiro de mofo dominava o lugar.&lt;br /&gt;	Por dentro, no entanto, o lugar realmente parecia uma casa. Tinha cozinha, banheiros e quartos, além de sala de jantar e até uma sala de televisão. Ricardo foi direto para os quartos, procurando sabe-se lá o quê. Brenda o seguia.&lt;br /&gt;	Em cada cômodo que entrava, Ricardo olhava para o teto, à procura de câmeras. No entanto, não havia nada por ali, nenhum aparato de segurança os detinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	No quarto que deveria pertencer à Zé Freire havia uma cama de casal, que parecia não ser utilizada há algum tempo. O lugar estava arrumado, mas por toda a casa e até mesmo nos quartos parecia não haver nenhum objeto pessoal de Zé Freire, ou de quem quer que seja. Roupas, sapatos, escova de dentes, nada. Um único objeto chamou a atenção de Brenda. Na gaveta do criado-mudo do quarto havia um porta-retrato: na foto, um José Freire um pouco mais jovem, ao lado de uma moça alta, magra e de cabelos castanhos, num local que parecia ser uma praia. No verso da foto, uma legenda: "&lt;em&gt;Eu e Karla&lt;/em&gt;". Sem data, sem local, mais nenhuma informação.&lt;br /&gt;	Com um berro, Ricardo chamou Brenda, que guardou a foto do casal dentro da camisa. Brenda avistou Ricardo num corredor, perto da cozinha. Ele havia descoberto uma espécie de alçapão.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Primeiro as damas&lt;/em&gt; – perguntou, exagerando na 'cordialidade'.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Engraçadinho&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Vamos lá, Brenda &lt;/em&gt;– disse Ricardo, se adiantando e descendo as escadas. – &lt;em&gt;Isso sim vai ser interessante&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Achei que você queria entrevistar o José Freire&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;        Ricardo não respondeu e continuou descendo. O porão estava escuro, mas ele logo alcançou um interruptor. O que os dois viram a seguir os deixaram espantados: um laboratório completo. Instrumentos e apetrechos de alquimia espalhavam-se pelo lugar, dividindo o ambiente com computadores e aparelhos mecânicos e eletrônicos que Ricardo jamais vira antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Um canto do lugar estava menos iluminado. De longe, era possível ver um recipiente do formato de uma tina, com mais de dez mil litros de um liquido que parecia ser água, mas não tinham certeza. Acima da tina, havia um caixote de madeira de aproximadamente dois metros de altura, preso com uma corda. &lt;br /&gt;Ricardo e Brenda se aproximaram da tina, mas perceberam que não estavam sozinhos no porão. Ao lado do recipiente, havia uma jaula. Dentro dela, uma pessoa respirava ofegante. Ricardo não tinha certeza se era um ser humano, até que ela estendeu o braço esquerdo, coberto de uma penugem azul-claro, e sussurrou:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Me... ajuda!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110348653238587630?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110348653238587630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110348653238587630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/12/o-garoto-que-voltou-captulo-11-o-porta.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110312094855881423</id><published>2004-12-15T13:28:00.000-02:00</published><updated>2004-12-15T12:29:08.556-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XXIV – Presa&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia seguinte Geraldo ligou para o delegado Ciro e os dois terminaram de combinar os detalhes do plano que levaria Silvana para a cadeia. Eles não podiam perder tempo e a idéia teria que ser posta em prática naquele mesmo dia.&lt;br /&gt;No fim da tarde, quando o sol já estava se pondo, a campainha da casa de Silvana tocou e, para sua surpresa, era Geraldo que estava do outro lado da porta.&lt;br /&gt;-- O que você quer aqui? Descobriu que não pode viver sem a minha presença?&lt;br /&gt;-- É lógico que não. Eu não vivo ao lado de assassinas.&lt;br /&gt;-- Mas eu não matei ninguém.&lt;br /&gt;-- É, você não matou, mas vai dizer que não tentou.&lt;br /&gt;-- Eu tentei matar aquela vagabunda da sua namorada, mas foi por amor. Você é mais culpado nessa história do que eu.&lt;br /&gt;-- Não fale isso. Você não tem a mínima noção do que você está falando. Você está cada vez mais louca.&lt;br /&gt;-- Posso estar louca, mas estou louca de amor. Estou louca por você.&lt;br /&gt;-- Não existe amor que justifique tentar matar uma pessoa.&lt;br /&gt;-- Você fala isso porque nunca esteve verdadeiramente apaixonado.&lt;br /&gt;-- Como você pode falar sobre meus sentimentos? Eu estou apaixonado, mas nem por isso mataria.&lt;br /&gt;-- Então você não está apaixonado de verdade. Quando você me largou para ficar com a garçonete eu perdi totalmente os meus sentidos. Para mim o único modo de trazer você de volta era eliminando aquele ser intragável. Eu bolei um plano quase perfeito: ela morreria e a culpa cairia sobre o principal adversário político da vadia. Porém eu contratei um incompetente e ela conseguiu se salvar. O único morto da história foi o pobre do vereador Azevedo.&lt;br /&gt;-- Você não pode dizer que essa segunda tentativa de matar a Rita também foi fruto do calor da hora.&lt;br /&gt;-- E não foi mesmo. Você sabe que eu sou uma mulher de palavra e que gosto de cumprir tudo o que prometo. Um dia prometi matar a sua amante e eu tinha que cumprir. Eu tinha esse dever moral. Se ela tivesse me deixado quieta lógico que esqueceria que um dia prometi aquilo, porém você não voltou para mim. Eu não podia admitir isso!&lt;br /&gt;-- Você confessaria esses seus crimes para a polícia?&lt;br /&gt;-- Jamais. Nem se você me prometesse que se eu confessasse você voltava para mim.&lt;br /&gt;-- Que bom, porque você não vai precisar confessar para a polícia. Você contou toda a história para mim e está tudo gravado.&lt;br /&gt;Nesse momento o delegado Ciro e seus homens arrombaram a porta e entraram no apartamento.&lt;br /&gt;-- Dona Silvana, a senhora está presa.&lt;br /&gt;-- Se desgraçado! Eu sabia que nunca poderia confiar em você. Já fui traída uma vez, não podia deixar isso acontecer de novo. Definitivamente você não é confiável.&lt;br /&gt;-- Posso não ser confiável, mas nunca tentei matar ninguém.&lt;br /&gt;Tudo indicava que aquele era o fim de Silvana. Uma mulher bonita e inteligente que se rendeu ao ciúmes que sentia por seu marido e perdeu tudo o que tinha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110312094855881423?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110312094855881423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110312094855881423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/12/rita-captulo-xxiv-presa-na-manh-do-dia.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110251534850085534</id><published>2004-12-08T13:13:00.000-02:00</published><updated>2004-12-08T12:15:48.500-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pessoal,&lt;br /&gt;Gostaria de pedir desculpas por ficar mais essa semana sem postar o capítulo de Rita, mas hoje tenho que ir ao médico e não terei tempo de digitar o capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos,&lt;br /&gt;Gabriel Aga&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110251534850085534?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110251534850085534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110251534850085534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/12/pessoal-gostaria-de-pedir-desculpas-por.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110217804292993771</id><published>2004-12-04T14:27:00.000-02:00</published><updated>2004-12-04T14:34:02.930-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capitulo 10 – "Fedeu!"&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Enquanto aguardava no carro, Thomas começou a observar os arredores do prédio que servia de casa ou laboratório para José Freire. Era um bairro afastado de Nova Indaiacicaba D’Oeste, praticamente nos limites da cidade. A estrada por onde vieram era de terra batida, e não havia um vizinho num raio de quilômetros.&lt;br /&gt;	Meia hora depois de Ricardo e Brenda terem adentrado a casa, Thomas já estava impaciente. Mas não o suficiente para ir atrás dos dois. Ao invés disso, preferiu sair do carro e observar ao redor do prédio.&lt;br /&gt;	A construção era antiga, e tinha um aspecto que lembrava um depósito abandonado. Se José Freire chamava aquele lugar de casa, então poder-se-ia acrescentar mais um dado para as excentricidades daquela figura.&lt;br /&gt;	Nos fundos do laboratório, Thomas não encontrou nenhuma abertura, porta ou janela. Encostou os ouvidos na parede, na esperança de ouvir algum ruído ou as vozes dos amigos. Por alguns instantes, não ouviu nada, e ia começar a procurar outro lugar para perscrutar, mas um odor fétido pareceu invadir o local. Era o pior cheiro de esgoto que Thomas jamais sentira. Olhou para os arredores, na esperança de ver algum bueiro ou córrego próximo, mas sem sucesso.&lt;br /&gt;	Antes que o odor se tornasse insuportável, Thomas começou a fazer o caminho de volta à fachada do lugar, mas um ruído vindo de dentro o deteve. Pareceu a ele que o barulho vinha de um lugar que seria o porão, mas ele não tinha certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Estava a poucos centímetros da parede, e ir encostar o ouvido para tentar escutar algo, mas antes que o fizesse, um estrondo arrombou a parede e o jogou no chão.&lt;br /&gt;	Algo o havia derrubado. Esse 'algo' tinha mais ou menos o seu tamanho, e seus olhos os encaravam, apreensivos. Era humano, com certeza, mas... diferente. Thomas sentiu mãos que mais pareciam garras segurando seus braços, e o peso daquela coisa o mantinha no chão. Acima de tudo, Thomas sentiu algo de familiar na estranha figura, como se já a conhecesse.&lt;br /&gt;	Mas antes que pudesse confirmar qualquer suspeita, foi atingido por uma cabeçada, que o deixou desfalecido. Quando acordou, tinha certeza de que havia passado pelos menos alguns minutos, mas foram poucos segundos, tempo suficiente para Ricardo e Brenda o encontrarem, mais assustados do que quando entraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Apesar do susto, os três só abriram a boca quando estavam a quilômetros do lugar. Tinham uma pressa imensa em desaparecer daquele lugar. E apesar de tudo, era Thomas quem dirigia o carro, pois era o único que sabia dirigir. A cabeça ainda latejava, embora a dor fosse temporária.&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;O que foi aquilo?&lt;/em&gt; – perguntou Brenda.&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Seja lá o que for, não era humano.&lt;/em&gt; – respondeu Ricardo. – &lt;em&gt;E você, Thomas, viu também? O que achou?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Eu não sei... parecia com...não parecia com o Matheus?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Era peludo, com certeza. Mas tinha uma cauda também?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Peluda.&lt;/em&gt; – corrigiu Brenda. – &lt;em&gt;Era uma menina. Mas não vi se tinha cauda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;E o que é isso na sua mão, Ricardo?&lt;/em&gt; – interrompeu Thomas, apontando para uma fita de vídeo e uma estranha caixinha que Ricardo carregava. – &lt;em&gt;era isso que vocês procuravam? E o José Freire, não estava lá?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-	&lt;em&gt;Calma, vamos parar num lugar seguro e aí contamos tudo. Certo, Brenda?&lt;/em&gt; – disse Ricardo, demonstrando um olhar de censura para Brenda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110217804292993771?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110217804292993771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110217804292993771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/12/o-garoto-que-voltou-capitulo-10-fedeu.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110208378346895532</id><published>2004-12-03T13:21:00.000-02:00</published><updated>2004-12-03T12:23:03.470-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sem tema&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Hoje sentei aqui na frente do computador para escrever uma crônica. Estava determinado a não falar de política, apesar de, como sempre, sentir uma coceirinha na ponta dos dedos para criticar o governo Lula ou elogiar uma ação tucana. Mas prometo ao meu amigo Marcel que dessa vez vou ficar quietinho aqui e não vou nem comentar que a prefeita Marta (PT) pediu licença do cargo justamente na época mais difícil para se governar ou então que o presidente Lula jogou papel de bom no chão ou qualquer outro comentário do gênero. Olha só eu não resisti e acabei falando.&lt;br /&gt;         Já que não quero falar de política e não tenho mais nada para falar, hoje farei uma crônica sem tema. Não é a primeira vez que faço isso e, se for pesquisar aqui no meu arquivo, devo descobrir que no mínimo 10% dos textos partiram de uma total falta de assunto e o pior é que a grande maioria deles também terminou sem nenhum assunto definido.&lt;br /&gt;         O mais legal dessa história de escrever sem assunto nenhum é que você não precisa ficar preso a nada. Posso falar do Lula (como falei no primeiro parágrafo) e logo depois comentar da beleza das flores do meu quintal (e olha que nem quintal eu tenho aqui em casa). A gente faz isso e o leitor não reclama – tudo bem que alguns param de ler o texto logo que vêem o primeiro parágrafo, porém nenhum nunca veio reclamar comigo.&lt;br /&gt;         É estranho imaginar, contudo até mesmo escritores dos mais consagrados utilizam essa técnica de não falar sobre nada. O que nos diferencia é que eu, por não ter nada a perder, assumo que estou escrevendo mesmo sem ter assunto e eles não. Enrolam o leitor até a última palavra, apesar de não saberem exatamente qual foi o tema desenvolvido. E para a surpresa dos autores as crônicas escritas sem pensar acabam ganhando vida própria e por diversas vezes viram até mesmo questões de vestibular. O mais engraçado é que as perguntas nas provas geralmente são: “O que o autor quis insinuar com a passagem grifada no primeiro parágrafo do texto?” Qualquer vestibulando que se preze responde a pergunta com a maior facilidade, entretanto se apresentássemos a questão aos autores, tenho certeza, eles não saberiam nem por onde começar a dissertação sobre o próprio texto.&lt;br /&gt;         Antes que me acusem de generalizar as coisas é bom que eu diga que nem todo texto parte do nada e chega em lugar nenhum – como é o caso desse meu -, mas afirmo sem medo de errar que todo autor já escreveu um texto assim. Acho que a única falha que cometi no texto – modesto eu, né? - foi dizer que os autores não responderiam. Sim, eles responderiam, todavia a resposta não necessariamente é a verdade, afinal o autor não quis insinuar absolutamente nada com a passagem grifada no primeiro parágrafo do texto.&lt;br /&gt;         E quem nunca escreveu sem saber sequer o tema que atire a primeira pedra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110208378346895532?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110208378346895532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110208378346895532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/12/sem-tema-hoje-sentei-aqui-na-frente-do.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110150327283666560</id><published>2004-11-26T19:05:00.000-02:00</published><updated>2004-11-26T19:07:52.836-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;De mãos dadas&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         O que é mais importante para um país como o Brasil: a força e vontade de mudar da juventude ou o “poder” que o povo tem com a democracia? A resposta para essa pergunta pode gerar diversas divergências e inúmeras teses podem surgir. Pode-se defender desde que a juventude perde toda a sua força sem a democracia, até que a democracia não é a mesma sem a juventude.&lt;br /&gt;         A idéia que venho defender aqui nessa minha crônica de hoje é justamente o meio termo. A democracia e a juventude devem andar juntas, de mãos dadas, unidas por um Brasil melhor. Felizmente não defendo essa minha tese sozinho e, com estes mesmo ideais, um grupo de jovens resolveu fundar a Juventude Democrática Brasileira.&lt;br /&gt;         Graças a Internet o grupo cresceu rapidamente já vem dando seus primeiros passos. Tendo sido eu um dos primeiros a embarcar no sonho da JDB, me sinto muito orgulhoso em ver que o grupo está dando certo. Com menos de uma semana de existência já temos apoio até de figuras de grande porte no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;         Segundo o Ato Primeiro, assinado pelos fundadores Welington Arruda, Luciana Rodrigues e Rogério Boccia, um dos objetivos da JDB é a fiscalização dos três poderes. Ainda segundo o documento, foi dado inicio a um movimento jovem, possuidor dos princípios da inclusão social à democracia.&lt;br /&gt;         Realmente é uma idéia interessante esse movimento e eu a abracei desde o principio – sinceramente eu estou apaixonado pela JDB –, contudo faço aqui um alerta a todos os membros desse grande grupo – incluindo eu mesmo. Nós não podemos cair na tentação da teoria. Idéias são muito bonitas e é fácil nos apegarmos a elas, porém temos que colocá-las em prática. Graças a Deus a JDB, no que mostrou até agora, não ficará só com teorias e lutará por seus ideais.&lt;br /&gt;         Acho que esse movimento é um primeiro passo para que aquela minha idéia – e não só minha – de a democracia e a juventude caminharem de mãos dadas seja posta em prática.&lt;br /&gt;         Só para terminar, já responderei de antemão uma pergunta que tenho certeza que me farão. Sim, este movimento é ligado ao PSDB. Os membros são todos tucanos, entretanto são respeitadores da democracia e de idéias de outros partidos, afinal antes de tucanos somos democratas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110150327283666560?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110150327283666560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110150327283666560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/de-mos-dadas-o-que-mais-importante-para.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110131528121949487</id><published>2004-11-24T14:52:00.000-02:00</published><updated>2004-11-24T14:54:41.220-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XXIII – Conhecendo a própria mãe&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Rita estava na sala, em conflito com a própria ética, Geraldo e seu filho tinham uma complicada conversa no escritório. Mauro sabia muito bem que a mãe era meio desequilibrada, contudo acreditava que não passava de pequenas loucuras por amor; já tinha visto Silvana fazer promessas loucas (como matar), porém nunca imaginou a possibilidade dessas “promessas” serem cumpridas.&lt;br /&gt;Toda essa confiança que Mauro tinha na mãe – uma confiança normal, existente de filho para mãe – desmoronou assim que Geraldo começou a contar todas as ações de Silvana. Mauro não podia acreditar que a mulher que havia lhe gerado era capaz de fazer aquelas coisas tão terríveis. Durante a maior parte da conversa Mauro chorou, porém assim que seu pai terminou a narrativa ele enxugou as lágrimas, ergueu o rosto e falou:&lt;br /&gt;-- Olha, pai, eu entendo que o senhor tenha raiva da mamãe, porém acho que inventar coisas assim tão baixas já é demais.&lt;br /&gt;-- Nenhuma palavra que saiu da minha boca é invenção. Eu sei do que estou falando. Você sabe muito bem que pode confiar em mim.&lt;br /&gt;-- Pai, até pouco tempo nós não nos dávamos muito bem, porém o senhor começou a ser sincero comigo e eu confio no senhor. Mas tudo isso é tão absurdo que eu não posso acreditar. Eu sei que a separação de vocês foi muito dolorosa, mas acho que não tem muita lógica você falar essas coisas.&lt;br /&gt;-- A separação foi dolorosa para sua mãe e não para mim. Eu já estava me sentindo esgotado naquele casamento e me separar foi a melhor coisa que eu fiz. E tem lógica sim eu falar o que estou te falando por um simples motivo: É TUDO VERDADE.&lt;br /&gt;Mauro voltou a chorar. Continuava sem acreditar que a mulher que havia lhe dado toda a educação, todo o conhecimento que ele tinha da vida, pudesse fazer aquelas coisas; contudo seu pai falava com tanta certeza e sinceridade no olhar que não tinha como não acreditar. Novamente Mauro enxugou as lágrimas e ergueu o rosto. Levantou-se da cadeira onde estava sentado e abraçou seu pai. Os dois ficaram assim durante alguns minutos, até que Mauro disse no ouvido do pai:&lt;br /&gt;-- Pode contar comigo para o que der e vier. A mamãe precisa se tratar.&lt;br /&gt;-- Sabia que eu ia poder contar com você.&lt;br /&gt;Os dois saíram do escritório e Mauro foi embora para casa. Rita que já estava muito curiosa ficou ainda mais ao ver que pai e filho choravam muito emocionados. Perguntou o que havia acontecido e ouviu as seguintes palavras de Geraldo:&lt;br /&gt;-- Obrigado, Rita! Você, sem querer, acabou me unindo com meu filho. Não sei nem como agradecer.&lt;br /&gt;-- Mas o que eu fiz?&lt;br /&gt;-- Diretamente não fez nada, mas de um jeito ou de outro você é a grande responsável pela nossa reaproximação.&lt;br /&gt;-- Não estou entendendo nada.&lt;br /&gt;-- Por enquanto é melhor assim mesmo, mas um dia você vai entender.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110131528121949487?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110131528121949487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110131528121949487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/rita-captulo-xxiii-conhecendo-prpria-me.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110089127384972991</id><published>2004-11-19T17:05:00.000-02:00</published><updated>2004-11-19T17:27:54.916-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h3&gt;Deputado Lula &lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, quando me sento nessa cadeira para digitar minha crônica semanal (que não vem sendo tão semanal assim) me sinto o Dirceu de Castro, porém, na maioria das vezes, ao invés de criticar o vereador Naldo (que agora é prefeito) critico alguém que tem um cargo um pouquinho melhor: o Presidente da República. Sei que os leitores petistas devem sentir um desgosto enorme em ler meus textos, contudo não resisto à tentação de falar sobre o que está errado no Brasil.&lt;br /&gt;Uma coisa que mais me impressionava no Lula era a vontade que ele tinha de ser presidente. É uma pena que desde primeiro de janeiro de 2003, um dia que sem dúvida entrará para história do Brasil (pelo bem ou pelo mal), o presidente tenha desistido de ser presidente para se lançar em um novo sonho: ser deputado. E o pior não é ele ter desistido do sonho de ser presidente – é normal decepções com coisas que sonhamos a vida toda -, mas sim ele ter abandonado a presidência no meio do mandato para assumir a vaga de deputado. Aguardem, porque ainda é cedo para lamentar. Além de ter largado a presidência para assumir outro cargo eletivo, o ex-presidente NÃO FOI ELEITO para tal cargo.&lt;br /&gt;Antes que me chamem de louco, vou me explicar. Na escola aprendi que no Brasil nós temos três poderes INDEPENDENTES: o judiciário (que julga), o executivo (que executa) e o legislativo (que legisla). Que eu saiba não é função do executivo legislar, assim como não é função do legislativo governar. Contudo o que vemos é o seguinte: um legislativo que não legisla (e para falar a verdade, não faz nada) e que vê seu lugar sendo tomado pelo executivo.&lt;br /&gt;Atenção, senhores leitores, pois agora vem a verdadeira explicação. Em um ano o governo editou SESSENTA E QUATRO MPs. Não, o senhor não leu errado! Infelizmente! Para complicar ainda mais essas Medidas Provisórias trancam a pauta do Congresso. Há muito tempo não se vota nada naquela casa e a indecisão sobre algumas MPs é um dos motivos para tanto.&lt;br /&gt;A situação não seria tão feia para o PT caso eles sempre tivessem defendido o método das MPs. No governo FHC elas foram usadas sim – e muito -, todavia os petistas sempre se mostraram 100% contra essas medidas. Agora que estão no poder a média de MPs editadas só nesse ano – que ainda não terminou – é de 6,4 por mês, superior à média qualquer ano do governo FHC com exceção do último, quando diversas medidas provisórias foram editadas a pedido da equipe de transição petista.&lt;br /&gt;Conforme já fiz outras duas vezes, terminarei minha crônica com uma frase do deputado Lula, que foi dita nos tempos que ele ainda era presidente. “Não é mais hora de bravatas, agora estamos no governo!”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110089127384972991?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110089127384972991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110089127384972991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/deputado-lula-muitas-vezes-quando-me.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110071006937965739</id><published>2004-11-17T14:46:00.000-02:00</published><updated>2004-11-17T14:47:49.380-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XXII – Retorno&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;-- Alô, Silvana?&lt;br /&gt;-- Não, pai. É o Mauro.&lt;br /&gt;-- Nossa, filho, fazia muito tempo que eu não falava com você. Foi até bom você ter atendido, pois queria falar com a sua mãe, mas ia acabar falando o que não devia. É melhor conversar com você antes.&lt;br /&gt;-- Parece que é coisa séria. Onde você está?&lt;br /&gt;-- Acabei de chegar em casa. Se quiser pode vir para cá. Vai ser até bom.&lt;br /&gt;-- Tudo bem. Até mais.&lt;br /&gt;-- Até mais.&lt;br /&gt;Mauro, preocupado com o que seu pai teria para dizer se dirigiu à casa do “velho” rapidamente. Durante todo o caminho pensava no que poderia ser o motivo da conversa que, para variar um pouco, provavelmente envolvia o nome de Silvana.&lt;br /&gt;A campainha da casa de Geraldo soou e, na certeza de que era seu filho que tocava, Geraldo sequer olhou pelo olho mágico. Abriu a porta e se surpreendeu.&lt;br /&gt;-- Por que essa cara de espanto, amor? – perguntou Rita, como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;-- Você ainda me pergunta? Você fica inconsciente durante nem sei quanto tempo e, de um dia para o outro, toca a campainha da minha casa e não espera que eu me surpreenda.&lt;br /&gt;-- Pensei que você fosse ficar feliz...&lt;br /&gt;-- Eu estou feliz, mas estou surpreso. Me conte o que aconteceu. Estou curioso.&lt;br /&gt;Rita começou a contar para Geraldo sua história. Falou que havia ficado consciente durante a noite e que, com a ajuda de uma médica, havia conseguido fugir do hospital. Rita ia explicar o motivo da fuga, contudo novamente a campainha tocou e dessa vez as expectativas se confirmaram: era Mauro.&lt;br /&gt;-- Rita? – o espanto do moço era praticamente igual ao do pai – Era sobre isso que você queria conversar comigo, pai?&lt;br /&gt;-- Na verdade não era, mas não deixa de estar relacionado. Vamos para o meu escritório. E você, Rita, não saia desse sofá. Ainda temos muito para conversar.&lt;br /&gt;-- Ficarei igual uma estátua.&lt;br /&gt;Geraldo foi com Mauro até o escritório e lá os dois conversaram durante mais de uma hora. O assunto era o mesmo que havia sido tratado com o delegado, porém a tenção durante essa segunda conversa era maior, afinal existiam laços sentimentais entre mãe e filho.&lt;br /&gt;Na sala, Rita já estava impaciente e, por diversas vezes, chegou a pensar em entrar no escritório ou, no mínimo, escutar atrás da porta. Desistiu todas as vezes após pensar em uma frase que um amigo da Câmara de Vereadores havia lhe dito: “Posso não ter sentimentos, mas não abro mão da ética.”. Com Rita era assim. Por mais fria e calculista que fosse, ela não abria mão da ética. Talvez por isso provocasse tanta simpatia entre os eleitores.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110071006937965739?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110071006937965739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110071006937965739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/rita-captulo-xxii-retorno-al-silvana-no.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110047669024981448</id><published>2004-11-14T21:54:00.000-02:00</published><updated>2004-11-14T21:58:10.250-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capitulo 9 – A Empreitada&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Como eu não participei dessa parte da história, tudo o que sei é o que fiquei sabendo posteriormente, por outras pessoas. Ainda assim, posso garantir que o relato a seguir é retrato fiel da realidade, do modo como aconteceu.&lt;br /&gt;	Ricardo e Brenda ficaram particularmente interessados na história de José Freire, ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;'Zé Freire'&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, como era chamado. Além de ser um escritor conhecido, e tido por muitos como uma espécie de guru, Zé Freire era também um cientista dedicado a genética; e Ricardo era fascinado pela ciência. Isso, por si só, já constituía motivo para Ricardo interessar-se por Zé Freire, e por seu livro, a ponto de ir procura-lo em sua casa em Nova Indaiá, caso estivesse lá. No entanto, Matheus dissera que provavelmente o cientista estaria em Marbla City, observando o mascote da cidade.&lt;br /&gt;	Ricardo não deu atenção a esse detalhe; ou muito pelo contrário, prestou bastante atenção a esse detalhe, que se revelaria crucial em sua empreitada. Ele, na verdade, não tinha nenhum objetivo específico. Pretendia apenas ir ao laboratório de Zé Freire, quem sabe entrevista-lo, ou algo do tipo. &lt;br /&gt;	Brenda não estava interessada em José Freire. Naquele momento, parecia interessar-se apenas por Ricardo. É por isso que o seguia, onde quer que ele fosse. Para chegar até lá, no entanto, Ricardo precisaria da ajuda de um amigo. Thomas Martins.&lt;br /&gt;	A reação de Thomas diante do convite do amigo, de embarcar em uma empreitada com todo o jeito de encrenca, era previsível. Ele não queria se envolver. Em nada. Na verdade, Thomas jamais quis se envolver em coisa alguma. Parecia querer ser um eterno anônimo. Estava de bom tamanho.&lt;br /&gt;	Para tranqüilizar o amigo, Ricardo garantiu que sua função seria apenas levar ele e Brenda para o laboratório de Freire. Se quisesse, nem precisava sair do carro. Sim, porque para chegar lá precisariam ir de carro, dada a distância que separava o lugar da periferia da cidade. Para encontrar o lugar, Ricardo não precisou mais do que algumas dicas fornecidas pelo próprio Matheus, incluindo uma fotografia tirada no ano anterior, em que Zé Freire aparecia diante de sua propriedade, acompanhado de uma moça chamada Karla Robinson.&lt;br /&gt;	Thomas resistiu por uma semana, mas acabou cedendo. Participaria da empreitada, ou seja lá como Ricardo chamava aquilo. Ainda assim, percebeu que o amigo só o chamara  por um motivo: Thomas era o único, entre os três, que já dirigia, embora fosse menor de idade e não tivesse carteira de motorista. Dirigir naquela idade era algo pelo qual Thomas podia se gabar perante os amigos, mas nem mesmo isso ele fazia. Preferia utilizar os momentos em que dirigia para descarregar suas energias, pisando fundo no acelerador e fazendo os pedestres temerem por seus calcanhares.&lt;br /&gt;	Após um percurso que poderíamos chamar de viagem, dada a demora em se chegar ao destino, os três enfim se depararam com a fachada de um prédio antigo, que parecia abandonado. O prédio tinha apenas dois andares, e não havia janelas em lugar nenhum. Servindo de entrada, apenas uma garagem e uma porta baixa. Mathisse Guerra, se estivesse ali, teria que entrar com as pernas dobradas.&lt;br /&gt;	Mas nenhum dos três havia entrado ainda. Ricardo e Brenda estavam diante da fachada, analisando se aquilo era mesmo uma boa idéia. Thomas estava impassível, no banco do motorista, com uma das mãos ao volante.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-	E aí, Ricardo?&lt;br /&gt;-	Ahn.... você não vem mesmo?&lt;br /&gt;-	Não. Fique à vontade. Eu espero aqui. Não vou fugir, fique tranqüilo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;        Embora tenha dito à Brenda que pretendia entrevistar Zé Freire, Ricardo não trazia nenhum aparelho para efetuar uma entrevista. Gravador, filmadora, máquina fotográfica, bloco de anotações, nada. Apenas a roupa do corpo. E uma boa memória, talvez.&lt;br /&gt;Bateu na porta. Nada. Novamente. Nada. Experimentou a maçaneta. Trancada. Bateu novamente. Nada. Brenda interrompeu o amigo, experimentando a maçaneta. E forçando-a para a frente. Desta vez deu certo, e a porta abriu diante dos dois.&lt;br /&gt;O lugar estava escuro, e silencioso. Poderia estar vazio. Só saberiam quando entrassem.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-	Primeiro as damas?&lt;/em&gt; – adiantou-se Ricardo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-	Engraçadinho.&lt;/em&gt; – retrucou Brenda, sem se mover.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-	Só estava brincando. &lt;/em&gt;– disse Ricardo, entrando, mas puxando a amiga pelo braço. Não queria de jeito nenhum entrar sozinho. A porta se fechou assim que os dois passaram por ela.&lt;br /&gt;Thomas olhou novamente o prédio, de cima a baixo. Por fim, desligou o motor. Poderia ser uma longa espera.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110047669024981448?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110047669024981448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110047669024981448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/o-garoto-que-voltou-capitulo-9.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-110010220116398498</id><published>2004-11-10T13:54:00.000-02:00</published><updated>2004-11-10T13:56:41.163-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XXI – O destino&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o destino nos prega alguma peça que pode definitivamente mudar a nossa vida. Foi isso que aconteceu com Geraldo assim que entrou no bar para tentar relaxar um pouco após a discussão com Silvana. Estava lá, tranqüilamente sentado quando avistou em uma mesa próxima a sua alguém que lhe era familiar. Não conseguia se lembrar exatamente onde já havia visto, mas tinha alguma coisa lhe dizia que aquele homem podia ajudar. Após bebericar um pouco de sua cerveja, Geraldo levantou-se e foi em direção ao tal homem.&lt;br /&gt;-- O senhor vai me desculpar perguntar isso, mas de onde eu te conheço?&lt;br /&gt;-- Eu conheço o senhor de alguns jornais, mas já nos vimos pessoalmente, sim. Eu sou o delegado Ciro, o delegado que foi encarregado de investigar a morte do pai da sua namorada.&lt;br /&gt;-- É lógico. Como eu fui me esquecer do senhor. E ai, como anda a investigação?&lt;br /&gt;-- Infelizmente está parada. Não temos nenhuma prova nem nada. Só sabemos que ele foi envenenado, mas não sabemos nem por quem, nem por que e ainda exista a possibilidade de suicídio.&lt;br /&gt;-- Realmente esse caso é muito estranho.&lt;br /&gt;Geraldo parou, pensou um pouco. O delegado, reparando a indecisão do novo companheiro de mesa, perguntou:&lt;br /&gt;-- Seu Geraldo, o senhor tem alguma coisa para me falar?&lt;br /&gt;-- Eu não sei se devo contar.&lt;br /&gt;-- É relacionado à morte do seu José?&lt;br /&gt;-- Espero que não.&lt;br /&gt;-- Então se existe alguma possibilidade de ter relação acho bom o senhor me contar tudo. Finja que eu sou um padre e que esse bar é uma igreja.&lt;br /&gt;-- Ai a coisa complica, pois tenho horror a confessionário.&lt;br /&gt;-- Então aproveite que estamos no bar e finja que sou seu amigo de velha data. O importante é que você me conte tudo.&lt;br /&gt;Geraldo tomou coragem e iniciou sua narrativa. Falou sobre o ciúmes que Silvana sentia dele e depois de muito titubear revelou ao delegado que sua ex havia confessado tentar matar Rita durante a campanha e que recentemente havia invadido o quarto onde sua namorada estava internada, provavelmente com o mesmo objetivo.&lt;br /&gt;O delegado que já tinha um rosto naturalmente sisudo ficou mais sério ainda.&lt;br /&gt;-- Isso que você acaba de me contar é muito sério. Realmente pode estar profundamente relacionado com a morte do seu sogro.&lt;br /&gt;-- Esse é meu medo, delegado. Esse é meu medo.&lt;br /&gt;-- O que nós precisamos fazer é provar que Silvana realmente tentou matar Rita essas duas vezes. Nós temos que arquitetar um plano.&lt;br /&gt;Os dois ficaram horas naquele mesmo bar conversando e tentando arrumar alguma maneira de pegar Silvana. Aparentemente descobriram uma solução e, exaustos, foram para suas casas.&lt;br /&gt;É aqui o começo do fim da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-110010220116398498?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110010220116398498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/110010220116398498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/rita-captulo-xxi-o-destino-muitas-vezes.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109967713351697841</id><published>2004-11-05T15:50:00.000-02:00</published><updated>2004-11-05T15:52:13.516-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Com atraso, mas aqui está&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Peço desculpas aos meus queridos leitores (?) por não ter aparecido por estas bandas durante uma semana inteirinha, porém trabalhos de escola e outros fatores coligados me impediram de sentar frente ao computador, abrir o programinha de edição de texto e começar a digitar qualquer bobagem.&lt;br /&gt;         Sinceramente não queria falar sobre esse tema hoje, porém não consegui ter outra idéia. Petistas, segurem-se na cadeira, pois vou falar de JOSÉ SERRA.&lt;br /&gt;         Quem me conhece sabe o carinho que dediquei a campanha do ex-ministro e que torci muito pela derrota da atual prefeita. Não fiz isso pelo simples fato de eu ser tucano, mas sim por ver falhas graves na atual administração. Falhas principalmente na questão de planejamento (não venham dizer que sou papagaio do Serra, afinal eu já proferia este discurso muito antes de Serra ser candidato).&lt;br /&gt;Mesmo nas melhores áreas da prefeitura o planejamento era precário, como por exemplo nos Passa-Rápido. Aqui perto de casa um começou a ser construído, entretanto tudo foi muito complicado, pois primeiro pintou-se as faixas, depois alargou-se o canteiro central, fazendo com que as faixas tivessem que ser pintadas novamente. Como a eleição estava próxima a obra não teve toda a extensão prometida e uma parte das faixas pintadas foram apagadas, pois a partir de um certo ponto da Francisco Morato tudo continuaria como antes (ou seja, ônibus do lado esquerdo).&lt;br /&gt;Este é apenas um exemplo entre tantos outros que poderia dar, contudo não quero passar a tarde apresentando as falhas mortais de cada projeto da atual administração.&lt;br /&gt;Só quero deixar bem claro ao prefeito que apesar de ser tucano declarado, ele não terá descanso em minhas crônicas, não. Me lembro muito bem das promessas de campanha (afinal passei os meses da campanha lendo sobre elas para poder defendê-las) e cobrarei a realização desses projetos.&lt;br /&gt;Para concluir farei uma rápida análise dos “vencedores” e “perdedores” das eleições (entre aspas porque em uma eleição ninguém é totalmente vencedor nem perdedor). Sem dúvida os que mais ganharam foram PT e PSDB. O PT viu seu número de prefeituras crescer muito e o PSDB ganhou importantes batalhas (como São Paulo e Curitiba). Nenhum partido especificamente saiu derrotado do pleito, mas os grandes perdedores, graças a Deus, foram os representantes das oligarquias e de tudo que há de ultrapassado na política. Paulo Maluf, Esperidião Amim, José Sarney, ACM entre muitos outros obtiveram derrotas humilhantes nas urnas. Portanto, o maior vencedor não foi nem PT nem PSDB, mas sim o povo que soube escolher seus governantes de forma madura.&lt;br /&gt;P.S.: Queria ainda falar de Lindiberg Farias, porém faltou espaço.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109967713351697841?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109967713351697841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109967713351697841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/11/com-atraso-mas-aqui-est-peo-desculpas.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109927442970080553</id><published>2004-10-31T22:56:00.000-03:00</published><updated>2004-10-31T23:00:29.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 8 - Aqueles de Péssima Fama&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Naquela época, o clima no país era de conformidade. Conformidade com tudo aquilo de ruim que havia no país e no mundo. Não chamaria de desesperança, mas um sentimento de que, por mais que nos esforçássemos, nossos problemas e angústias jamais seriam resolvidos por completo.&lt;br /&gt;	Alguns anos atrás, um grupo formado por jovens vindos principalmente das capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, iniciou um movimento que, por um período, pareceu dar às pessoas, um pouco de esperança.&lt;br /&gt;	Alguns pareciam ter habilidades especiais, sobre-humanas. Outros pareciam pessoas comuns, mas estavam efetivamente engajadas no processo. Um deles se destacava, era um sujeito que usava uma máscara horrível nos olhos e uma roupa colante.&lt;br /&gt;	A imprensa, em geral, os odiava. Chamava-os de '&lt;em&gt;terroristas tupiniquins&lt;/em&gt;', e daí pra pior. Havia apenas três jornalistas que cuidavam de apresentar matérias mais aprofundadas, e pareciam conhecer de verdade os fatos. Chamavam-se &lt;strong&gt;Osmar Narigudo &lt;/strong&gt;(que nome ridículo!), &lt;strong&gt;Iva Spadari &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Mítico Lorite&lt;/strong&gt;. Dos três, apenas Iva continua na ativa.&lt;br /&gt;	Segundo a imprensa em geral, os movimentos dos 'terroristas' levaram pânico à cidade do Rio de Janeiro, levando a população a crer estar diante de uma onda de vampirismo. Entre os atos difundidos, estava o efeito de ilusionismo que foi atribuído àqueles jovens, que fizeram toda a população presente crer que o seu maior monumento, o Cristo Redentor, havia desaparecido.&lt;br /&gt;	Eu, enquanto isso, não dava a mínima pra essa história. Terroristas? Vampirismo? Ilusionismo? Eu tinha coisas mais importantes com o que me preocupar, como passar de ano, ou paquerar a Helena.&lt;br /&gt;	O Matheus, por outro lado, estava por dentro de toda essa história. Até porque sua irmã, Mathisse, era fã dos tais sujeitos, que considerava serem heróis. Matheus disse que a irmã até pregou uma foto gigante de um deles, um cara supermusculoso (com certeza anabolizado) na parede do quarto.&lt;br /&gt;No entanto, o maior interesse de Mathisse, e por tabela, de Matheus, era no garoto incomum que estava virando notícia numa cidade próxima, chamada Marbla City. Os traços incomuns daquele garoto, que era como uma espécie de mascote da cidade, eram bastante parecidos com os traços que se manifestaram nos irmãos, daí o interesse. Matheus nos contou que o tal garoto estava sendo investigado por aquela equipe. &lt;br /&gt;	Matheus, que parecia naquele dia ter a maior boca do mundo, contou que um dos envolvidos, um escritor e pretenso cientista chamado &lt;strong&gt;José Freire&lt;/strong&gt;, tinha uma casa em Nova Indaiacicaba D’Oeste. José Freire havia participado da maioria dos atos dos jovens heróis, não propriamente ao lado deles, e ao fim de tudo escreveu um livro que se tornou best-seller nacional, onde revelava ‘toda a verdade’ sobre aqueles acontecimentos, incluindo o súbito desaparecimento do monumento carioca. Mathisse, claro, tinha um exemplar do livro. Aquilo, na verdade, não me interessou em nada. Mas nossos amigos Ricardo Ferro e Brenda Cavassini ficaram &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; interessados.&lt;br /&gt;	Empolgados, sabe-se lá por que motivo, os dois decidiram que iriam encontrar a casa de José Freire. E entrar lá. E talvez falar com ele.&lt;br /&gt;	Como disse, eu não estava muito interessado nessa história. Se estivesse, ouviria Matheus dizer que José Freire com certeza não devia estar nenhuma de suas casas, em São Paulo, no Rio de Janeiro, ou mesmo em Nova Indaiá. Estaria, é provável, em Marbla City, acompanhando as investigações a respeito do garoto incomum.&lt;br /&gt;	Ricardo e Brenda, no entanto, prestaram muita atenção no relato de Matheus. E já faziam planos. E eles incluíam Thomas Martins.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109927442970080553?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109927442970080553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109927442970080553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/o-garoto-que-voltou-captulo-8-aqueles.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109848929289466087</id><published>2004-10-22T20:53:00.000-03:00</published><updated>2004-10-22T20:54:52.893-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;De novo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos um ano eu escrevi uma crônica sobre a corrupção no Brasil. Como meus leitores mais fiéis bem sabem não foi nem a primeira nem a última, mas foi uma das mais importantes, afinal tinha como base dados concretos de uma pesquisa realizada pela ONG Transparência Internacional. Segundo a famosa organização o Brasil estava entre os países mais corruptos do mundo, tendo a nota de 3,9 em uma escala de 0 a 10.&lt;br /&gt;Hoje volto ao mesmo tema e com base na mesma pesquisa, porém falarei da versão deste ano. Adivinhem só qual foi a nota do Brasil na pesquisa? Quem adivinhar ganhará de presente os meus parabéns. Que rufem os tambores. A nota foi... tchan tchan tchan tchan.... 3,9. Pois é, minha senhora, não adiantou torcer nem cruzar os dedos. O Brasil, vergonhosamente, manteve a mesma nota e, para piorar tudo, caiu algumas posições no ranking.&lt;br /&gt;É uma vergonha morar em um país onde a nota continua a mesma durante dois anos seguidos. Não seria vergonha - muito pelo contrário – se fossemos finlandeses e os nossos governantes permitissem que continuássemos dois anos com a mesma nota, afinal esse país é o menos corrupto do mundo.&lt;br /&gt;Apesar da indignação não estou surpreso. Afinal moramos na terra de Malufs, de Waldomiros, de Cassebs e de tantos outros que não citarei aqui para não me enojar. E infelizmente somos assim desde a época de Cabral – que já chegou corrompendo os nativos com espelhos e outras bobagens – e, principalmente, da vinda da Família Real para o Brasil. Desde o primeiro governo até o atual as denúncias de corrupção pipocam por todos os lado e em todas as esferas, as vezes em menor nível e as vezes em maior (desculpem Marcel e demais leitores petistas, mas eu não vou resistir em dar como exemplo o atual governo).&lt;br /&gt;E o pior de tudo é o momento que vivemos. Na mesma semana em que foi divulgada a tal pesquisa, o governo foi alvejado com críticas contra o Bolsa Família. Essas irregularidades sempre existiram – e existirão – em programas assistencialistas como esse e nem o mais ingênuo dos brasileiros não sabia disso. Contudo, agora que saiu na Rede Globo – é chique, né – o povo se faz de indignado. Acho que é esse o problema do povo brasileiro: ele fecha os olhos para a corrupção e só abre quando a Globo quiser. É uma pena, pois a Globo está quase sempre do lado do poder.&lt;br /&gt;Peço aos brasileiros que façam uma prece pedindo que seus olhos sejam abertos, pois, só assim, será possível melhorar a nossa nota nesse tal ranking.&lt;br /&gt;Espero que ano que vem eu não tenha que escrever novamente essa crônica, pois será muito chato ter que rezar toda essa ladainha de novo. Eu não quero isso e creio que o meu leitor também não queira.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109848929289466087?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109848929289466087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109848929289466087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/de-novo-h-mais-ou-menos-um-ano-eu.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109829937553142341</id><published>2004-10-20T16:08:00.000-03:00</published><updated>2004-10-20T16:09:35.533-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XXX – Dando uma dura&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia que Silvana fez sua visitinha ao hospital, o namorado de Rita também foi vê-la, contudo a recepcionista logo o abordou.&lt;br /&gt;-- O senhor é o namorado da vereadora que está internada aqui, não é?&lt;br /&gt;-- Sou eu mesmo, por quê? Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;-- Mais ou menos. Hoje chegou uma mulher aqui dizendo que era amiga da paciente e que queria vê-la. Eu disse que não podia e coisa e tal, mas a mulher, louca de tudo, me subornou. – a mocinha fez uma pausa, como se estivesse se sentindo culpada – Eu tentei resistir, mas eu tenho gente doente na família e estou precisando comprar alguns remédios. Na hora o desespero falou mais alto e eu aceitei o suborno.&lt;br /&gt;-- Tudo bem. Eu entendo sua situação. Mas e ai o que aconteceu?&lt;br /&gt;-- A doida subiu até o quarto da vereadora e não sei o que aconteceu lá. Eu pedi para uma enfermeira que é amiga minha entrar no quarto e ver o que estava acontecendo. Essa minha amiga disse que a mulherzinha fingiu que tinha entrado no quarto enganado e se mandou, porém a enfermeira tem quase certeza de ter visto uma arma na mão da louca.&lt;br /&gt;-- Bosta! Já posso até imaginar quem é essa mulher. Me diga como ela era.&lt;br /&gt;A descrição feita pela recepcionista era tão perfeita que parecia que a imagem de Silvana se forma frente aos olhos de Geraldo. Ele agradeceu a moça, tirou uma nota de cem da carteira dizendo que era para ajudá-la a comprar o remédio da mãe, virou as costas e foi embora.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Silvana estava descansando em seu apartamento depois da estressante jornada que havia enfrentado naquele mesmo dia (afinal vocês acham que é fácil ameaçar alguém? Não é fácil, não. É muito cansativo). A campainha tocou e ela foi atender. Ao abrir a porta abraçou Geraldo com muita força e começou a chorar.&lt;br /&gt;-- Eu sabia que você ia voltar para mim, meu amor! Tinha certeza que você não ia conseguir me esquecer.&lt;br /&gt;Geraldo empurrou violentamente a ex-esposa e começou a falar com ela em um tom muito nervoso e severo.&lt;br /&gt;-- Você acha que eu sou trouxa de voltar para você? Olhe para a minha cara. Você acha que eu sou idiota e que não te conheço? Você mesma admitiu para mim que tinha tentado matar a mulher que eu amo. Como queria que eu voltasse para você? Se não bastasse aquilo ainda tentou se aproveitar da situação que a minha namorada – deu bastante ênfase ao falar isso – se encontra para novamente tentar matá-la. Você ainda se acha merecedora do meu amor?&lt;br /&gt;Silvana chorava muito, estava jogada no chão e não tinha forças para responder. Apenas segurou no pé de Geraldo e disse:&lt;br /&gt;-- Você tem que entender que eu te amo. Eu não suporto viver sem você!&lt;br /&gt;-- E isso é motivo para tentar matar uma pessoa? Quem ama mesmo não mata! Quem ama gosta de ver o outro feliz. E o que você queria era me fazer infeliz.&lt;br /&gt;-- Você só pode ser feliz ao meu lado!&lt;br /&gt;-- Não fale asneira!&lt;br /&gt;Geraldo se soltou das mãos de Silvana e foi embora. Estava muito nervoso e prestes a tomar uma decisão. Preferiu esfriar a cabeça primeiro, então parou em uma bar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109829937553142341?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109829937553142341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109829937553142341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/rita-captulo-xxx-dando-uma-dura-no.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109814362592452903</id><published>2004-10-18T20:48:00.000-03:00</published><updated>2004-10-18T20:53:45.926-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;	Parte 2: De Volta...De Novo! - Introdução&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Neste momento, uma pausa se faz necessária: desde os eventos que narrei anteriormente até os fatos que passarei a contar agora, passaram-se quase dois anos.&lt;br /&gt;	Muita coisa aconteceu nesse hiato, afinal éramos jovens. Hormônios borbulhando, nervos à flor da pele, enfim, o início da adolescência. Agora, analisando friamente, prefiro me ater aos fatos que realmente merecem atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Continuei namorando com Helena Contini após aquele incidente. Na verdade, depois de alguns meses, tanto o pai dela como seu irmão pareciam mais conformados – é, essa é a palavra – com a idéia. Nosso namoro continuou firme por muitos anos, e parecia que íamos casar. Isto é, isso é o que todos diziam. Mas isso não vem ao caso. Naquele momento, o que importava é que não precisávamos mais namorar escondido, o que era um alívio.&lt;br /&gt;	Naquele ano, eu, Thomas e Matheus cursávamos o primeiro ano do colegial, sempre na mesma escola, novamente na mesma turma. Aliás, foi ano anterior que eu finalmente tirei minhas dúvidas sobre o que aconteceu naquela noite em que tive que correr como um louco. Matheus me revelou sua condição de &lt;em&gt;Incomum&lt;/em&gt;. Na verdade, Matheus parecia não se importar muito em contar essas coisas. Todos nós, da nossa turma, sabíamos sobre ele e sobre a irmã dele, Mathisse, embora poucos de nós a conhecêssemos de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	E foi nesse ano que Matheus começou a se interessar pela Flávia Prassette, embora ela não lhe desse a menor bola. Ela foi a primeira garota a conhecer as habilidades especiais de Matheus, mas não pareceu ficar muito impressionada.&lt;br /&gt;	Graças a Matheus, soubemos que a irmã dele, Mathisse, ficou muito interessada no garoto incomum de Marbla City, e guardava reportagens sobre ele. Muito do que Matheus nos contava parecia fantasia inventada, ou uma verdade aumentada conforme a curiosidade da platéia, que gostava de ouvir suas histórias.&lt;br /&gt;	Numa dessas, Matheus nos contou que o tal garoto estava sendo investigado por uma equipe vinda de São Paulo. A tal equipe, na verdade, era um grupo de pessoas que os jornais descreviam como &lt;em&gt;'pseudo-celebridades&lt;/em&gt;'ou '&lt;em&gt;terroristas made-in-Brazil&lt;/em&gt;'. &lt;br /&gt;	Aquilo, na verdade, não me interessou em nada. Mas duas pessoas que estavam presentes ficaram &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; interessadas. Eram nossos amigos, e seus nomes eram &lt;strong&gt;Ricardo Ferro &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Brenda Cavassini&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109814362592452903?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109814362592452903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109814362592452903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/o-garoto-que-voltou-parte-2-de-volta.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109788237396014714</id><published>2004-10-15T20:17:00.000-03:00</published><updated>2004-10-16T21:50:30.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Começa a Guerra&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Hoje, como não poderia deixar de ser, o tema da minha crônica será nada mais nada menos do que o inicio da guerra eleitoral na minha querida São Paulo. Ontem houve o primeiro debate do segundo turno que é disputado entre o tucano José Serra e a petista Marta Suplicy. Logicamente o meus leitores não devem esperar uma visão imparcial do debate, afinal sempre deixei minhas opções políticas bem claras, contudo procurarei fazer o melhor possível, apontando inclusive as falhas de meu candidato. Para facilitar as coisas, darei notas para cada um dos participantes do debate e explicarei o motivo.&lt;br /&gt;José Serra – nota 9 – Serra poderia ter ficado com uma nota mais alta, caso não tivesse tentado se esquivar de algumas perguntas. Somente por isso o candidato tucano deveria perder 2 pontos, contudo, como ele conseguiu virar o jogo em duas situações ao ser atacado por Marta (quando a prefeita citou o vice do tucano e quando a petista tentou culpar Serra pelo apagão), ganha mais 1 ponto.&lt;br /&gt;Marta Suplicy – nota 6,5 – Marta perdeu os mesmo 2 pontos que Serra por ter tentado se livrar de algumas perguntas (apesar da petista não ter respondido claramente mais perguntas do que o psdbista, resolvi tirar a mesma quantidade de pontos para não gerar discussão). Outro fator que fez Marta perder 1 ponto foi o fato de ter partido para as ofensas pessoais (por exemplo, ao mostrar uma fofoca divulgada na imprensa que dizia que FHC teria comentado que o defeito de Serra é “o demônio que existe dentro dele”). E o meio ponto final que a ex-mulher do senador Suplicy foi pelo fato de ter tentado fingir um inicio choro (sei que esse ponto gerará muita polêmica), afinal, durante suas considerações finais, Marta parecia que ia chorar de emoção ao se lembrar da reação do povo nas ruas, contudo, logo após a câmera sair de seu rosto ela sorriu para seus colegas de partido. Se eu fosse Marta esquecia minha candidatura para prefeita e procuraria uma vaga na oficina de atores da Globo.&lt;br /&gt;Como é possível ver, ambos os candidatos ficaram acima da média – apesar de Serra ter ido bem melhor, pelo menos na minha opinião – o que nos mostra que foi um bom debate, com diversos momentos onde apareciam propostas – apesar de também ter ocorrido, principalmente por parte da petista, ataques mais pessoais.&lt;br /&gt;Hoje começou a campanha no rádio e na TV e só pelas inserções já pudemos reparar que a linha que será mantida nos programas será a mesma do debate: um Serra “municipalizando” a eleição e apresentando defeitos da atual gestão e uma Marta partindo para o tudo ou nada, jogando contra o vice de Serra e contra a gestão do adversário nos ministérios que ocupou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Paulo Markun&lt;/b&gt;, escritor, jornalista e apresentador do Roda Viva, dá sua opinião em &lt;a href="http://markun.weblogger.terra.com.br" target="_blank"&gt;Vai empolgar?&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109788237396014714?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109788237396014714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109788237396014714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/comea-guerra-hoje-como-no-poderia.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109769136693446885</id><published>2004-10-13T15:14:00.000-03:00</published><updated>2004-10-13T15:16:06.933-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XIX – Ameaças&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Após a conversa com o delegado, Rita foi para o seu quarto descansar, contudo não conseguia fazer outra coisa além de pensar. Geraldo entrou e saiu do cômodo por diversas vezes e Rita sequer ouvia qualquer barulho.&lt;br /&gt;Geraldo começava a ficar preocupado com o estado de sua namorada, afinal Rita era uma mulher forte e ele nunca a tinha visto daquele jeito. Não sabia sequer como agir. Tentou chamá-la por diversas vezes, porém não surtiu nenhum efeito. Como última esperança, Geraldo ligou para um médico amigo seu e implorou por uma consulta.&lt;br /&gt;Dr. Miguel chegou o mais rápido possível e logo que entrou no apartamento, se dirigiu ao quarto de Rita. Fez com a moça alguns testes e em seguida disse:&lt;br /&gt;-- Não vejo alternativa. Teremos que interná-la. A vereadora está em estado de choque.&lt;br /&gt;-- Bem que eu desconfiei. Ela nunca tinha ficado assim antes.&lt;br /&gt;-- Você sabe de algum fato que possa ter desencadeado essa situação?&lt;br /&gt;-- Hoje ela teve uma conversa com o delegado que cuida do caso da morte de seu pai e ficou muito nervosa.&lt;br /&gt;-- Bom. Pelo menos já temos um provável motivo. Agora chamarei a ambulância.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A notícia do estado da vereadora foi amplamente divulgada pelos jornais locais e Silvana logo ficou sabendo que sua arqui-rival estava internada. Pegou sua bolsa, arrumou o cabelo, refez a maquiagem e partiu direto para a clínica onde Rita estava hospitalizada.&lt;br /&gt;Tentou driblar a recepcionista dizendo que era uma amiga da vereadora que queria muito visitá-la, contudo a atenciosa moça disse que não seria possível.&lt;br /&gt;-- Minha querida, acho que você não tem noção do perigo em me negar um favor. Você sabia que eu sou louca? Que eu sou capaz de matar alguém? – Silvana aparentava estar completamente descontrolada.&lt;br /&gt;-- Olha, minha senhora, eu não posso estar fazendo nada pela senhora. Não tenho autorização para deixar a senhora estar subindo até o quarto de sua amiga.&lt;br /&gt;-- Quanto você cobra? Será que isso é suficiente? – Silvana sacou da bolsa três notas de cem reais e mostrou para a atendente.&lt;br /&gt;A mocinha parou e ficou olhando para o dinheiro, lembrou-se da mãe doente que precisava comprar um remédio de R$ 270 e não tinha dinheiro para isso e não resistiu a tentação.&lt;br /&gt;-- A senhora por favor pegue aquele elevador até o terceiro andar. O quarto da vereadora Rita é o 325.&lt;br /&gt;-- Tinha certeza que você não me negaria esse favor.&lt;br /&gt;Silvana seguiu o caminho apontado pela recepcionista e logo estava em frente ao quarto de Rita. Entrou devagar, chegou bem pertinho da rival e começou a falar com ela.&lt;br /&gt;-- Eu sempre digo que ninguém pode atravessar meu caminho. Olha ai como você está e eu nem precisei fazer nada. Imagine só se eu resolvesse mover os meus pauzinhos. Você lembra aquela vez que tentaram te matar? Ah é! Esqueci que você não consegue me responder. Mas deve lembrar sim, afinal que esqueceria o dia que leva um tiro? Então não foi aquele vereador que era seu inimigo político, não. Sabe quem mandou atirar você? Olha ai, já ia esquecendo de novo que hoje eu vou fazer um monólogo. Fui eu. Euzinha da Silva. É uma pena que vaso ruim não quebra, afinal se você tivesse morrido naquele dia, o Geraldo ainda seria meu marido e hoje eu não estaria aqui gastando toda essa saliva para falar com você. Hoje quando eu vi que a destruidora de lares tava internada em estado de choque não pensei duas vezes: peguei minha melhor amiga e vim para cá. Por falar nisso deixe-me te apresentar minha melhor amiga. – Silvana abre a bolsa e pega uma arma, que aponta para Rita – Você deve estar pensando que eu não vou atirar em você, senão eu seria presa. Mas quer saber? Não quero nem saber se eu vou ser presa. Se eu já não tenho mais meu marido, para que eu vou querer continuar livre.&lt;br /&gt;Silvana chega bem perto de Rita, encostando o revolver na cabeça de Rita, quando de repente entra uma enfermeira no quarto, obrigando a ex-mulher de Geraldo a esconder rapidamente a arma.&lt;br /&gt;-- O que a senhora está fazendo aqui?&lt;br /&gt;-- Nada não. Eu entrei no quarto errado.&lt;br /&gt;-- Então saia. Essa paciente precisa ficar sozinha.&lt;br /&gt;-- Desculpe.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109769136693446885?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109769136693446885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109769136693446885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/rita-captulo-xix-ameaas-aps-conversa.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109758123345549996</id><published>2004-10-12T08:22:00.000-03:00</published><updated>2004-10-12T08:40:33.456-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo domingo, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Garoto Que Voltou &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;retorna à sua periodicidade normal. &lt;br /&gt;A história avança um pouco no tempo, mas não há nada a temer. &lt;strong&gt;Julius ElSauto&lt;/strong&gt;, o narrador-personagem, traz antes um &lt;em&gt;‘mini-flashback’ &lt;/em&gt;do que aconteceu antes.&lt;br /&gt;Mas o contexto é outro, os personagens também, e... bom, leiam e depois me digam o que acharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109758123345549996?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109758123345549996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109758123345549996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/o-garoto-que-voltou-no-prximo-domingo-o.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109734383990926403</id><published>2004-10-09T14:42:00.000-03:00</published><updated>2006-05-08T03:21:51.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sempre se faz história!&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Ano 2004. Por que haveria uma exceção a regra, Gabriel Aga? Ficar sentado a espera de um fato histórico simplesmente não dá! Qualquer ser humano, antes de fazer críticas precisa olhar para dentro de si, pois senão acaba inibindo a diversidade tão aclamada pela democracia.&lt;br /&gt;Consciência política e histórica precisa ser formada de acordo com parâmetros rigorosos, senão corre-se o risco de ser negligente. Meu professor de História, Edu, lhe perguntaria: "Quantas praças homenageiam o povo, quantas? Quem foi João de Deus? Por que a emissora de televisão mais assistida no Brasil nunca fez uma novela ou mini-série mostrando 'A Cabanagem'?"&lt;br /&gt;Quem daqui lê Época? Sabe, essa revista trata assuntos como os dos sem-terra com extrema parcialidade. Basta aparecer um desses grupos para muitos integrantes das classes C e D quererem expulsá-los, sem lhes dar ouvidos. O Brasil é o único país do mundo onde não foi feita a Reforma Agrária. As coisas, finalmente, estão mudando, porém soluções precisam ser vistas a longo prazo. Quem quer inibir ou distorcer as informações, ehn? O povo? Não! A elite, os medrosos, covardes! Denúncias de corrupção no governo Lula? Por que só nele? Ela já estava aí, nada de querer enfeitar o passado PSDBista dos tempos do FHC.&lt;br /&gt;Fosse Gabriel Aga, Marcel Patriota, Mascote, Hugo Alexandre ou Flávia Formaggio na presidência no ano de 2007 e da mesma forma haveria corruptos. Isso existe em todas as sociedades. Decepcionado, agora? Pare! Aponte soluções, antes. Traga fatos históricos exemplares. Ser parecido com 'A' ou 'B', pouco importa! Mas veja se a Reforma Política não poderia ser aprovada ainda no governo Fernando Henrique, veja! Quero falar com brasileiros desconfiados, inseguros ou manipulados, sim, vós precisais ver como avançamos. Não quereis ver, né? Mas os livros de história trarão seguramente o governo Lula, a assunção do primeiro operário ao poder. Alguém que lutou e continua lutando,  o nosso país não é feito de um homem que tudo vê e tudo sabe - como alguns brasileiros imaginam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109734383990926403?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109734383990926403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109734383990926403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/sempre-se-faz-histria-ano-2004.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109727043646416918</id><published>2004-10-08T18:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T18:20:36.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Maratonistas e Pacifistas&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Hoje foi anunciado o Prêmio Nobel da Paz e pela primeira vez na história do prêmio ele foi para uma mulher africana. Essa mulher é uma ambientalista queniana chamada Wangari Maathai que luta contra o desmatamento das florestas de seu país e também organiza projetos de distribuição de alimentos para os flagelados da seca no Quênia.&lt;br /&gt;         O pouco que conheço do Quênia é por conta dos grandes maratonistas que quase invariavelmente vêm “roubar” o primeiro lugar dos nossos corredores na São Silvestre. Paul Tergart é o mais famoso deles, afinal a maioria das pessoas já perdeu a conta de quantas corridas o tenente do exército queniano já ganhou.&lt;br /&gt;         Mas hoje tivemos uma prova de que esse país africano não cria pessoas somente para liderar as provas de atletismo, como também para lutar pela paz mundial e por causas nobres. Se antes admirava o Quênia por conta de seus corredores, hoje admiro muito mais, afinal descobri que nesse país nasceu, cresceu e vive uma ambientalista capaz de receber o Prêmio Nobel da Paz.&lt;br /&gt;         É a primeira vez na história que a questão ambiental ganha destaque nesse prêmio e esse reconhecimento chegou tarde. Lutar contra o desmatamento de florestas é buscar a paz mundial.&lt;br /&gt;Quem dera se no Brasil tivéssemos algumas pessoas com os ideais (e a força) parecidos com os de Maathai para proteger a nossa Floresta Amazônica. Tudo bem que Chico Mendes e a ministra Marina Silva lutaram – no caso da ministra ainda luta – por isso, contudo nunca vi ações concretas nesse sentido. A cada dia mais um pedaço das nossas matas cai nas mãos estrangeiras e dizem as más e as boas línguas que é mais fácil para um americano entrar numa reserva indígena no Brasil do que para um brasileiro. Muitos deliram que poderíamos vender a Amazônia, porém, se algum presidente louco realmente for fazer isso, acho bom – ou não – que seja logo, ou então, em poucos anos, não poderemos mais vendê-la, afinal a Floresta não será mais nossa.&lt;br /&gt;         A partir de hoje sonho com o dia que o Brasil não se orgulhe somente de Wanderlei Cordeiro de Lima ou então de nossos jogadores de futebol, mas que também possam apontar para alguém e dizer:&lt;br /&gt;         -- Este que ganhou o prêmio Nobel da Paz é brasileiro. E sabe o que ele fez? Lutou para defender a Amazônia.&lt;br /&gt;         Quero que esse dia chegue em breve e espero que a luta desse homem – ou mulher – não seja em vão e     que o povo possa ter mais orgulho ainda, afinal além de termos um prêmio Nobel entre nós, também teremos a Floresta Amazônica mais bem cuidada do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109727043646416918?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109727043646416918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109727043646416918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/maratonistas-e-pacifistas-hoje-foi.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109693737035000314</id><published>2004-10-04T20:14:00.003-03:00</published><updated>2004-10-04T21:49:30.350-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Entrou para história?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Quem me conhece já deve ter me ouvido falar que todo ano de final quatro entra para os livros de história brasileira. Vejamos o retrospecto:&lt;br /&gt;         - 1954 – Suicídio de Getúlio Vargas;&lt;br /&gt;         - 1964 – Golpe Militar;&lt;br /&gt;         - 1974 – A oposição consegue maioria no Congresso durante o Regime Militar&lt;br /&gt;         - 1984 – Campanha das Diretas Já;&lt;br /&gt;         - 1994 – Plano Real.&lt;br /&gt;         Desde o começo do ano estou ansioso aguardando o fato histórico dessa década – o primeiro que foi vivenciar com uma razoável consciência política e história. Pela lógica as eleições seriam sérias candidatas ao cargo, contudo me decepcionei. O resultado mostrou aquilo que já se esperava: a política brasileira cada vez mais se parece com a americana e se distancia da européia (fato que eu, particularmente, lamento). Apesar das centenas de partidos, temos apenas dois grandes e vários médios que servem para seu apoio. A política se assemelha a um jogo do futebol: nos EUA ou se “torce” para os democratas ou para os republicanos. Enquanto isso na Europa existem diversos partidos grandes que possuem ideologias bem definidas. Infelizmente nós estamos mais próximos dos amigos lá do norte.&lt;br /&gt;         O PT foi o partido campeão de votos nessa eleição, seguido de muito perto pelo PSDB. Os dois partidos disputam 10 segundos turnos. Os dois partidos foram grandes adversários em diversas cidades. Quem vê esse resultado pensa que a ideologia dos dois partidos são totalmente opostas e que o Brasil é um país rachado entre os dois programas. Entretanto, uma definição que bem cabe aos dois partidos – encontrei essa definição em algum artigo que não me lembro quem é o autor – é com a indústria de refrigerantes. PSDB e PT são como Coca-Cola e Pepsi, ou seja: têm diferenças tão pequenas que nem reparamos, porém nunca serão uma mesma marca.&lt;br /&gt;O leitor não imagina o quanto é duro para mim assumir isso! Não se esqueçam que sou tucano de carteirinha. Mas PT e PSDB são muito parecidos entre si. Mas é claro que como tucano eu não assumiria isso de maneira tão natural como eu fiz. Os partidos têm algumas diferenças que são cruciais e foram essas diferenças que me levaram a escolher o PSDB. O estilo de administrar tucano é melhor. As denúncias de corrupção nos governos psdbistas são muito menores. O PSDB, quando oposicionista, age de forma mais responsável. Poderia passar a noite aqui enumerando as qualidades do PSDB, porém tenho que concluir a crônica.&lt;br /&gt;Resumindo toda a ladainha: as eleições desse ano não entraram para a história e só confirmaram o que já era sabido: o Brasil é vermelho, amarelo e azul.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109693737035000314?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109693737035000314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109693737035000314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/entrou-para-histria-quem-me-conhece-j.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109681651105505173</id><published>2004-10-03T13:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-03T12:15:11.056-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Um aninho&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Hoje é um dia muito especial para mim, afinal há exatamente um ano atrás eu estava sentado nessa mesma cadeira, em frente a esse mesmo computador pensando em alguma coisa de útil que eu poderia fazer. Pensei um pouco e logo me lembrei de duas coisas: sempre escrevi bem (não reparem, realmente sou modestíssimo) e adoro ler crônicas (como todos sabem, especialmente as de Mario Prata). Então tomei uma decisão: criarei um site onde publicarei minhas crônicas. Abri o “Microsoft Word” e comecei a escrever sobre um tema sobre o qual sempre falei: a histeria das fãs dos cantores famosos. Estava no ar a primeira crônica do Os Cronistas.&lt;br /&gt;         Tudo bem que o site nunca foi um grande sucesso de público, contudo ele sempre foi meu melhor amigo. Se não tivesse criado o blog não teria com quem desabafar, ou ainda, na melhor das hipóteses, continuaria com vergonha de publicar meus textos. É isso que mais agradeço ao Os Cronistas: foi graças a ele que perdi a vergonha de publicar meus textos.&lt;br /&gt;         Não poderia escrever uma crônica sobre o Os Cronistas sem falar de Marcel Patriota. Ele foi meu primeiro colaborador e graças a ele o site cresceu. Graças a ele hoje nosso “template” é bonito. Graças as suas críticas hoje meus textos são melhores. Considero o Marcel como elemento indispensável para o site e até hoje lamento seu afastamento temporário (que já dura bastante tempo).&lt;br /&gt;         E assim como o Marcel também foram indispensáveis a Bruna, a Flávia, o Hugo, o Mascote e o Rodrigo. Alguns mais, outros menos, mas todos contribuíram para a história desse blog.&lt;br /&gt;         Também quero agradecer à Rita que de um dia para o outro surgiu em minha mente e me deu a idéia de começar uma história para ser publicada aqui. Sei que ultimamente ela está meio ausente, porém já estou preparando sua volta e logo vocês verão do que ela é capaz de fazer.&lt;br /&gt;         Para concluir agradeço a todos os meus leitores, sei que não são muitos, mas são fiéis. Muitos não deixam comentário, mas comentam pessoalmente comigo.&lt;br /&gt;         Obrigado a todos e parabéns ao Os Cronistas!&lt;br /&gt;         P.S.: Aproveito para desejar um feliz aniversário para a minha amiga Ester e para o meu amigo Panda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109681651105505173?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109681651105505173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109681651105505173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/um-aninho-hoje-um-dia-muito-especial.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109666489629042883</id><published>2004-10-01T18:07:00.000-03:00</published><updated>2004-10-01T18:53:21.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Feliz Aniversário!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer seguramente que essa foi a semana mais complicada para escolher o tema da minha crônica semanal. Estava em dúvida entre três temas e não queria falar de todos no mesmo texto, pois considero os três importantes. Para resolver o impasse que estava instalado na minha cabeça, resolvi fazer o seguinte: publicarei uma crônica hoje dando os parabéns a minha mãe (afinal é o tema que mais me agrada e o aniversário dela é justamente hoje), domingo falarei sobre o aniversário do “Os Cronistas” (dia três de outubro completamos nosso primeiro aninho de vida) e na segunda-feira o tema será o resultado das eleições municipais (ou vocês acham que eu ia ficar de fora da “festa da democracia”).&lt;br /&gt;“Deixando os entretanto partindo para os finalmente” começo agora, oficialmente a crônica de aniversário da minha querida mamãe.&lt;br /&gt;Nós não escolhemos nossas mães. E isso é uma sorte nossa, afinal tenho certeza absoluta que se a decisão sobre quem vai dar as ordens na nossa vida fosse feita por nós mesmos, não escolheríamos certo. E é por isso que agradeço a quem escolheu a minha, pois escolha melhor não poderia ter sido feita.&lt;br /&gt;Minha mãe é dedicada, presente e carinhosa. Um tipo de mãe que não se encontra em qualquer esquina. Ela sabe cada passos dos filhos e se preocupa com cada segundo de atraso. Para quem não vive essa situação deve parecer que é chato viver assim... e eu confesso que realmente as vezes é, porém, quando pensamos bem e vemos que alguém se preocupa conosco, dá uma sensação de segurança incrível. Sinceramente não sei o que seria de mim se não tivesse minha mãe ao meu lado.&lt;br /&gt;Sem dúvida nenhuma eu não gostaria de ter a sua vida, mãe. Mas sabe por quê? Porque eu não teria forças para agüentar o que você agüenta. Eu não saberia como fazer um terço do que você faz. E o pior (na verdade é o melhor) de tudo isso é que essa força não se ganha com exercício físico e esse conhecimento não se ganha na escola. Tanto a força como o conhecimento se ganha na batalha do dia-a-dia, batalha essa que você enfrenta como ninguém.&lt;br /&gt;Para falar a verdade nem sei direito o que falar, afinal mais difícil do que falar sobre nós mesmos é falar sobre as pessoas que amamos. E eu te amo acima de qualquer outra coisa. Porém sei que não basta dizer que ama, é necessário também demonstrar esse amor. E é para isso que me esforço em cada dia da minha vida. Quero te provar que te amo. Sei que é difícil, pois te agradar não é tarefa das mais simples. E também sei que muitas vezes acabo falhando, contudo tenha certeza que minhas falhas ocorrem na ânsia de acertar.&lt;br /&gt;A crônica não está saindo nem aos pés do que você merece. Por isso vou ficando por aqui, te desejando um FELIZ ANIVERSÁRIO, muita PAZ, muita SAÚDE e tudo o mais que já é praxe desejar em aniversários.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109666489629042883?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109666489629042883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109666489629042883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/10/feliz-aniversrio-posso-dizer.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109560531297508803</id><published>2004-09-19T11:22:00.000-03:00</published><updated>2004-09-19T11:48:32.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Começa a Não vida Capítulo 3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Yrus Nagoya, não imaginava o que lhe esperava, a vida tinha agora um novo sentido, todo o poder que sempre sonhou estava agora disponível a sua mão. Mas ele tinha que aprender a viver novamente e Malkavian começa a lhe ensinar principalmente a como se comportar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-         Muito Bem Yrus, uma das coisas mais importantes que tens de saber é que não suportamos a glória do sol, então temos que nos esconder dele e  dormimos durante o dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-         Puxa pensei que seria imortal, que poderia fazer o que eu quisesse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-         Não é bem assim, você tem vida eterna, mais não imortalidade, outra coisa que pode ser muito dolorosa é uma estaca de madeira sendo fincada em seu coração, você pode até sobreviver, no entanto, ficará imóvel sobre a estaca enquanto ela estiver fincada. Além disso, o fogo pode te consumir. Acho que é só isso, mas pode aparecer outras maneiras que te afetarão de um jeito ou de outro e isso só você poderá descobrir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-         Puxa então não é tão fácil ser um amaldiçoado...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-         HAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHHA!!! Você disse muito bem A-mal-di-ço-a-do , acho que é bem diferente de ser abençoado. Mas agora precisamos nos refugiar em algum lugar que o sol não chegue com seus raios e que ninguém nos encontre, afinal o dia está chegando.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Eles então se refugiam no porão da estalagem do Sr Ebede, lá embora as condições sejam completamente desfavoráveis para a vida de um ser Humano, eles se acomodam e dormem profundamente. Na cidade todos procuram pelo homem que Yrus matou, mais eles não tem sucesso, pois simplesmente não vão até a casa de Yrus. Enquanto os outros quatro homens que estiveram presentes aquele massacre apenas diziam que tiveram sensações maravilhosas na noite passada e que nunca tinham sentido prazer tamanho.A noite chega, e com ela o despertar do sono de Malkavian e Yrus, Malkavian começa então a mostrar os seus poderes e a dizer que Yrus desenvolverá estes poderes também. Mas que necessitaria de treinamento, então eles partem pela cidade e Malkavian diz a Yrus:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Meu pupilo agora irás aprender a arte de se esconder, por favor vire seu rosto um instante e depois não me verás mais aqui.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Está bem-(diz Yrus desconfiado)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Hey, onde vc está, MALKAVIAN!!!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Olá meu amigo estou aqui atrás de você. HAHAHAHAHAHAHA.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Uau como fez isso?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Aprenderá com o tempo, todavia neste exato momento você deverá começar por tentar ficar parado sobre uma sombra e as pessoas que passarem não te perceberão, embora você esteja ali.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Logo, eles então dirigem-se a praça pública. Lá chegando muitas pessoas estão ali sedentas em cumprir seu voto aos seus Deuses, a imoralidade impera na praça e então Malkavian diz a Yrus que ele deve tentar então neste momento se esconder.  Obviamente Yrus inúmeras vezes é visto e Malkavian apenas se diverti com as falhas do pupilo. Até que em determinado momento Yrus não é mais percebido pelo povo, as pessoas passam por ele sem sequer notarem sua presença ali.Yrus então aprende sua primeira disciplina a Ofuscação. No entanto, Malkavian vê o que acontece e dá os parabéns a seu pupilo e então ele chama Yrus para irem juntos a floresta pois lá iria lhe ensinar mais uma coisinha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Vamos Yrus, agora aprenderás algo muito útil&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Uau, eu não acredito ninguém me via, estou perplexo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Com o tempo irás aprimorar este dom e poderás caminhar pelas sombras, tomar a forma de outra pessoa, esconder até outras que estejam contigo, enfim poderás até sumir como eu fiz, na frente de outra pessoa num piscar de olhos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Que bom. Mais o que vai me ensinar agora?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Agora tentarás aprender a pressentir o perigo, tentarás saber quando alguém está para te atacar, ou quando alguma coisa ruim está prestes a te acontecer.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Então eles saem até a floresta de sabru. Lá chegando malkavian diz que vai deixar Yrus sozinho por uns momentos.Malkavian toma distancia e ofusca-se no meio da floresta.Yrus está lá sentado sem saber o que fazer para aprender seu novo poder. De repente vem em sua direção uma pedra e Yrus só tem tempo ver a pedra bater em seu corpo,Logo Yrus fica alerta.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Quem é imbecil? Por que me atacas?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-     AHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHHAHAYrus ,então percebe que um novo ataque estava vindo e antes da pedra o atingir Yrus se move e novamente e novamente, e também agora percebe de onde vem esses ataques, de pulo em pulo de desvio em desvio Yrus chega até o agressor e vê Malkavian.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Ora, ora meus parabéns aprendestes bem rápido.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Eu me sinto tão diferente. Me sinto muito forte.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Sei, mais lembre-se existem muitos mais fortes que você, com o tempo desenvolverás este poder e poderás ver como as pessoas estão se sentindo através da leitura de suas áureas, ainda poderás sentir o que aconteceu em determinado local,mesmo que já tenha se passado dias do ocorrido, poderás sair de teu corpo e encontrar-se com outros seres em outra dimensão, poderá saber quando uma pessoa te fala a mentira e quando ela esta sendo sincera, poderás enxergar no escuro e muitas outras coisas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         É, eu sou o grande vampiro... E assim Yrus aprende a disciplina AUSPICIOS. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mais um uivo é escutado ao longe e Malkavian chama Yrus:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Rápido temos que nos retirar ou morreremos!   &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Eu não entendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Rápido idiota!!!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Por que?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         São lobisomens, eles são inimigos mortais, e mesmo que estivéssemos em um número de 20 eu não me atreveria a enfrentá-los.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Quer dizer que eles são mais fortes que nós?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Acredite é hora de corrermos!!!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Assim eles partem em direção a Babilônia, que era a direção oposta ao uivo dos lobisomens.  Quando então encontravam-se em uma distância aparentemente segura, Malkavian para e diz que é hora de Yrus aprender a última qualidade de um Malkaviano, a DOMINAÇÃO.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Agora está na hora de você aprender a dominar os mais fracos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Como assim?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         Bom, existem muitos que tem a mente muito fraca, a estes é muito fácil e controlar, quando chegarmos na próxima cidade aprenderás, no entanto com o tempo poderás controlar muitas mentes.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A jornada de nossos companheiros continua e eles chegam sem muitos problemas a cidade de Babilônia. Quando estão do lado de fora podem contemplar a grandeza da cidade que estava situada em ambos os lados do rio Eufrates. Possuía um sistema duplo de muralhas que cercava a cidade, fazendo-a parecer inexpugnável.A fortificação interna, construída de tijolos de barro, consistia em duas muralhas. A muralha interna tinha 6,5 m de grossura. A muralha externa, situada a 7 m de distância, tinha cerca de 3,5 m de espessura. Estas muralhas eram reforçadas por torres defensivas, que também serviam para reforçar a estrutura das muralhas. A uns 20 m fora da muralha externa, havia um cais feito de tijolo cozido, assentado em betume. Fora desta muralha havia um fosso ligado ao Eufrates ao N e ao S da cidade. Este fornecia tanto suprimentos de água como proteção contra exércitos inimigos.Realmente a cidade era algo incrivelmente projetada.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Malkavian não se espanta, mais Yrus fica atônito com a possibilidade de entrar na famosa cidade.Chegam então até a ponte onde mercadores entram e saem.  Começam então a tentar entrar, no entanto tendo em vista que a noite já avançava os Guardas não queriam deixar que eles entrassem.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Ei! Guarda - diz malkavian&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            abra o portão para que pernoitemos na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Quem é você? Que eu deva obedecer a sua voz...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Yrus, por favor, peça com delicadeza e toda a sua força mental para que este homem abra a portão!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Mas senhor....&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Agora yrus!!!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            GUARDA!!!   Por favor Abra... &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E o guarda abre voluntariamente a portão e os dois entram tranqüilamente na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            como foi que eu consegui?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Muito bem amigo você aprendeu a dominar as pessoas, verá que isso lhe será muito útil, mas devo te alertar que às vezes pode falhar e então não tente dar outra ordem a essa pessoa pois ela ficará imune a sua dominação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Hahahahahahahahahahahahaha, como sou poderoso, até mandar nas pessoas eu posso e elas obedecem.....&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Muito bem Yrus, agora está pronto para andar sozinho e trilhar seu caminho dentro das leis de nosso clã, estarei sempre a seu lado e te ajudarei sempre que possível, agora aproveite fique rico e enfim honre a nossa família.Adeus Yrus Nagoya....&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Yrus resolve então passear pela cidade e testar seus poderes recém adquiridos, logo ele tem em suas mãos uma bela prostituta e óbviamente se alimenta dela saciando assim a sua sede e fome.Yrus continua sua caminhada e acha muito estranho que ao tentar entrar em um bar um homem lhe diz que ele devia tomar muito cuidado pois a cidade continha segredos e inimigos mortais.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            quem é você para me dizer o que devo e o que não devo fazer imbecil?-diz yrus indignado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            Pobre coitado... só por que tens uns poderes ínfimos pensas que podes tudo? Tenho pena de ti pois tua imortalidade irá acabar muito cedo se não mudar teu proceder!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-            O que? Quem te disse isso? Ei cadê você onde está covarde? O misterioso homem some na frente de Yrus, e então bem desconfiado ele se envolve entre diversas pessoas que passavam por ali na ocasião.O que importa é que Yrus aprendeu todas as suas disciplinas e agora teria que se virar sozinho pelo mundo, e com veremos ele entrará em muitas aventuras ao longo da eternidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109560531297508803?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109560531297508803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109560531297508803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/09/comea-no-vida-captulo-3-yrus-nagoya-no.html' title=''/><author><name>Hugo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079695919571795400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109485271254355205</id><published>2004-09-10T18:40:00.000-03:00</published><updated>2004-09-10T18:45:12.543-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Acordo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Não queria hoje falar sobre política, pois creio que por conta das eleições municipais o assunto vem sendo bastante debatido nos jornais e eu gosto de falar de coisas muito novas ou muito velhas. Entretanto li uma notícia publicada hoje no site da Folha e não resisti em falar sobre o assunto.&lt;br /&gt;         Todos sabemos que a política brasileira (e não só a brasileira) é cheia de acordos estranhos, feitos às escuras e com os mais diversos fins possíveis. Por azar nosso e sorte dos políticos, esses conchavos não vêm a público e o povo sempre fica achando que tudo vai bem.&lt;br /&gt;         Não escondo de ninguém que sou tucano e é por isso que o acordo sobre o qual falarei hoje me deixou muito indignado (como diria o povão, me deixou p*** da vida). Diz o título da notícia: PT FAZ PACTO COM MALUF PARA ATACAR SERRA.&lt;br /&gt;Não é possível imaginar a minha curiosidade para ler essa matéria. Assim que vi a manchete cliquei no link e assim que a página carregou comecei a ler o conteúdo da reportagem. Farei uma descrição bem por cima do conteúdo da reportagem para que meus queridos leitores não sintam tanto NOJO como eu senti. Segundo o autor da matéria (o excelente Kennedy Alencar) Maluf chegou perto de renunciar a candidatura a prefeito para não ser citado na CPI do Banestado (idéia de membros do Partido dos Trabalhadores, levada até Maluf por assessores de José Dirceu), contudo por orientação do partido do presidente Maluf não renunciou (afinal grande parte de seus votos iriam para Serra) e por fim trocou criticar o candidato tucano em seus discursos por não ser citado na CPI do Banestado.&lt;br /&gt;         É triste ver que um país grande e bonito como o Brasil ainda tenha gente dessa laia envolvida no poder. É triste ver que o país com o mais moderno sistema de votação do mundo (copiado até pelo povo do Norte) ainda dependa de políticos sujos e imorais. É triste (desculpem a repetição) ver que o povo ainda vota em pessoas que apesar de todas as evidencias em contrário se digam probas e honestas (isso me lembra a carta de ACM pedindo desculpas para Jorge Borhausen). Entretanto é bom ver que AINDA temos liberdade de expressão e que os jornais AINDA podem mostrar essas coisas.&lt;br /&gt;Todos sabem que sonho em um dia ser político, mas notícias como essa me desanimam. Espero um dia poder, direto da tribuna do Senado, proferir um discurso mostrando essa e outras reportagens e dizendo que o Brasil mudou muito e que esta corja não consegue mais chegar ao poder (felizmente isso vem acontecendo aos poucos, afinal Maluf já perdeu seis eleições diretas e não tem muitas chances de voltar ao poder e, para sorte do povo, outros antigos grandes políticos vem sofrendo com isso também). Torçam para que eu chegue ao Senado e, principalmente, para que eu possa fazer esse discurso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109485271254355205?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109485271254355205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109485271254355205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/09/acordo-no-queria-hoje-falar-sobre.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109476000865987868</id><published>2004-09-09T16:54:00.000-03:00</published><updated>2004-09-09T17:00:08.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Folga&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Pessoal,&lt;br /&gt;A saga de Rita tirará uma pequena folga (pensando melhor ela já tirou, afinal essa semana já não teve capítulo) de duas semanas.&lt;br /&gt;Estou fazendo isso pois a história vai entrar agora em um momento crucial (estamos muito próximos do clímax) e preciso organizar bem as idéias para que o final não fique sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109476000865987868?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109476000865987868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109476000865987868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/09/folga-pessoal-saga-de-rita-tirar-uma.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109425412358543511</id><published>2004-09-03T20:24:00.000-03:00</published><updated>2004-09-03T20:28:43.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Canhoto&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Hoje pensei em escrever sobre diversos temas: amor, ódio, o seqüestro na Rússia, 7 de setembro e, para variar, política. Mas optei por outro.&lt;br /&gt;         Faço um trabalho voluntário em uma agência dos Correios ajudando pessoas que não sabem escrever a mandarem cartas ou então auxiliando quem tiver com dificuldades para preencher formulários.&lt;br /&gt;         Hoje estava eu lá, quando aparece um senhor aparentando ser bem simples. Ele precisava preencher um formulário e foi pedir a minha ajuda. Logo quando comecei o preenchimento o simpaticíssimo senhor reparou que eu era canhoto e soltou a seguinte frase:&lt;br /&gt;         -- Eu mal sei escrever com a mão direita e você está ai escrevendo com a mão esquerda. Como pode, né?&lt;br /&gt;         Na hora que ouvi a frase fique chocado. Como o mundo é cruel, né? Eu pertenço a uma pequena minoria que escreve com a mão esquerda e ele pertence a uma “grande minoria” que mal sabe escrever.&lt;br /&gt;         Lembro-me de quando era pequeno ter escrito um texto sobre o fato de ser canhoto. Dizia que o mundo desse 1% da população não era invertido – ainda não entendo o que quis dizer com isso – e que nós não passávamos de pessoas normais. Até hoje não sei de onde tirei esse complexo de minoria, entretanto posso garantir que é bem melhor ser canhoto do que não escrever.&lt;br /&gt;         Segundo o “Guia dos Curiosos”, da Companhia das Letras e cujo autor não lembro o nome (se não me engano termina com Duarte, contudo não tenho certeza), estou em ótima companhia, afinal também eram canhotos:&lt;br /&gt;Ayrton Senna – o maior piloto de todos os tempos&lt;br /&gt;Adolf Hitler – não vamos discutir os seus atos e sim sua inteligência&lt;br /&gt;D. Pedro I – aquele que nos deu esse maravilhoso feriado em plena terça-feira&lt;br /&gt;Albert Einsten – o maior gênio da história&lt;br /&gt;João Figueiredo – um dos que menos de orgulho em ter como parceiro de “canhotismo”&lt;br /&gt;Julio César – até na velha Roma os grandes eram canhotos&lt;br /&gt;Ronald Reagan – o velho presidente americano&lt;br /&gt;         Como podemos ver, analisando a lista acima, presidentes, imperadores e grandes inteligências eram canhotos, o que mostra que quando digo que sou uma pessoa hiper-inteligente e que um dia serei presidente não é por ser metido, contudo é porque analisei os fatos.&lt;br /&gt;         Apesar desse final um pouco mais bem humorado quero que essa seja uma crônica de protesto contra o analfabetismo. Rezo todo dia para não precisar mais fazer esse serviço, pois quando isso acontecer será um sinal de que a praga do analfabetismo (funcional ou não) estará acabada. E tomara também que um dia todos sejam canhotos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109425412358543511?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109425412358543511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109425412358543511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/09/canhoto-hoje-pensei-em-escrever-sobre.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109405961757493562</id><published>2004-09-01T14:23:00.000-03:00</published><updated>2004-09-01T14:26:57.573-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XVIII – Suicídio ou Assassinato&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;A campainha da casa de Rita tocou e foi Geraldo quem atendeu. Na porta estava um homem alto, careca e com uma barriga típica de quem chegava aos cinqüenta anos sem praticar exercícios. Este homem se chamava Ciro e era delegado há mais ou menos trinta anos. Sua voz era grossa e ele tinha firmeza em tudo o que falava, até mesmo no simples “Boa Tarde!”. Logo Geraldo reconheceu que aquela voz que lhe cumprimentava era a mesma com quem tinha falado minutos antes e rapidamente fez o delegado entrar.&lt;br /&gt;Rita observará a cena de longe e assim que viu que o delegado e um assistente já estavam acomodados apareceu:&lt;br /&gt;-- E aí, doutor? Qual foi a conclusão?&lt;br /&gt;-- A senhora estava certa: a morte de seu pai não foi natural. Segundo a perícia seu pai foi envenenado. Basta agora descobrir se foi suicídio ou se existe alguém envolvido nesse caso.&lt;br /&gt;Assim que o delegado Ciro comentou a segunda hipótese, Rita ficou pálida. Olhava para todos os lados como se procurasse algo ou alguém que a estivesse vigiando.&lt;br /&gt;-- Como assim alguém envolvido?&lt;br /&gt;-- Quero dizer que seu pai pode ter sido assassinado.&lt;br /&gt;No auge de seu nervosismo, Rita começou a rir.&lt;br /&gt;-- O senhor só pode estar brincando. Quem mataria meu pai?&lt;br /&gt;-- Não sei. São só hipóteses. Me diga uma coisa: seu pai possuía, nos últimos tempos, algum inimigo?&lt;br /&gt;-- Que eu saiba não.&lt;br /&gt;-- Então ele estava atrapalhando planos de alguém?&lt;br /&gt;Rita novamente ficou pálida e seu nervosismo era tão claro que o delegado reparou e insistiu.&lt;br /&gt;-- Parece que a senhora sabe de alguma coisa.&lt;br /&gt;-- Não sei de nada. Do que poderia saber?&lt;br /&gt;-- Isso não é comigo. A senhora que teria que me dizer.&lt;br /&gt;-- Mas não sei de nada. E agora o senhor vai me desculpar, mas estou muito cansada e abatida e preciso descasar.&lt;br /&gt;O delegado foi embora e Rita ficou sentada no sofá chorando, alheia a qualquer movimentação. Por diversas vezes Geraldo tentava conversar com a namorada, entretanto nada surtia muito efeito: Rita parecia estar em um planeta completamente diferente. De repente, a vereadora olha bem no fundo dos olhos do namorado e pergunta:&lt;br /&gt;-- Você não tem nada a ver com a morte de meu pai, não é?&lt;br /&gt;-- Lógico que não amor. Nem sei como você pensou em uma coisa dessas.&lt;br /&gt;-- Vocês se odiavam e até o hoje eu não tenho a mínima noção do motivo, então pensei que ele poderia ser forte o suficiente para que você cometesse um assassinato.&lt;br /&gt;-- O motivo do nosso ódio é passado e quero que você esqueça disso. Por maior que fosse o meu ódio pelo seu José, eu jamais o mataria por um único motivo: ele é o pai da mulher que amo.&lt;br /&gt;Rita não respondeu, apenas levantou e caminhou até o seu quarto com a maior calma do mundo. Geraldo ficou na sala, preocupado com as suposições de Rita. Apesar da preocupação, Geraldo ficou muito mais calmo, pois descobriu o real motivo do nervosismo de Rita: não era ela a culpada pela morte de José, mas na verdade ficou nervosa por pensar na possibilidade de Geraldo ser o real culpado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109405961757493562?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109405961757493562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109405961757493562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/09/rita-captulo-xviii-suicdio-ou.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109378646476643138</id><published>2004-08-29T10:25:00.000-03:00</published><updated>2004-08-29T10:34:24.766-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 7 – O Mascote de Marbla City&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, quando Matheus Guerra conversou com Thomas Martins num bairro afastado, enquanto Evandro Contini procurava pela irmã pela escola, enquanto Sérgio Contini e sua filha, Helena, tinham uma conversa muito séria, e enquanto eu corria a toda velocidade, até praticamente atravessar todo o bairro em direção ao centro da cidade, muito mais foi dito do que parece. Acho que vale a pena relembrar o que aqueles dois conversaram, principalmente porque o assunto incluía Mathisse Guerra, a irmã de Matheus, e uma das garotas mais cobiçadas pela molecada do bairro.&lt;br /&gt;           Matheus aproximou-se de Thomas, percebendo o receio do amigo:&lt;br /&gt;-         &lt;em&gt;Calma, cara. Não vou te machucar.&lt;br /&gt;-         Eu... tudo bem.&lt;br /&gt;-         Eu sei que é estranho.&lt;br /&gt;-         Ahn.. estranho?&lt;br /&gt;-         Olha, eu não sei como começou... mas seja o que for, acho que é de família. Minha irmã, Mathisse, parece que tem a mesma coisa.&lt;br /&gt;-         É um tipo de doença?&lt;br /&gt;-         Não, não é! Quero dizer, acho que não é...&lt;/em&gt; – Matheus parecia preocupado em não deixar Thomas mais assustado do que já estava, o que parecia impossível, dada as circunstâncias – &lt;em&gt;Olha, eu não sei o que é, mas eu lhe contei porque é meu amigo.&lt;br /&gt;-         Como foi que aconteceu.. isso?&lt;br /&gt;-         Eu não sei, acho que já estava lá, eu não fiz nada de diferente. Minha irmã, Mathisse....  acho que ela também tem a mesma coisa. Há um tempo notei alguns chumaços de pêlos pelo banheiro. Eu sei que ela se depila, mas ninguém tem tanto pêlo assim. Ninguém normal. Também encontrei isto aqui no quarto dela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Matheus tirou do bolso, dobrado em várias partes, um recorte de jornal de algumas semanas atrás. O jornal não era de Nova Indaiacicaba, mas de uma cidade também do estado de São Paulo chamada &lt;strong&gt;Marbla City&lt;/strong&gt;. A cidade tinha esse nome por no passado ter sido colonizada por descendentes de americanos. '&lt;em&gt;Marbla&lt;/em&gt;' devia ser o nome de alguém importante da cidade.&lt;br /&gt;A notícia, de primeira página, mostrava a manchete: "&lt;em&gt;Aparição Incomum&lt;/em&gt;". Na foto, um pouco desfocada, a figura de um garoto, de no máximo dez anos de idade, que as autoridades descobriram possuir características sobre-humanas. Apesar de ser apenas uma criança, o garoto tinha pêlos por todo o corpo, assim como Matheus. Era loiro, e parecia ter os olhos escuros. O mais impressionante era a cauda peluda que saía das costas do garoto, e alcançavam o chão. A notícia dizia que o garoto, que não pôde ter o nome identificado, foi encontrado vagando nos arredores de uma escola próxima, e foi adotado pela zeladora da escola. A comunidade do bairro, apesar de estranhar a aparência do garoto, o considerava um garoto bastante especial. Segundo as palavras de um dos alunos da escola municipal de Marbla City, o garoto é '&lt;em&gt;muito legal&lt;/em&gt;', é '&lt;em&gt;como se fosse o &lt;strong&gt;mascote&lt;/strong&gt; da escola&lt;/em&gt;', '&lt;em&gt;todos gostam dele&lt;/em&gt;'.&lt;br /&gt;A última citação era a declaração de um cientista local, dr. &lt;strong&gt;Scott M. Kelly&lt;/strong&gt;, diretor do Centro de Pesquisas de Marbla City, que considerava o garoto um caso especial, a ser ainda desvendado pela ciência. Declarava ainda que, se fosse possível, gostaria de submeter o garoto a alguns exames, a fim de determinar a causa das alterações corporais sofridas por ele.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-         Eu não sei se aconteceu algo que causou isso, Thomas. Pode ser natural, ou hereditário, sei lá.&lt;br /&gt;-         E o que você pretende fazer?&lt;br /&gt;-         Por enquanto, não muita coisa. Ainda estou descobrindo o que essa.... essa alteração mudou no meu corpo, é cedo pra dizer. Por enquanto, vou observando minha irmã.&lt;br /&gt;-         O que tem ela? Você já falou com ela sobre isso? São só vocês dois na sua casa, não acha que deveria falar com ela?&lt;br /&gt;-         Acho, mas acho que ela está passando por isso também, e há mais tempo do que eu. Ela ainda não me disse nada, mas tenho certeza de que o corpo dela está mudando, como o meu. E tem mais uma coisa.&lt;br /&gt;-         O que foi?&lt;br /&gt;-         Encontrei no quarto, algumas roupas novas que ela comprou. Geralmente ela me mostra as coisas que compra, pede minha opinião, esse tipo de coisa. Mas desta vez, não.&lt;br /&gt;-         E o que foi que ela comprou de diferente?&lt;br /&gt;-         Nada de diferente. Algumas blusas, calças, e bermudões. Mas todas as roupas eram da mesma cor da roupa desse garoto de Marbla City.&lt;br /&gt;-         Acha que ela pretende fazer o quê?&lt;br /&gt;-         Eu não sei, Thomas. Por enquanto, vou ficar observando. Ela também está agindo de maneira estranha. Vou ficar de olho. Qualquer novidade, eu vou te contar, também. Quero sua opinião.&lt;br /&gt;-         Pode contar comigo. E seja lá o que pretenda fazer, boa sorte.&lt;br /&gt;-         Valeu. Espero não precisar, mas valeu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Aquilo encerrara a conversa. Por fim, os dois voltaram para suas respectivas casas.&lt;br /&gt;            Naquela noite, muitas coisas aconteceram. Helena foi dormir mais cedo, e ficou de castigo por um bom tempo. Eu mesmo só consegui falar com ela três dias depois, quando ela me contou sobre o pai dela. Alguém telefonara para o pai dela nos delatando, e por um bom tempo eu julguei que era Thomas, embora não pudesse imaginar o motivo de ele ter feito aquilo. Matheus foi dormir um pouco mais aliviado, precisava desabafar com alguém a respeito de sua condição, e Thomas era um dos únicos em quem podia confiar, na época. Mais tarde, descobriu que podia contar com outras pessoas também, como eu, e mais tarde, toda a nossa turma já sabíamos de suas habilidades especiais. Thomas demorou a dormir naquele dia. Naquele dia, Thomas descobriu que tinha um amigo especial. Um amigo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;incomum&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIM DA PARTE 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109378646476643138?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109378646476643138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109378646476643138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/o-garoto-que-voltou-captulo-7-o-mascote.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109364081411378939</id><published>2004-08-27T18:03:00.000-03:00</published><updated>2004-08-27T18:06:54.113-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;1992&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Hoje vou tratar de um tema que já está na minha garganta há muito tempo, mas que eu sempre adiava por achar outro assunto mais interessante para a crônica.&lt;br /&gt;         Quem assiste à novela “Senhora do Destino” já deve ter reparado que tem alguma coisa estranha de mais com as idades e épocas. Na primeira fase da trama, o ano era 1968 (no dia em que foi decretado o AI-5) e Maria do Carmo, recém chegada do sertão com seus cinco filhos tem a sua caçula seqüestrada por uma terrível mulher. Assim que iniciou a segunda fase, pudemos ver que um dos filhos da nordestina é Dado Dolabella, mas ao fazermos as contas descobrimos que esse personagem deveria estar, no mínimo, com quarenta anos.&lt;br /&gt;         Para resolver esse pequeno problema, o autor resolveu inventar que a história não estava se passando nos dias atuais e sim em 1992. Maravilhoso! O autor conseguiu resolver o problema, entretanto como explicar os celulares e carros de última geração? Não tem problema: a maior parte desses equipamentos foram sendo trocados aos poucos (alguns carros continuam um tanto quanto modernos).&lt;br /&gt;         Com o desenrolar da novela, vimos a personagem de Helena Ranaldi (é assim que se escreve?) pagar os serviços prestados por Dolabella com uma nota de dez reais. Com o passar do tempo o problema o problema persistiu e vimos Maria do Carmo entregando uma mala repleta de REAIS para a seqüestradora de sua filha.&lt;br /&gt;         Se a novela se passa realmente em 1992, então a loja de materiais de construção de Maria do Carmo é do futuro, afinal lá podemos até mesmo comprar uma tinta que ao invés de seu tradicional cheiro deixa a casa perfumada. Quanta tecnologia em 1992, hein?&lt;br /&gt;         Para piorar tudo, dizem os rumores que Marilia Gabriela voltara para a trama interpretando a filha de sua personagem na primeira fase. Na parte inicial da novela, ninguém tomou conhecimento de que dona Josefa (Marilia Gabriela) tivesse filhos e agora, apenas 24 anos depois, surge uma filha de, no mínimo dos mínimos, 40 anos.&lt;br /&gt;         Sei o quanto é difícil escrever uma novela, cheia de tramas paralelas e tudo o mais (se já sofro para escrever Rita que nem tem muitas tramas além da principal, imaginem se fosse escrever uma novela), contudo o mínimo de cuidado é necessário quando se trata de um autor do gabarito de Agnaldo Silva.&lt;br /&gt;         E já que estou falando de “Senhora do Destino”, quero deixar uma pergunta no ar: se Wolf Maia já assumiu não gostar de se ver interpretando, por que ele sempre tem um papel garantido nas novelas que dirige? Provavelmente ele deve ser sadomasoquista, não é mesmo? Ou então gosta de nos fazer sofrer, pois não basta o telespectador ter que ver sua direção (que não é das melhores), ele ainda tem que assistir suas interpretações (que não vou nem comentar).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109364081411378939?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109364081411378939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109364081411378939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/1992-hoje-vou-tratar-de-um-tema-que-j.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109345864678793121</id><published>2004-08-25T15:28:00.000-03:00</published><updated>2004-08-25T15:30:46.786-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XVII – A vida é um jogo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;-- A vida é um jogo e eu não admito perder! – foi essa a frase dita por Rita assim que viu seu o caixão de seu pai sumir, coberto pela terra que era jogado em sua vala.&lt;br /&gt;Já fazia várias horas que Rita não pronunciava uma palavra sequer e a única coisa que disse foi essa frase tão misteriosa. Parecia estar dopada, mas não havia tomado um comprimido sequer.&lt;br /&gt;Geraldo se ofereceu para levar a namorada de volta para casa, oferta que foi prontamente aceita. No caminho do cemitério até sua casa, Rita chorou muito e por diversas vezes repetiu que “a vida é um jogo e eu não admito perder”. Intrigado, Geraldo recebeu saber por que a vereadora tanto repetia a mesma coisa e Rita respondeu:&lt;br /&gt;-- A vida é um jogo e eu estou perdendo. Por enquanto está três a um, mas eu ainda vou virar esse placar.&lt;br /&gt;-- Donde você tirou esses pontos?&lt;br /&gt;-- Não é difícil descobrir: quando minha mãe morreu, o jogo ficou um a zero; depois foi a vez de eu tomar mais um ponto com a morte do Luiz; ai finalmente eu abri o meu lado do contador quando, por acaso, te conheci; mas agora novamente sou surpreendida com um ponto do meu adversário: meu pai morreu.&lt;br /&gt;-- E como você vai virar esse “jogo”?&lt;br /&gt;-- Fazendo tudo aquilo que preciso para ser feliz. E sou capaz de tudo, tudo mesmo, para ganhar o jogo.&lt;br /&gt;-- Isso que é força de vontade.&lt;br /&gt;-- Não é força de vontade, é espírito vingativo.&lt;br /&gt;-- Vingativo por quê?&lt;br /&gt;-- Você vai saber na hora certa.&lt;br /&gt;-- Assim você me deixa assustado.&lt;br /&gt;-- Então esqueça essa história.&lt;br /&gt;É claro que Geraldo não esqueceu e nem jamais esqueceria aquela história de vingança. Aquilo o deixava imensamente preocupado, afinal ele tinha medo que o seu verdadeiro amor cometesse alguma loucura.&lt;br /&gt;Geraldo já estava se preparando para ir embora quando o telefone da casa de Rita tocou. Ele mesmo atendeu, afinal a “pobre órfã” não tinha condições de falar com ninguém.&lt;br /&gt;-- Boa tarde.&lt;br /&gt;-- Boa tarde, aqui é da polícia e eu precisava falar com a senhora Rita Maria de Castro Moraes.&lt;br /&gt;-- Infelizmente ela não vai poder atender. Sobre o que seria?&lt;br /&gt;-- A investigação sobre a morte do seu José Maria Castro foi concluída.&lt;br /&gt;-- E qual foi o resultado?&lt;br /&gt;-- Com quem eu falo.&lt;br /&gt;-- Geraldo Silva, namorado de Rita.&lt;br /&gt;-- Não sei se eu poderia estar te adiantando essas informações.&lt;br /&gt;-- Por favor. Eu passarei as informações para Rita.&lt;br /&gt;-- Eu acho melhor que ao invés disso, eu fosse até ai falar pessoalmente com a dona Rita.&lt;br /&gt;-- Vou ver se ela quer receber alguém.&lt;br /&gt;Geraldo falou com Rita que disse que o delegado poderia ir até mesmo naquele dia.&lt;br /&gt;-- Então em quinze minutos eu estou ai.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109345864678793121?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109345864678793121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109345864678793121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/rita-captulo-xvii-vida-um-jogo-vida-um.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109320614621132761</id><published>2004-08-22T17:18:00.000-03:00</published><updated>2004-08-22T17:22:26.210-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 6 – O Segredo de Matheus Guerra &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Martins já se dava por satisfeito em não ter de perder mais uma noite numa inútil aula de educação física. Poderia aproveitar o resto da noite para ir ter com Matheus sobre o tal assunto misterioso. No entanto, mal botou os pés para fora da escola, notou a presença do amigo, na esquina, que já o aguardava. Matheus aproximou-se de Thomas, e falou numa voz rouca:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Venha comigo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enquanto contornavam a esquina, em busca de um local menos movimentado, Evandro chegava ao portal principal da escola. Então, lembrou-se que naquele horário, poderia pedir ajuda ao amigo Thomas para procurar sua irmã. Mal chegou ao portão da escola, encontrou um grupo de moleques, a maioria com uniforme de educação física, saindo da escola, em disparada. Deteve um deles pelo colarinho:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ei, me solta!&lt;br /&gt;- Você viu o Thomas por ai? Thomas Martins? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas, a essa altura, já estava bem afastado da escola. Acompanhou o amigo Matheus por várias quadras, até chegar num descampado mal iluminado, onde poderiam conversar em paz.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- E então?&lt;/em&gt; – começou Thomas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Então... veja isto. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Matheus correu até uma árvore mais próxima, e sem tomar impulso, saltou com os pés juntos e ganhou a copa da árvore. Desapareceu entre as folhagens. Thomas arregalou os olhos. Sabia que o salto era impossível, mesmo para os padrões olímpicos, ou para qualquer tipo de padrão. Em seguida, viu um vulto remexer nos galhos, e no instante seguinte Matheus estava diante dele novamente. A distância entre Thomas e a árvore era de, pelo menos, doze metros. Matheus olhou para Thomas, a fim de ver a reação do amigo. Thomas estava por demais estupefato para dizer qualquer coisa. O que se seguiu foi ainda mais impressionante:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- De onde veio...&lt;br /&gt;- Olha isso aqui.&lt;/em&gt; – interrompeu Matheus.&lt;br /&gt;Em seguida, arregaçou as mangas da camisa. O que se viu foi uma pelagem marrom, que cobria vários trechos dos braços e antebraços dele. Além disso, tanto os braços como as pernas pareciam ter ganho musculatura. A mesma pelagem cobria também boa parte das pernas. Na ponta dos dedos, as unhas pareciam ter evoluído para uma espécie de garras, afiadas como a de um gavião. Os pés cresceram assustadoramente. As unhas dos pés foram substituídos por três garras monstruosas, e outra que crescia no lugar onde estava o calcanhar. Os tênis, já surrados, foram rasgados completamente, para dar lugar às novas dimensões dos pés, que nem mesmo um calçado tamanho 52 poderia conter. O azul dos olhos de Matheus ganhou um brilho estranho, como se alguém tivesse passado lustra-móveis no local.&lt;br /&gt;O mais impressionante, no entanto, Thomas só percebeu por ultimo. Na altura dos quadris de Matheus, surgiu uma cauda, com pelagem marrom como a que recobria os braços e pernas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu sei que é estranho.&lt;/em&gt; – começou Matheus.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ahn.. estranho?&lt;br /&gt;- Olha, eu não sei como começou... mas seja o que for, acho que é de família. Minha irmã, Mathisse, parece que tem a mesma coisa.&lt;br /&gt;- É um tipo de doença? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Não, não é! Quero dizer, acho que não é... – Matheus parecia preocupado em não deixar Thomas mais assustado do que já estava, o que parecia impossível, dada as circunstâncias – Olha, eu não sei o que é, mas eu lhe contei porque é meu amigo.&lt;br /&gt;Os dois passaram algumas horas conversando, e Matheus mostrou a Thomas do que mais era capaz. Além poder saltar bem alto e ter sua aparência modificada, parecia ter ficado mais forte que o normal.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Seja lá o que pretenda fazer, boa sorte.&lt;br /&gt;- Valeu. Espero não precisar, mas valeu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo encerrara a conversa. Por fim, os dois voltaram para suas respectivas casas. Matheus ainda não havia contado sobre aquilo para sua irmã, Thomas era o primeiro que tomou conhecimento.&lt;br /&gt;Foi um longo caminho para sua casa, e Thomas não conseguia tirar da cabeça as cenas, e toda a conversa que teve com o amigo naquela noite. Quando deu por si, estava diante do portão, abrindo o cadeado do portão. Consultou o relógio. Naquele exato instante, eu passava por aquela região, depois da correria com o pai de Helena em meu encalço. Thomas tinha o ar cansado, mas naquele momento me lembrei que ele não poderia ter estado na aula, já que o professor havia faltado. Também não esteve no campo onde os garotos de sua turma jogavam bola, senão eu o teria visto. Passei diante de sua casa e acenei com um sinal de 'jóia'. Acho que só naquele instante ele notou minha presença, pois ficou com o olhar espantado, mas retribuiu o cumprimento:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E aí?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E entrou para sua casa. Não falou com ninguém sobre aquele assunto, e por um certo período, foi o único que sabia da verdade. Mas não tardou até que Matheus revelasse aos seus outros amigos, eu inclusive, sobre sua condição.&lt;br /&gt;Naquela ocasião, no entanto, eu pouco soube da verdade. Eu não estava lá.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109320614621132761?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109320614621132761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109320614621132761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/o-garoto-que-voltou-captulo-6-o-segredo.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109304096406961227</id><published>2004-08-20T19:28:00.000-03:00</published><updated>2004-08-20T19:29:24.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Bem-vindo à Ditadura!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         Agora é oficial: uma nova fase de nossa história começa a ser escrita. Essa nova era (o assunto das novas eras já foi discutido em outra crônica) deverá estar nos livros de história de nossos filhos (quando digo nossos, logicamente, me refiro a minha geração) como Ditadura dos “Trabalhadores”.&lt;br /&gt;         Tudo começou em outubro de 2002 quando, pela primeira vez na história brasileira, um operário chegou ao poder. Nos primeiros dois anos de mandato o presidente operário e o vice patrão (uma chapa que chega a ser poética) quase tudo ocorreu como em qualquer governo (digo quase pois a corrupção foi ainda maior e mais aparente).&lt;br /&gt;         Entretanto esse último ano vem sendo desastroso. Waldomiros, Cassebs e Meirelles pipocam na imprensa, cada um com um CRIME maior que o outro. Domicílios eleitorais diferentes dos fiscais (e reais); ingressos comprados por uma empresa pública para o show onde a verba seria destinada ao Partido dos Trabalhadores (que coincidentemente é o partido do governo); e é melhor nem comentar Waldomiro Diniz, para que Dirceu não fique ofendido.&lt;br /&gt;         Agora, recentemente, o Brasil foi surpreendido com uma triste notícia: para que a DITADURA comece de fato, basta o presidente dissolver o Congresso. O governo que controlar (a palavra orientar soa como piada nesse caso) os textos dos jornalistas. Justo aqueles que são os verdadeiros representantes do povo. Justo aqueles que são os responsáveis pelas grandes descobertas contra os corruptos (será que isso justifica a criação do tal Conselho de Jornalistas?). Eu gosto muito de pesquisar sobre ditaduras e não precisei muito para descobrir que o controle à imprensa é comum a TODOS os governos autoritários.&lt;br /&gt;         Para piorar tudo, o presidente da Câmara dos Deputados (um homem que eu já admirei) declarou que o PT tem planos de ficar no poder por 20 anos. Quem diria, hein? Na última campanha presidencial o partido declarou ser inadmissível dar o poder por 12 anos a um mesmo partido e que por isso José Serra não poderia ser eleito. Santa Incoerência! Se não fosse a Santa padroeira do PT, acho que Lula não conseguiria governar. Se o salário mínimo adotado fosse o mesmo defendido outrora, ou então se os juros baixassem da noite para o dia, ou se qualquer outro exemplo das antigas propostas petistas fosse adotado, Lula não governaria, pois não teria como imitar mal e parcamente o governo passado (aquele que era sempre tão criticado pelo próprio presidente).&lt;br /&gt;         Mas não podemos criticar Lula, pois segundo ele mesmo, agora que o PT está no governo não é mais hora de bravatas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109304096406961227?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109304096406961227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109304096406961227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/bem-vindo-ditadura-agora-oficial-uma.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109285365875876633</id><published>2004-08-18T15:25:00.000-03:00</published><updated>2004-08-18T15:33:49.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XVI – Discurso&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Foi muito complicado para Rita se afastar eternamente do único homem que sempre amou, independente das brigas ou de qualquer outra coisa. Por seu pai Rita era capaz de qualquer coisa, até mesmo desobedece-lo - como fazia ao se envolver com Geraldo.&lt;br /&gt;A vida sem o pai era dura, era o “velho” que sempre estava disposto a ajudá-la, independente da situação, entretanto, em uma conversa com seu namorado logo após o velório do pai, Rita descobriu que “os bons se vão, mas não é por isso que o mundo acaba. Se quem era bom morreu, o máximo que podemos fazer e seguir o seu exemplo e também ser bom”. Sem dúvida alguma essa era uma simples frase, entretanto era possível torná-la uma realidade – logicamente teria que se esforçar muito para lembrar do pai sem deixar a tristeza tomar conta, contudo era essa a sua obrigação.&lt;br /&gt;Desde o dia que fora eleita vereadora Rita tinha o sonho de ser deputada e, mesmo dois anos – esses dois anos serão narrados em um capítulo próximo - após a morte de seu pai, Rita usou a imagem de José Maria para emocionar os eleitores.&lt;br /&gt;“Meus caros colegas vereadores,&lt;br /&gt;Todos os senhores sabem do amor que tinha (e ainda tenho) por meu pai. Todos os senhores também sabem o quanto estou sofrendo por conta da morte de meu pai. Entretanto tenho que superar isso, pois, como disse um grande amigo meu, quando morrem os bons, não temos que chorar e sim imitar seus atos.&lt;br /&gt;No dia que resolvi me candidatar a vereadora, meu saudoso pai falou o seguinte: ‘Hoje você está se candidatando a vereadora, amanhã vai ser a deputada e eu ainda vou te ver prefeita’. Logicamente nunca acreditei nas previsões de meu pai, contudo ele não era homem de lançar palavras ao vento e é por isso que hoje venho a essa tribuna avisar aos meus queridos pares que serei candidata a deputada nas próximas eleições, assim como meu pai profetizou. Infelizmente não será possível ele me ver prefeita, entretanto, tenho certeza que me acompanhara por toda a minha jornada.&lt;br /&gt;Muitos dos senhores e dos meus rivais políticos podem dizer que esse meu discurso falando sobre meu pai, servirá para deixar o eleitorado mais emotivo, porém nego agora e negarei para sempre. Jamais usaria a imagem de meu pai apenas para satisfazer meus desejos. Se falo sobre ele nesse discurso é porque sua imagem ainda não saiu de minha cabeça e nunca sairá. Ser filha de um homem como meu pai é um presente de Deus.&lt;br /&gt;Obrigada!”&lt;br /&gt;A emoção com que Rita falava de seu pai tocou todos os que assistiam ao discurso, entretanto, como Rita já previa, seus opositores diziam que a imagem de “pobre órfã” concretizando uma profecia do pai não convenceria os eleitores, pois os eleitores não eram burros e logo reparariam que “a imagem demonstrada não era nem de longe a real”.&lt;br /&gt;A imagem que Rita tentou mostrar no discurso pouco importa – sabemos que ela era realmente um pouco oportunista das situações, mas também sabemos que Rita era apaixonada por seu pai – o que interessa é que a nossa ex-garçonete agora era uma candidata a deputada e que tinha grandes chances de vitória. Logicamente essa candidatura não seria sem o pagamento de nenhuma pena e antigos fantasmas, sem dúvida podem retornar graças a campanha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109285365875876633?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109285365875876633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109285365875876633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/rita-captulo-xvi-discurso-foi-muito.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109269311781246026</id><published>2004-08-16T18:51:00.000-03:00</published><updated>2004-08-17T16:23:35.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, ao pegar a revista VEJA para uma rápida leitura, deparei-me com o seguinte título: “A TENTAÇÃO AUTORITARIA, As investidas do governo do PT para vigiar e controlar a imprensa, a televisão e a cultura”. Um verdadeiro absurdo. Já havia ouvido comentários a respeito, mas hoje, ao ler a reportagem completa, pude confirmar a ridícula atitude do governo PT e sua assessoria de criarem um CFJ (Conselho Federal de Jornalismo), que não somente orientará e disciplinará a imprensa, como também irá fiscaliza-la. O PT deve estar com saudades da época em que havia ditadura, repreensão, censura e muitas páginas negras na história brasileira, que por muito custo foi mudada. È obvio os interesses políticos. O governo sofreu diversas denúncias e escândalos e a forma que encontraram para amenizar a reputação dos políticos e desenvolverem seus interesses com maior facilidade foi a criação desse conselho que irá censurar aquilo que não for a favor deles. “Quando vivia em lua-de-mel com a imprensa, o governo não cogitava mexer com a mídia. Agora que está sofrendo com denúncias, faz uma tentativa de cercear a imprensa” David Fleisher, Presidente de ONG. È revoltante essa situação. È notória a manipulação e contestável, pois o mesmo presidente que lutava por valores tão justos, hoje permiti ser manipulado por assessores com mentalidade restrita a seus próprios interesses. O mundo almeja liberdade de expressão. Nenhum país jamais obteve crescimento com censuras violentas. Lênin restringia a imprensa, e teve como conseqüência um regime fracassado. A história deixa claro que o totalitarismo e a censura não são eficazes. E o poder demasiado nas mãos de poucos, gera violência. Existe um grande risco da imprensa ser dominada por ditadores. Não podemos deixar isso acontecer. Devemos lutar para que a informação continue cogitando entre nós, para assim tirarmos nossas próprias conclusões. Se for o caso de repreensão, sou a favor até de impeachment.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109269311781246026?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109269311781246026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109269311781246026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/hoje-ao-pegar-revista-veja_109269311781246026.html' title=''/><author><name>Flavia Formaggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11425491900083154891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109258527089269060</id><published>2004-08-15T13:49:00.000-03:00</published><updated>2004-09-08T20:34:15.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 5 – O Uniforme Inútil&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Thomas, aquilo começou horas antes, quando ele e Matheus ainda conversavam, à tarde, e eu os interrompi. Pouco nos falamos, porque eu já tinha 'compromisso' marcado para logo mais. Depois de eu ter-lhes deixado, Matheus e Thomas ainda estavam compenetrados em sua conversa.&lt;br /&gt;Matheus parecia nervoso, mas Thomas insistiu que precisava ir embora, e seja lá o que Matheus queria lhe contar, teria que ser em outra ocasião. Thomas andou um quarteirão e contornou a esquina.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, eu já havia me encontrado com Helena e Flávia, próximos à escola. Não via a hora de sumirmos dali, da presença de Flávia, para nos curtirmos em paz, mas notei que ela não era a única que nos observava. Naquele instante, Thomas passava diante de nós. Nos entreolhamos. Pode ser impressão minha, mas uma pequena sensação de mal-estar pousou sobre nós naquele instante. Eu fiz menção de cumprimenta-lo, mas antes que pudesse fazê-lo, ele apenas disse:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- E aí?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E foi embora.&lt;br /&gt;Continuou seu caminho, sem olhar para trás. O que quer que estivesse acontecendo ali, não lhe interessava. Só lhe interessava chegar logo em casa, trocar de roupa e correr para a aula de Educação Física. Embora não tivesse o menor interesse na aula, não poderia mais faltar. Já tinha ausências demais. Pouco depois, enquanto rumava para a escola, a noite já caía, e as aulas, que consistia simplesmente em campeonatos de futebol entre as turmas de diversas séries, teriam que correr iluminadas por meia dúzia de postes que irritavam a visão, e deixavam Thomas com a vista cansada. Enquanto estava a caminho, não pôde deixar de pensar no que seu amigo Matheus lhe dissera:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Precisamos conversar... depois.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O que seria? Seja lá o que fosse, devia ser algo importante, ou algo que devesse permanecer em segredo. Parecia óbvio que era algo que Matheus não queria comentar diante de mim, por isso combinara de conversar com Thomas em outra ocasião.&lt;br /&gt;Thomas não tinha muito tempo sobrando. Antes de sair tomou uma ducha rápida, e uma refeição que deveria ser o jantar, mas que consistia num sanduíche recheado de carne e molho. Não era o que chamaríamos de saudável, mas era o mais rápido que ele poderia preparar.&lt;br /&gt;Andou a passos ligeiros, e em pouco tempo estava à caminho da escola, com o uniforme típico que usava para as aulas de educação física: tênis surrado, shorts e camiseta regata.&lt;br /&gt;Chegando à escola, notou uma pequena movimentação no portão lateral, por onde os alunos entravam direto para a quadra onde ocorriam as aulas. Reconheceu um deles, um garoto que estudava em sua turma.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O que é que houve?&lt;br /&gt;- O careca faltou. O pessoal vai se reunir no campo de futebol da praça, aqui perto. Vamos lá?&lt;br /&gt;- Peraí. Ele faltou mesmo? Checaram isso?&lt;br /&gt;- Bom, ele não apareceu até agora. Geralmente ele chega bem cedo. E o pessoal não está a fim de esperar pra ver se ele vai mesmo aparecer.&lt;br /&gt;- Bom, eu vou entrar, só pra ter certeza mesmo.&lt;br /&gt;- Tenta a sorte!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Thomas adentrou na quadra, e viu vários alunos que também haviam chegado há pouco. Talvez ainda estivessem aguardando a chegada do professor. Era o 'professor Careca', para os alunos.&lt;br /&gt;Não ficou mais que cinco minutos, e saiu. A aula está definitivamente perdida. Então se lembrou de Matheus. Poderia aproveitar a folga para falar com o amigo sobre o 'assunto misterioso'.&lt;br /&gt;No entanto, Thomas não precisou ir longe. Matheus estava na esquina da escola, aguardando. Aproximou-se de Thomas, e falou numa voz um tanto rouca:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Venha comigo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109258527089269060?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109258527089269060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109258527089269060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/o-garoto-que-voltou-captulo-5-o.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109250663778059251</id><published>2004-08-14T14:53:00.000-03:00</published><updated>2004-08-15T09:57:17.393-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A vida e a não vida de Yrus Nagoya&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Capitulo 2&lt;br /&gt;Adeus vida!!! Olá eternidade!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Logo na manhã dia seguinte, a que Yrus havia ganhado uma pequena fortuna, alguém bate em sua porta e insistentemente o acorda. Yrus muito contrariado vai até a porta e a abre, e dá de cara com o Sr Edebe, o dono da estalagem, que é um homem muito forte e grande, tem cabelos e barbas bem longos, seus dentes são bem amarelados e seu cheiro é pútrido. Yrus se espanta ao ver tal homem ali pois já tinha lhe pago tudo no dia anterior de modo que lhe pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          O queres comigo Sr Edebe? Já não lhe paguei o que te devia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Ora, ora, ora meu caro trambiqueiro, seu moleque safado, como tens a ousadia de dizer que me pagou?(Sr Edebe está muito enfurecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Mas como assim? Eu te dei uma moeda de prata, pelo vinho e pela estalagem do forasteiro, era um preço justo.(Yrus está preocupado com sua integridade física)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Aquela moeda, vc deve ter feito um truque mágico ou sei lá o que, pois aquela moeda simplesmente não existe. Seu Desgraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento Yrus vai então até a sua pequena bolsa de moedas e quando a pega a bolsa esta vazia, Yrus não entende como, mais suas Moedas de ouro, ganhas no dia anterior, haviam sumido. Tendo então que se explicar com o dono da estalagem Yrus acaba por convencer o homem que eles haviam sido roubados, e parte para mais um dia de “trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os outros dias, Yrus consegue o que comer e beber nos portões da cidade, mais ainda está inculcado com o sumiço das suas moedas, até a Dama da Noite veio reclamar que o pagamento dela havia sumido também, no entanto ela não falou muito pois disse que a muito tempo ela não tinha tanto prazer em estar com um homem e que aquela noite tinha sido inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom a noite cai na cidade e quase todos vão se divertir em casas e prostituição, e nos altares a seus deuses onde a orgia é obrigatória todos os dias. Mas Yrus ainda permanece nos portões da cidade, demora ainda um pouco e quando Yrus pensa em ir para casa ele ouve o barulho de um cavalo chegando na cidade, quando ele volta sua face para os portões vê um cavalo de cor cinzenta, com um grande porte e uma bela cela Seu dono está vestido com o melhor linho da redondeza e nas bordas de sua roupagem exterior existe um fio de ouro que se arrasta por toda a extremidade. Logo o homem olha para Yrus e lhe diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          olá meu filho!!! Como tem passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          E.. e.. e.. e.. e.. eu senhor tenho estado muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Que bom... Yrus, este é o seu nome, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Sim senhor, mais como sabes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Isso não importa me leve até a sua casa, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Mas minha casa é humilde senhor e ...(neste momento, Yrus se sente muito compelido a levar o homem até a sua casa) sim senhor, venha é por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando o homem identifica-se apenas como Malkavian, e diz que vem de um lugar bem próximo dali. Chegando mais perto de Yrus ele pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -          Meu amigo o que sabes sobre a existência de seres estranhos caminharem por estas redondezas? E por favor não minta pois saberei que estás mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Bom sei muito pouco, mas ontem veio até a cidade um homem estranho que me pagou muito bem por serviços a ele prestados, no entanto quando ele se foi o dinheiro também sumiu. Acho que ele usou alguma magia para me enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          E sobre os amaldiçoados eles aparecem por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Falas dos filhos de Caim? Os que tem vida eterna e chupam sangue para sobreviver? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, o senhor acredita neles? Acho que é uma tremenda mentira, aliás se eu tivesse os poderes que eles tem, hummmmm seria muito glorioso!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Sim falo deles mesmo, soube que foram varridos do planeta por ocasião do dilúvio, mas acho alguns voltaram a vida. Mas me diga Sr Yrus, se você tivesse esta oportunidade de viver com poderes para sempre gostaria mesmo, acharia mesmo glorioso, me diga sem brincadeiras e risadas exijo mais respeito da sua parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Claro que sim!!!Neste momento Malkavian levanta-se e quando Yrus olha para ele vê uma face que o deixa transtornado, vê a face da besta que avança para cima dele e que finalmente o abraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento Yrus sente a sensação mais gostosa de sua vida é muito melhor que um orgasmo, e vê tudo a sua frente como que desaparecendo, Malkavian deixa Yrus entre a Vida e a morte suga quase todo o sangue de Yrus e então diz que se ele quisesse sobreviver teria que beber do sangue que Malkavian lhe desse, Yrus se vê obrigado a aceitar e como que num último esforço consegue beber algumas gotas que malkavian derruba de seu próprio pulso em sua boca, logo após isso Yrus adormece profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que Yrus, acordaria com muita fome e num estado que precisaria de muito sangue Malkavian, sai em busca de Sangue, enquanto passa pela cidade ele observa atentamente os costumes do povo, quando passa pela praça central vê um dos templos da Deusa do Amor da cidade “BACALÁ”, e vê que o nível da cidade compara-se com Babilônia, existiam diversas pessoas pelo menos uma dez mantendo relações umas com as outras e inclusive contando com a presença de Crianças, que inclusive participavam de tal indulto. De repente malkavian vira-se para trás e pergunta a alguns homens que o seguem :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          O que querem idiotas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          RARARA!!! Queremos você, ora nenhum estrangeiro vem a nossa cidade e sai assim sem aproveitar os nossos costumes.( diz o mais forte dos 5 homens ali presentes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Mais você é um idiota mesmo, o que pensas que pode fazer comigo, você nem sabe quem é... Qual o seu nome mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Meu nome? Hummmmm esqueci... Os outros quatro homens ficam meio que apavorados e tentam sair para buscar reforço, mais Malkavian pede :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Por favor!!! Amigos se não for incomodo, dirijam-se até a casa do Sr Yrus Nagoya, ele os aguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Sim senhor(Dizemos quatro)Após uma longa risada Malkavian some no meio da multidão, e dirigi-se até a casa de seu pupilo, chegando lá pede que aqueles quatro homens esperem em um cômodo diferente do que Yrus está. Após algum tempo Yrus acorda, e quando abre os olhos, vê as coisas meio que distorcidas, sua realidade havia mudado e agora ele via as coisas como realmente eram, uma fome invade seus pensamentos, uma fome muito profunda, neste momento Malkavian, coloca o primeiro homem no quarto de Yrus e observa, o ataque insano, que Yrus faz contra o homem e a morte toma conta do recinto.No entanto, Yrus agora consegue se acalmar mais a fome ainda é ferrenha.Logo Malkavian entra no quarto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          O que é isto Yrus? Vou lhe ensinar a primeira regra de sua nova Vida, nunca mate nossa fonte de alimentação, é crime...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Malkavian o que eu me tornei? Um cruel assassino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Não você apenas é um dos amaldiçoados, mas agora vamos aprender a controlar sua fome, lembre-se sugue o sangue mais não mate... Lembre-se que estarás dando um prazer imenso aquele que você está mordendo, e acredite alguns humanos são viciados nisso, portanto é você quem deve parar.Malkavian traz o segundo homem para dentro do recinto, o terceiro e o quarto ele mesmo se alimentou e os libertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Agora Yrus, alimente-se!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Eu Vou mata-lo também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -          Não , não agora saberás quando parar...e embora tenha que lutar para parar, conseguirá. Yrus então alimenta-se até o homem desmaiar, e depois de um grande esforço consegue parar e não matar o pobre coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Alexandre Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109250663778059251?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109250663778059251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109250663778059251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/vida-e-no-vida-de-yrus-nagoya-capitulo.html' title=''/><author><name>Hugo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079695919571795400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109224920928744967</id><published>2004-08-11T15:32:00.000-03:00</published><updated>2004-08-11T15:33:29.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XV – Que Deus o tenha&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, o mandato de Rita começou, a amizade entre Geraldo e seu filho cresceu, Silvana continuou inconformada com a separação e, como podem perceber, as coisas não mudaram muito.&lt;br /&gt;Apesar de não assumirem em público, Geraldo e Rita estavam namorando – para o desgosto tanto de Silvana como de seu José Maria. O casal de pombinhos vivia os melhores momentos de suas vidas e a felicidade poderia ser notada de longe. Por estarem apaixonados, os dois trabalhavam melhor – ela na Câmara e ele na lanchonete – e cada vez mais faziam sucesso. A lanchonete Silva já negociava para abrir filiais em dois estados e Rita, apesar de estar a menos de um ano na Câmara Municipal de São Paulo, já era forte candidata ao cargo de deputada federal.&lt;br /&gt;Tudo era muito maravilhoso, até o que parecia impossível estava acontecendo: Mauro, talvez por agora conhecer a verdadeira história do pai, não implicava mais com Rita e os dois começavam até a construir uma relação de amizade – fato que, obviamente, desagradava Silvana.&lt;br /&gt;O maior empecilho para a felicidade total do casal era mesmo, sem dúvida, a postura dura de seu José Maria em relação a Geraldo. O velho não aceitava que sua filha namorasse com “aquele desgraçado” – como ele mesmo dizia – e garantia que no dia que ela assumisse estar namorando seu arqui-rival, ele sairia de casa e sua filha jamais ouviria sequer seu nome. Não é nem possível imaginar o sofrimento que essa história foi para Rita. Ter que escolher entre seu pai e seu namorado era muito complicado. Ela tinha planos para Geraldo e seu pai sabia disso e até chegou a aprovar, mas mesmo assim manteve a decisão de não querer sua filha envolvida com “aquele lá”.&lt;br /&gt;Misteriosamente, na manhã de 16 de novembro, seu José não levantará da cama e Rita, quando foi ver o que havia acontecido, encontrou seu pai ainda deitado, tentou acordá-lo, entretanto de nada adiantou: aquele homem tão sofrido, com um passado tão misterioso, estava morto e ninguém poderia fazer mais nada.&lt;br /&gt;O desespero de Rita foi sem tamanho: ela não sabia se gritava por socorro ou se chorava. Na dúvida fazia os dois. Logo alguns vizinhos foram acudir e Rita, aos poucos se acalmou. Ligou para os amigos mais chegados – incluindo sua filha que estudava no exterior e Geraldo - e contou o ocorrido. Todos estavam pasmos, afinal, apesar de todos os problemas, José Maria gozava da mais perfeita saúde e uma morte assim repentina era inimaginável.&lt;br /&gt;A filha do falecido duvidava tanto de morte natural que chegou a pedir a polícia que investigasse. Coração de filha não se engana e assim como já era imaginado por Rita, o pai havia morrido envenenado e, devido aos problemas pelos quais o morto vinha passando, era fácil deduzir que havia sido suicídio. A polícia, obviamente, abriu inquérito para confirmar se havia mesmo ocorrido suicídio e Rita cada vez mais se arrependia daquele seu ato impensado de pedir a investigação do caso. Preferia deixar seu pai descansando em paz do que revirar os motivos que o levaram a se matar. A principio parecia que a melhor coisa a ser feita era descobrir a causa da morte, contudo logo Rita chegou a conclusão contrária, mas não havia mais nada a ser feito.&lt;br /&gt;O choque pela morte do pai foi imensamente maior do que quando Luís, seu marido, fora atropelado pelo ônibus. Afinal ela amava o pai.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109224920928744967?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109224920928744967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109224920928744967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/rita-captulo-xv-que-deus-o-tenha-o.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109198490115208041</id><published>2004-08-08T14:03:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T18:47:31.313-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 4 – "&lt;em&gt;Tenta A Sorte!&lt;/em&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois daquela fatídica noite, consegui finalmente falar com Helena, no intervalo entre as aulas. Ela ainda estava assustada com tudo aquilo, o pai e o irmão passaram a vigiar os passos dela, para que ela não matasse aulas. Até mesmo Flávia afastou-se dela, a covarde temia ser incriminada por qualquer coisa. Eu estava mais interessado era em saber o que havia acontecido depois que eu a deixei naquele campo.&lt;br /&gt;Estávamos namorando em um parque distante da escola, recostados em uma árvore, enquanto um grupo de garotos jogava futebol, depois de terem sua aula de educação física cancelada. Helena esticou o braço para cima, e eu já me preparava para recrimina-la por consultar tantas vezes o relógio. Mas foi então que vi que ela estava é tapando os olhos diante da visão ofuscante de dois faróis que se acenderam a poucos metros. Helena arregalou os olhos, e senti os pêlos de seu braço se arrepiarem: mais do que a luminosidade, foi o barulho do motor do veículo que ela reconheceu de imediato. Era o carro de seu pai, e a freada brusca, inimitável, o denunciava que ele estava ali, diante de nós.&lt;br /&gt;Dei um último beijo apressado nela, e corri em disparada. Ela ficou prostrada, diante da árvore. "Seu" Sérgio, seu pai, saiu do carro, batendo a porta com raiva. Caminhou até ficar a um palmo de distância dela. Ela poderia jurar que iria apanhar, ali mesmo, diante dos garotos atônitos, que interromperam o jogo para observar o que viria a seguir. Seu Sérgio não era de muito papo, e apenas disse, sem alterar a voz, mas firme e seco:&lt;br /&gt;- Entra! Agora!&lt;br /&gt;Durante o caminho de volta, seu Sérgio contara a ela que algum garoto havia ligado para ele, avisando que sua filha estaria namorando escondido. Até o meu nome havia sido citado. Mas o local não. Seu Sérgio pegou o carro, e começou a procurar pelo bairro. Além disso, havia convocado o outro filho, Evandro, para ajudar na busca.&lt;br /&gt;Evandro era um cara de poucas palavras, assim como o pai. Na época, era metido a bad boy, usava uma pulseira que imitava um soco inglês, e usava óculos escuros, mesmo à noite.&lt;br /&gt;Enquanto o pai procurava a filha pelos bairros, Evandro decidiu iniciar sua busca na própria escola. Chegando lá, lembrou-se que naquele horário, poderia pedir ajuda ao amigo Thomas para procurar sua irmã. Mal chegou ao portão da escola, encontrou um grupo de moleques, a maioria com uniforme de educação física, saindo da escola, em disparada. Deteve um deles pelo colarinho:&lt;br /&gt;- Ei, me solta!&lt;br /&gt;- Você viu o Thomas por ai? Thomas Martins?&lt;br /&gt;- E eu é que sei dele? Entra lá na escola. Tenta a sorte!&lt;br /&gt;- Não posso perder tempo, moleque. Você o viu ou não?&lt;br /&gt;- Não, não vi. Acho que ele advinhou que o professor careca ia faltar hoje, porque ele nem apareceu por aqui. Eu, pelo menos, não o vi.&lt;br /&gt;Enquanto Helena ia me contando tudo isso, um quebra-cabeças começou a se formar em minha mente. Eu me lembrava perfeitamente quando Thomas disse a Matheus que precisava ir à aula, porque não poderia ter muitas faltas. E me lembrava perfeitamente da visão de Thomas, tarde da noite, com o uniforme da aula, chegando à sua casa, visivelmente cansado.&lt;br /&gt;- Era tarde da noite. Tarde para o fim da aula, e tarde pro jogo no campo de praça.&lt;br /&gt;- O que é que você está falando aí, Julius?&lt;br /&gt;- Nada, só estou pensando alto.&lt;br /&gt;A verdade sobre aquilo, no entanto, eu só soube meses mais tarde, por intermédio do próprio Thomas. Matheus estava presente também, e mal eu sabia que 'o buraco era mais embaixo'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109198490115208041?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109198490115208041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109198490115208041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/o-garoto-que-voltou-captulo-4-tenta.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109196324771838879</id><published>2004-08-08T07:58:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T18:46:31.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A vida e a não vida de Yrus Nagoya&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Capítulo I - A Vida antes do abraço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Começaremos este conto explicando quem é Yrus Nagoya, este é hoje um vampiro muito conhecido em seu mundo, pertencente ao clã Malkaviano. Conheceremos sua vida antes de ser abraçado e chegaremos até o dia de hoje. Portanto espero que todos gostem e aproveitem ao máximo esta mini série sobre a vida de um dos mais antigos vampiros existentes no planeta terra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Yrus, é um homem de idade média, boa estatura, excelente porte físico, cabelos longos castanhos e sem barba alguma, além disso possui uma tatuagem bem marcante em seu braço direito, com a imagem do Deus Rãtin, o Deus da Boa vida.Ele leva uma vida tranqüila no povoado de babel-éter, este fica situado entre a grande cidade de Babilônia e a antiga cidade de Jerusalém, que agora encontra-se completamente destruída, é uma cidade tranqüila pois não guerreiam com praticamente ninguém, até por que ela pertence ao distrito jurisdicional de Babilônia e ninguém se atreveria a atacar este povoado. Yrus é um pobre coitado que vive se esgueirando pelas ruelas do povoado, vivendo da boa vontade dos outros, e constantemente sendo alvo do escárnio do povo, devido a sua aparentemente prepotência, mesmo com sua condição precária de vida. Yrus fala muito em praça pública e fomenta os atos imorais do povoado.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um belo dia Yrus acorda e vai até a praça para ver como estão as coisas e tentar arranjar um pouco de comida, tendo em vista que ele não tinha comido nada antes de dormir ele estava com uma tremenda fome e disposto a trabalhar para poder se alimentar.Lá chegando por volta da terceira hora do dia ele vê que as prostitutas tiveram uma noite de grande fracasso, pois elas ainda estão nas ruas a procura de clientes. Então Yrus  chega a uma delas e pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; -  que houve dama da noite? Já é dia e estás aqui ainda a procura de um cliente. Deves estar velha para isso e todos na cidade já conhecem tuas entranhas por isso não consegue mais arrumar serviço quando não há forasteiros na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHA&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vê se não enche Yrus, você deve estar é morrendo de fome e veio aqui me pertubar, seu cretino. Se quer os meus serviços me pague 1 moeda de prata e os terá, se não saia daqui e me deixe em paz.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; - um, vejo que estás ansiosa, mais não tenho dinheiro e muito menos interesse em uma mulher tão baixa como você. No entanto, eu te faço uma simples proposta, se eu te arrumar um cliente por 2 moedas de prata dividimos o prêmio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-          Está bem. (Disse o prostituta desconfiada.)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então Yrus sai a caça para poder arrumar o tal cliente para a Dama da noite, como de praxe ele dirige-se até a Principal  porta de entrada do povoado, ele sabe que é por ali que estrangeiros entram quase todos os dias e que nenhum habitante da cidade aceitaria se deitar com aquela prostituta velha que já havia passado por quase todos os homens e mulheres da cidade.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia vai passando e até agora Yrus não consegue arrumar o tal cliente, embora já tivesse ganho comida e água, de alguns homens ricos que por ali passaram, suficientes para o seu sustento diário. Todavia, Yrus queria mais, ele queria aquela moeda de prata prometida pela Dama da Noite, então resolve ficar ali até arrumar um cliente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom lá pela parte da tarde aparece um homem montado em um camelo, de aparência sórdida com diversas manchas na pele de onde pode-se ver feridas diversas, e um olhar mais atento mostra inclusive alguns vermes nestas feridas, no entanto Yrus olha atentamente para um saquinho que parece estar bem cheio de moedas, Yrus então aproxima-se do homem: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Olá viajante como vai? Queres hospedagem por uma noite e uma bela prostituta para te regozijar?(Yrus quase tosse devido o forte odor de urina que invade os portões quando o homem entra.) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Olá estranho...realmente preciso de hospedagem e quanto a prostituta...bom a fama deste povoado é muito boa em relação ao serviço por elas prestado, mas...Bom tudo bem pode me arranjar uma sim... e quanto vai custar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Olha meu amigo- diz Yrus se contraindo todo para não tossir- tendo em vista que nós temos as melhores prostitutas da face da terra o preço também deve ser justo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tudo bem imbecil me diga quanto custa...(o Homem mostra certo desdém as atitudes de Yrus)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;-serão apenas uma moeda de ouro e duas de prata...&lt;br /&gt;O homem sem falar mais nada tira o dobro do que Yrus pede, e este sorrindo a toa o leva até a Dama da Noite. Que também fica muito feliz ao receber sua moeda de prata e não ter que pagar a estalagem e nem mesmo o vinho, pois Yrus pagou tudo. E assim era a vida de Yrus Nagoya, sempre arrumando um jeito de viver as custas dos outros, um grande bom vivant...&lt;br&gt;Hugo Alexandre Gonçalves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109196324771838879?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109196324771838879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109196324771838879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/vida-e-no-vida-de-yrus-nagoyacaptulo-i.html' title=''/><author><name>Hugo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079695919571795400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109165008091960323</id><published>2004-08-04T17:04:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T18:44:46.273-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XIV – Cuidado, filho!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&amp;#8212; Alô, filho? – era Geraldo que havia ligado do quarto de hotel para seu filho.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Pai, acho melhor não conversarmos. Você sabe que estou do lado de mamãe e que se eu for falar com você sobre a separação vamos acabar brigando. – Mauro estava com voz de quem estava chorando.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Não quero falar sobre a sua mãe, nem sobre separação e muito menos sobre a Rita. Passei a manhã inteira pensando em você e precisava te falar algumas coisas.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Pode falar.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Não dá para falar por telefone. É um assunto muito complicado e eu nem sei como você vai reagir.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Em que hotel você está?&lt;br /&gt;&amp;#8212; Naquele que o dono é meu amigo. O Plenitude Hotel.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Sei onde é. Estou indo para ai agora mesmo.&lt;br /&gt;Mauro desligou o telefone celular, estava no escritório de seu amigo – ou mais do que isso – e vereador João Diniz conversando justamente sobre a votação surpreendente daquela que era aliada de um e inimiga de outro. A conversa estava quente, pois segundo Mauro a culpa da eleição de Rita era de Diniz, entretanto o vereador que no final do ano deixaria a Câmara Municipal e começaria a preparar sua campanha para deputado alegava que se ele não tivesse visto o potencial de Rita, outro teria enxergado e o resultado seria o mesmo.&lt;br /&gt;O filho de Geraldo interrompeu a conversa e disse que ia se encontrar com o pai, pois havia ficado muito curioso com o tom de mistério que o “velho” havia dado a conversa.  Pegou o carro e se dirigiu para o hotel. Não tinha a mínima idéia sobre o assunto da conversa, entretanto queria logo acabar com aquele mistério. Chegou no Plenitude Hotel e perguntou pelo número do quarto do pai, recebeu a resposta e dirigiu-se ao quinto andar, ali, no número 502, estava hospedado seu pai. Bateu a porta e esperou que Geraldo fosse abrir. Entrou. Sentou-se. Pediu um copo d’água e finalmente teve coragem de perguntar:&lt;br /&gt;&amp;#8212; Qual é o assunto?&lt;br /&gt;&amp;#8212; Sua opção sexual.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Sabia que eu não devia ter vindo. Se você vai me passar sermão, tentar que eu vire homem eu vou embora agora mesmo.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Não vou passar sermão nenhum. Só quero conversar. Eu sei exatamente como é a sua cabeça. Eu já passei por isso e não quero te reprimir. Só sou como sou porque meu pai não me deixou escolher o que queria.&lt;br /&gt;&amp;#8212; O que você está falando? Vai me dizer que você é gay? Parece até piada. Você não espera que eu caia nessa sua pegadinha, espera?&lt;br /&gt;&amp;#8212; Hoje em dia eu não sou mais gay. Faz muitos anos que eu não tenho relação com nenhum homem. Desde que eu casei com a sua mãe eu só me envolvi com mulheres. Primeiro ela e agora a Rita.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Mas e a sua fama de mulherengo?&lt;br /&gt;&amp;#8212; Eu tive que fazer essa fama só para agradar seu avô. Mas com o tempo eu fui aprendendo a gostar de mulheres. Cada vez menos eu me envolvi com homens, até o dia que resolvi casar com a sua mãe.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Aonde o senhor quer me chegar contando tudo isso?&lt;br /&gt;&amp;#8212; Quero te pedir para que tome cuidado. Como eu já disse, conheço bem a situação, sei os problemas que você pode enfrentar. Com você é mais fácil, afinal você já assumiu sua condição e luta para que ela seja respeitada. Mas também pode ser mais difícil, afinal o preconceito é maior. O que eu quero dizer meu filho, é que o desgaste pode ser muito grande. Por conta de um namorado que eu tive, muita desgraça aconteceu e esse homem paga o preço até hoje. Não quero que você deixe de ser gay, eu sei que isso não é muito possível e mesmo se fosse eu não ia pedir uma coisa dessas, o que eu quero é que você tome cuidado com suas relações. Principalmente se o homem não assumir publicamente que é gay, isso pode trazer desgraça para você e para ele. Eu sei como é.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Nossa, pai. Nunca imaginaria essa sua história. Nem sei como reagir. Mas porque você resolveu me contar essa história agora?&lt;br /&gt;&amp;#8212; Passei o dia pensando em você, em mim e em tudo. Precisava desabafar com alguém e pensei que você fosse o único que me entenderia.&lt;br /&gt;&amp;#8212; Pode ter certeza disso. Sempre que precisar é só chamar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109165008091960323?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109165008091960323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109165008091960323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/rita-captulo-xiv-cuidado-filho-pode.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109156248525940886</id><published>2004-08-03T16:46:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T18:42:57.226-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;strong&gt;Fevereiro/ 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava meus pensamentos se completarem, quase nas pontas dos pés sob uma cadeira de rodinhas, ouvi risadas. Queria achar um livro na estante, cujo autor não me recordava. Sabia que não haveria ninguém em casa que pudesse dar risadas tão marcantes. Não senti medo, senti vontade de chorar. Não sei por quê. Em um súbito momento desequilibrei-me e quase cai, achei o livro! A vontade de chorar não acabava, parecia que aquele momento já me fora vivenciado anteriormente. Tive a impressão que em algum dia no passado, estive sob aquela mesma cadeira de rodinhas, procurando o mesmo livro e ouvindo as mesmas risadas. Gostaria de poder compreender minhas memórias. As risadas poderiam ser apenas algum sinal do meu inconsciente alertando-me do perigo de estar sozinha em casa. Após o ocorrido, verifiquei se realmente estava só. Não haveria razões para ter medo, pois a cada momento me certificava que era apenas meu inconsciente, algum medo reprimido que queria se libertar. Recolhi os livros que estavam sobre a mesa, peguei um papel e comecei a escrever. Descrever meus sentimentos através das palavras era a forma mais fácil que eu encontrava para repelir o que estava sentindo.&lt;br /&gt;Naquele momento, dentro de mim, havia um temor, uma dor inexplicável. Estava com muito medo, tentava fugir de mim mesma. Era meu coração lutando contra minha consciência. Um duelo infinito entre a razão e a emoção. Lembrei-me de quando fazia planos infindos acerca de amizades, namorados e estudos. Tudo era hipocrisia, queria colocar máscaras em minha vida para parecer-me mais atraente aos olhares da sociedade. Se ao menos soubesse como se deve viver. Prever as conseqüências dos meus erros era tarefa que eu evitava. As encobria com desculpas, as quais não somente iam contra os princípios religiosos, como também os sociais. Tornava-me, a cada instante, um ser insensível e incapaz de  recomeçar com prudência.&lt;br /&gt;As risadas que ouvi poderiam ser, futuramente, meus inimigos gozando de mim, quando meus erros forem totalmente expostos. Ou talvez a razão se divertindo quando a emoção for desfalecida com o tempo. Pode ser que até lá mudarei minhas concepções. Pode ser que um anjo venha até mim em forma de homem e quebre meu coração com uma espada de perdão. Pode ser que eu morra. Ninguém pode prever. E é este o meu medo: não saber o que pode acontecer.&lt;br /&gt;As últimas palavras que coloquei no papel foram estas. Com lentidão enxugava as lágrimas que escorriam. Já não escutava mais risadas, não estava capacitada a escutar nada. Voltei a estante de livros, e fiquei por alguns segundos observando o nome do autor que não me recordava. Seria ele um homem feliz? Suas palavras seriam seus reais sentimentos? Hoje ele estava morto. A morte é o fim universal. O fim daqueles que sabem se expressar, e também daqueles que não. O fim dos que sentem medo, e também dos bravos. Dos que sorriem e dos que choram. Para que prever um futuro glorioso? Para que os planos? Para que? Todos já sabemos qual será o fim da história.&lt;br /&gt;Lamentei muito aquele momento de reflexão. Se talvez aquelas risadas fossem ignoradas por mim, não teria eu decidido parar de sonhar. Se eu tivesse caído da cadeira de rodinhas, poderia estar mais entretida na dor física do que na dor espiritual. Se eu não tivesse procurado o livro, cujo autor não me lembrava, quem sabe não estaria tomando outras decisões. É sempre assim, eu nunca sei. Nós, homens, nunca sabemos. Ainda bem que temos escolhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109156248525940886?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109156248525940886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109156248525940886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/fevereiro-2004-enquanto-esperava-meus.html' title=''/><author><name>Flavia Formaggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11425491900083154891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109139440843085676</id><published>2004-08-01T18:03:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T18:48:14.033-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 3 – Os Dois Faróis&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;        Nunca vou me esquecer daquela noite. Já passei por muita coisa nesta vida, mas aquela noite me marcou profundamente. Acho que foi a primeira vez que senti medo de verdade, e olha que aparentemente não havia nenhum risco de vida na situação na qual me meti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A sensação estranha que senti quando Thomas Martins passou diante de mim, de minha namorada Helena e de Flávia Prassetti durou alguns segundos. Poucos minutos depois, era como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;        Flávia rumou direto para a escola, como era o combinado. Sua função é confirmar sua presença na escola, e por tabela, a presença de Helena, para qualquer pessoa que questionasse isso.&lt;br /&gt;        No entanto, não íamos longe em nossos passeios noturnos. Éramos jovens, mas não estúpidos. As ruas de Nova Indaiacicaba já não estavam seguras naquela época, então tínhamos dois ou três lugares que sempre visitávamos e que chamávamos de ‘nosso cantinho’. Naquela noite, especificamente, ficamos numa pequena praça a poucos quilômetros dali. Ao lado do parque havia um campo de futebol onde a molecada jogava incansavelmente, sempre que as aulas de Educação Física terminavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ficamos namorando por cerca de meia hora, encostados numa árvore de folhagens amarelas, até que um grupo de cerca de trinta ou quarenta garotos, entre dez e quinze anos, chegaram ao campo de futebol. De onde estávamos era possível ouvir o alvoroço da petizada, ansiosa em montar os times logo, e cair na pelada. Pude ouvir um menino de doze anos, sem camisa, e suando em bicas, dizer, aos trôpegos: &lt;br /&gt;        - O professor careca pode ter faltado, mas a gente joga futebol de qualquer jeito. Com ou sem ele, na escola ou em qualquer campo.&lt;br /&gt;        “Bom pra vocês”, pensei. Voltei minha atenção para Helena. Na ocasião, nem me atentei para o detalhe de que Thomas, que estava tão apressado para não perder a aula, havia perdido a viagem. Tinha coisas mais importantes para me preocupar no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Passou-se pouco mais de uma hora, e Helena já consultara o relógio pela segunda vez em dez minutos, preocupada com o horário. Mais uma hora e meia, e teria que estar de volta à porta da escola, onde Flávia a aguardaria para voltarem juntas para casa. &lt;br /&gt;        Helena esticou o braço para cima, e eu já me preparava para recrimina-la por consultar tantas vezes o relógio. “Vê se relaxa, menina!” diria a ela. Mas foi então que vi que ela estava é tapando os olhos diante da visão ofuscante de dois faróis que se acenderam a poucos metros. Helena arregalou os olhos, e senti os pêlos de seu braço se arrepiarem: mais do que a luminosidade, foi o barulho do motor do veículo que ela reconheceu de imediato. Era o carro de seu pai, e a freada brusca, inimitável, o denunciava que ele estava ali, diante de nós.&lt;br /&gt;        Ela não disse mais nada. Nem era preciso. Dei um último beijo apressado nela, e corri em disparada. Nem olhei para trás. Na verdade, passadas duas quadras, enfim olhei para trás, mas não vi nem o carro nem ninguém correndo atrás de mim. Ainda assim, não desacelerei o passo. Corri o mais que pude, e só parei quando me vi diante da ponte que separava o bairro onde morávamos do centro da cidade. E fiquei ali, até aquela hora e meia passar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Voltei para minha casa, quando já era tarde o suficiente para todos os alunos terem saído da aula noturna. Andava a passos lentos, mas estava atento a qualquer movimento. Nosso bairro não era necessariamente violento, mas todo cuidado era pouco. Mas o meu maior temor era encontrar Sérgio, o pai de Helena, ou Evandro, seu irmão.&lt;br /&gt;        No caminho de volta, passei em frente à casa de Thomas, e me surpreendi ao vê-lo diante de sua casa. Parecia ter acabado de chegar. Estava diante do portão, abrindo o cadeado. Consultou o relógio. Estava usando o típico uniforme da aula de Educação Física: tênis surrado, shorts e camiseta regata. Tinha o ar cansado, mas naquele momento me lembrei que ele não poderia ter estado na aula, já que o professor havia faltado. Também não esteve no campo, senão eu o teria visto. Passei diante de sua casa e acenei com um sinal de ‘jóia’. Acho que só naquele instante ele notou minha presença, pois ficou com o olhar espantado, mas retribuiu o cumprimento:&lt;br /&gt;        - E aí?&lt;br /&gt;        E entrou para sua casa. &lt;br /&gt;        Eu voltei para minha casa. Não tive notícias de Helena naquela noite, nem no dia seguinte. Só depois de três dias é que pude vê-la, na escola, e ela me contou o que acontecera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109139440843085676?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109139440843085676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109139440843085676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/08/o-garoto-que-voltou-captulo-3-os-dois.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109129443197855743</id><published>2004-07-31T14:19:00.000-03:00</published><updated>2004-07-31T14:20:31.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A lotada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, fim de semana lindo, tipicamente carioca, sol a pino e as pessoas bronzeadas indo e voltando das belas praias, no subúrbio elas costumam voltar da praia do “oi”, que é onde todos se conhecem e basta andar meio metro quadrado para alguém falar “oi”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entremos em um dos meios de transporte da cidade maravilhosa, o “excelente” transporte alternativo ou as famosas kombis de lotada, nem é necessário esperar por muitos minutos elas estão sempre disponíveis e logo aparece o nosso amigo. O motorista uma das figuras mais folclóricas desse transporte, homem de meia idade, branco, parecia ser alto, olhos esbugalhados e cabelos desgrenhados que logo sorri e fala em bom tom com ar de mui educado: - “Bom dia senhor, seja bem vindo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As poltronas estão dispostas de modo a deixar os  passageiros uns de frente para outro, e no teto encontramos alguns adesivos luminosos “desenhando” o universo, acho que uma galáxia bem distante pois existiam uns três planetas com anéis e muitas e muitas luas umas maiores que as outras, nos lados uma placa com os seguintes disseres: “crianças maiores de 6 anos, mesmo no colo pagam passagem” e outra que dizia: R$ 1,50 indicando o preço da passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sentados encontram-se uma senhora aparentando 70 anos, magérrima e bem curvada, que provavelmente pagará a passagem mesmo tendo direito a gratuidade, e que não para de tossir e um senhor de terno e gravata e uma pasta com uma revista “A sentinela” na mão, este com certeza era uma Testemunha de Jeová que deveria estar dirigindo-se ao Salão do Reino das Testemunhas da localidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o motorista sintoniza uma rádio e aumenta o volume, nossos ouvidos são “presenteados” com um belo FUNK, onde a letra exalta o sexo em uma forma incrivelmente chula e não como a maior expressão de amor entre duas pessoas de sexo oposto, ele ri freneticamente e faz questão de cantar o refrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos pelo caminho e um casal com um bebê entra, o neném está tão embrulhado em uma manta verde água que sequer sabemos o seu sexo, mas o rostinho angelical chama a atenção, e o rosto dos pais estão tão radiantes que estampam a grande felicidade que uma criança traz o um jovem casal. Logo adiante entram na lotada um casal adolescente um rapazote que aparenta ter não mais que 16 anos e uma menina que ainda deveria brincar de bonecas com não mais que 13 anos. Os dois sentam e começa um longo beijo com direito a mão por baixo da saia e tudo. Parece que o FUNK está coordenando os movimentos dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso lá na frente estão o motorista e mais duas pessoas que conversam sem parar, o lotada está praticamente lotada, apenas uma vaga e então eis que a porta automática abre-se e surgi uma senhora com uns 200 quilos, todos pesam: porque o motorista abriu a porta? Será que ele não vê que ela não cabe aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simpático folclórico apenas se vira e fala: - Gente tem com dar uma apertadinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se comprimem ao máximo e a senhora dos 200 quilo entra, realmente ela não caberia ali, mas perante o esforço incomum de todos os sentados ela dá uma reboladinha aqui se ajeita ali e segue o nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é hora de descermos: - Por favor, pare após o segundo poste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos para alivio de todos os presentes e seguimos caminho ao nosso “lar doce lar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Alexandre Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109129443197855743?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109129443197855743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109129443197855743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/lotada-domingo-fim-de-semana-lindo.html' title=''/><author><name>Hugo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079695919571795400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109122881624686500</id><published>2004-07-30T20:05:00.000-03:00</published><updated>2004-07-30T20:06:56.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;h3&gt;Eles existem!/Obediência&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;         A partir de agora acredito em todas aquelas coisas que ninguém acredita. Começarei a escrever crônicas defendendo a existência de E.T.s, fantasmas e todas as coisas que até ontem a tarde eu não acreditava. Ontem a tarde estava conversando com uma amiga de minha irmã quando ela nos deu uma notícia que me deixou boquiaberto: ELA HAVIA RESPONDIDO A UMA PESQUISA DO IBOPE.&lt;br /&gt;         Para mim, os entrevistados do Ibope figuravam no mesmo lugar que os E.T.s, os duendes, os fantasmas, os gnomos e todos os outros seres fantásticos e imaginários. Até aquele momento eu nunca tinha ouvido a seguinte frase: “Eu respondi uma pesquisa do Ibope.”, e como eu sou igual a São Tomé, não acreditei na possibilidade de os entrevistados realmente existirem.&lt;br /&gt;         Pior do que a loucura de não acreditar na existência dos entrevistados, é o fato de eu ter certeza que essas pesquisas realmente funcionam e que os resultados nelas apresentados correspondem a uma realidade – momentânea, mas realidade.&lt;br /&gt;         O mais engraçado de tudo é que no mesmo dia que essa amiga da minha irmã afirmou ter sido entrevistada, eu recebi um e-mail enumerando coisas que nunca foram vistas (algumas eles mostravam, sendo a primeira vez que vi todas) e uma delas era o tal do entrevistado pelo Ibope. Eu descobri que não era só eu que não acreditava na existência desses seres fantásticos.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;         Hoje resolvi escrever duas crônicas em uma (por isso os dois títulos), pois não poderia deixar de comentar a existência dos entrevistados do Ibope, entretanto não tinha cabimento eu deixar passar um episódio que foi vergonhoso para toda a cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;         Ontem, cabos eleitorais do Partido dos Trabalhadores tomaram uma atitude antidemocrática ao tentar impedir que o candidato tucano a prefeitura de São Paulo José Serra fizesse campanha na Vila Maria. Além de agressões verbais, os petistas também utilizaram a violência física, provocando a reação dos militantes tucanos.&lt;br /&gt;         É claro que no episódio ninguém é totalmente vítima e nem totalmente mocinho, entretanto chega a ser cômico ver a prefeita Marta e os seus colegas de partido dizendo que a confusão foi provocada pelos tucanos. Todos os jornalistas que presenciaram a cena, disseram em suas reportagens que o tumulto foi iniciado pelos militantes do partido do governo.&lt;br /&gt;         Contudo o episódio não deveria causar espanto, afinal ele só mostra a disciplina interna do PT, que em 2001 viu seu então presidente José Dirceu dizer a seguinte frase: “Vamos bater neles [nos tucanos] nas ruas e nas urnas.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109122881624686500?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109122881624686500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109122881624686500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/eles-existemobedincia-partir-de-agora.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109104419169821181</id><published>2004-07-28T16:47:00.000-03:00</published><updated>2004-07-28T16:49:51.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XIII – Lembranças&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Já devia ser mais ou menos cinco horas da manhã, Rita havia acabado de conseguir dormir quando a campainha começou a tocar insistentemente. Era Geraldo que procurava a amiga e amada para afogar as mágoas. Rita não acordou, entretanto seu pai, irritado como sempre, levantou da cama e foi ver quem era o chato que tocava a campainha aquela hora da matina. Ao abrir a porta ficou surpreso em ver “aquele ser desprezível” – como costumava se referir a Geraldo – com os olhos cheios d’água, perguntando por sua filha.&lt;br /&gt;-- Seu José, a Rita está ai?&lt;br /&gt;-- Ela está dormindo. Você tem noção de que horas ela chegou em casa ontem?&lt;br /&gt;-- Lógico que tenho. Não se esqueça que também trabalhei na campanha de sua filha e que comemorei tanto quanto ela.&lt;br /&gt;-- Então devia imaginar que ela está dormindo agora.&lt;br /&gt;-- E eu que nem dormi?&lt;br /&gt;-- O problema é seu.&lt;br /&gt;-- Tudo bem, mas eu preciso falar com Rita.&lt;br /&gt;-- Sinto muito, mas eu não vou deixar você entrar na minha casa. – seu José Maria deu uma ênfase maior na palavra minha&lt;br /&gt;-- Certo. Vou ficar aqui na porta até que sua filha possa me atender.&lt;br /&gt;Seu José fechou a porta sem nem se despedir, sentou no sofá e começou a chorar. Sempre que se encontrava com Geraldo as piores lembranças vinham a tona. Desde o dia em que conheceu Geraldo, há muitos anos passados, até o dia de hoje a vida de José Maria não era mais a mesma. Tudo que havia acontecido de ruim na vida do velho e acabado homem, direta ou indiretamente, tinha a ver com o ex-patrão de sua filha. Enquanto lembrava – mesmo sem querer lembrar – o dia do suicídio de sua esposa, chorava compulsivamente. O que seria de sua vida se não tivesse conhecido Geraldo? Muito provavelmente sua esposa estaria viva e, se não tivesse, a morte não teria sido tão trágica. A cada dia José se culpava pela fraqueza: “Eu devia ter resistido!”, “Minha mulher não merecia que eu fizesse aquilo com ela.” e outras frases do mesmo gênero povoavam a mente do velho toda vez que se lembrava da esposa.&lt;br /&gt;Rita acordou, viu o pai naquela situação – o desespero do homenzinho era tão grande que ele sequer reparou que a filha havia entrado na sala – e não conseguiu imaginar o motivo. Sentou-se do lado do homem que mais amava no mundo – muito mais do que seu falecido marido ou que seu atual amante – e perguntou o que havia acontecido. A resposta foi seca:&lt;br /&gt;-- Você tem visitas. Veja quem é e descubra o porque do meu estado.&lt;br /&gt;Rita abriu a porta e lá estava o “amado”. Perguntou o que ele queria – enquanto isso seu pai entrou para o quarto, ainda chorando – e ele contou que havia discutido com a mulher – logicamente inventou outro motivo para a briga – e que como resultado de tudo havia tomado uma decisão: sair de casa. Rita mostrou-se feliz e preocupada ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;-- Já tem lugar para morar?&lt;br /&gt;-- Isso que eu queria ver com você.&lt;br /&gt;-- Conheço um hotel ótimo. É o máximo que posso fazer por você.&lt;br /&gt;-- Não era bem isso que eu queria. Eu queria morar com você.&lt;br /&gt;-- Eu sei, mas você esqueceu que eu moro com meu pai que te odeia e com a minha filha que é muito apegada a imagem do pai. Graças a Deus vou mandar a menina estudar no exterior, não agüentava mais vê-la chorando pelos cantos lembrando do pai.&lt;br /&gt;-- Aproveita que vai despachar a menina e despacha o velho também.&lt;br /&gt;-- Eu não posso. Ele é meu pai, eu o amo.&lt;br /&gt;-- Tudo bem, eu vou para um hotel.&lt;br /&gt;Geraldo se despediu da namorada – se bem que oficialmente eles eram apenas bons amigos – e foi para o hotel cujo dono era um velho amigo seu. Custou para pegar no sono, porque algumas das lembranças que dominaram a mente do pai de Rita, também surgiam como praga na cabeça de Geraldo. Contudo Geraldo não dava tanta importância para o suicídio de Maria José, afinal não conhecerá muito bem a mãe de sua ex-empregada, entretanto Geraldo temia por seu filho, não podia suportar a idéia de ver seu filho tendo um futuro infeliz igual ao seu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109104419169821181?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109104419169821181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109104419169821181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/rita-captulo-xiii-lembranas-j-devia.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109076536603407923</id><published>2004-07-25T11:17:00.000-03:00</published><updated>2004-07-25T11:23:13.473-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 2 – Testemunha Ocular&lt;/h3&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Toda vez que rememoro aquele dia, parece que um detalhe novo vem à tona, ou talvez eu esteja imaginando coisas. As coisas aconteceram do jeito que me lembro, e  nada mudará isso. Mais tarde – bem mais tarde, aliás – conheci uma outra visão da história, e acho que é isso que me faz imaginar detalhes e diálogos que não ocorreram.&lt;br /&gt;	Todos nós, naquela época, cursávamos o ginásio numa escola pública, no horário noturno. Eu e Thomas estávamos no terceiro ano do curso ginasial, mas em classes diferentes. Helena estudava na mesma escola, só que no segundo ano do ginásio, a sexta série.&lt;br /&gt;	Era aproximadamente seis e quinze da tarde, o céu estava avermelhado, indicando o fim de mais um dia e o ínício da noite. Naquela época, sentia saudades do horário de verão, íamos a aula com o sol ainda à pino, parecia que tínhamos mais energia para encarar as aulas maçantes que nos aguardavam. &lt;br /&gt;	Eu estava com meu típico uniforme de rapaz relaxado: bermuda de skatista, camisão com a inscrição "&lt;em&gt;Bad Bads&lt;/em&gt;" em preto, tênis verde limão (visível a quilômetros de distância), boné vermelho virado para trás. Para meu desgosto, na época eu ainda usava aparelho nos dentes. Aquilo estragava meu visual, mas Helena parecia não se importar com isso.&lt;br /&gt;	Estava nas proximidades da casa de Helena, de onde ela deveria sair em poucos minutos, para teoricamente ir à aula. Detive-me por um instante na quadra anterior, onde vi Thomas conversando com outro amigo nosso, Matheus Guerra. Eu já conhecia Matheus, mas não Thomas. Aproximei-me dos dois, que conversavam animadamente.&lt;br /&gt;	Não me recordo exatamente das palavras, mas o diálogo deve ter sido mais ou menos o seguinte:&lt;br /&gt;-	E aí, Matheus? – disse eu.&lt;br /&gt;-	Fala, Julius. Esse aqui é o Tom, amigão meu.&lt;br /&gt;Trocamos um aperto e mais um "E aí?", mas naquele dia foi só isso.&lt;br /&gt;-	Não vai à aula hoje, Julius?&lt;br /&gt;-	Hoje não, cara. Hoje é dia de namorar – sorri, enigmático. Mas é claro que não havia enigma nenhum. Matheus, como todos os outros, sabia dos meus encontros com Helena, e até já me ajudara, dando cobertura.&lt;br /&gt;-	Daqui eu pouco eu também vou, Matheus – disse Tom, aparentemente ignorando meu comentário. – Tenho aula de Educação Física, e ainda que odeie a aula, não posso ter muitas faltas.&lt;br /&gt;Desta vez foi a vez de Matheus ser enigmático:&lt;br /&gt;-	Tudo bem, mas precisamos conversar... – deteve-se por um instante, e completou: - ...depois.&lt;br /&gt;Ficamos ainda alguns minutos conversando, até que vislumbrei Helena saindo de sua casa, sob a supervisão de seu enérgico pai, &lt;strong&gt;Sérgio&lt;/strong&gt;, e de seu irmão, &lt;strong&gt;Evandro&lt;/strong&gt;. Evandro é um capítulo à parte, falarei mais dele depois. Despedi-me dos dois, e corri em disparada, até alcançar um pequeno parque que ficava a meio caminho da casa de Helena e da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após me despedir de meus amigos, corri para o parque sem olhar para trás. Se o tivesse feito, veria que Thomas, embora tenha dito que "já estava indo embora", ainda ficou vários minutos conversando com Matheus.&lt;br /&gt;A uma quadra dali, alheia à tudo aquilo, &lt;strong&gt;Flávia Prassette&lt;/strong&gt;, vizinha e amiga de longa data de Helena, a aguardava para juntas irem à escola. Helena alcançou-a, cumprimentaram-se e acenaram para Sérgio e Evandro, que só entraram de volta quando as duas já contornavam a esquina. Antes de fazerem isso, no entanto, as duas notaram a presença de Matheus e Thomas na quadra seguinte, mas ignoraram. Os dois ainda pareciam compenetrados em sua conversa.&lt;br /&gt;Matheus parecia nervoso, mas Thomas insistiu que precisava ir embora, e seja lá o que Matheus queria lhe contar, teria que ser em outra ocasião. Thomas andou um quarteirão e contornou a esquina. Helena e Flávia estavam a uns dez, quinze metros de distância. Pouco mais de uma quadra, era a distância que o separavam. E, embora Thomas estivesse andando sozinho, e Helena estivesse andando e conversando com Flávia, os três andavam na mesma velocidade. Eu sempre suspeitei que quando andamos sozinhos, geralmente andamos mais rápido do que se estivéssemos acompanhados. Thomas andava devagar, devia estar pensando na vida.&lt;br /&gt;Logo que cheguei à praça, onde em geral os jovens se encontravam para paquerar e se encontrar, recostei-me em uma árvore, para recobrar o fôlego. Não precisei esperar muito, e logo vi Helena e Flávia se aproximando. Olhei para o horizonte, na expectativa de talvez visualizar o pai de Helena, ou quem sabe Evandro, espionando a irmã. Mas não vi nada disso. Mas notei uma figura andando poucos metros atrás dela. Não reconheci a princípio, devia ser mais um aluno indo para a aula.&lt;br /&gt;Foi Flávia quem me viu primeiro. Voltou-se para Helena: "&lt;em&gt;Olha lá o Julius&lt;/em&gt;" (deve ter dito) e apontou para mim, a idiota. Helena esboçou seu belo sorriso, e veio de encontro a mim. Nos abraçamos e nos beijamos, sob os olhares cúmplices (e com certeza, invejosos) de Flávia. Ela seria a encarregada de nos dar cobertura naquele dia. Para todos os efeitos, Helena estava na aula, e Flávia confirmaria isso. &lt;br /&gt;Descolei meus lábios da boca de Helena, e não via a hora de sumirmos dali, da presença de Flávia, para nos curtirmos em paz, mas notei que ela não era a única que nos observava. Naquele instante, Thomas passava diante de nós. Nos entreolhamos. Pode ser impressão minha, mas uma pequena sensação de mal-estar pousou sobre nós naquele instante. Eu fiz menção de cumprimenta-lo, mas antes que pudesse fazê-lo, ele apenas disse:&lt;br /&gt;-	E aí?&lt;br /&gt;E foi embora.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109076536603407923?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109076536603407923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109076536603407923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/o-garoto-que-voltou-captulo-2.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109070737124847565</id><published>2004-07-24T19:05:00.000-03:00</published><updated>2004-07-24T19:16:11.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom pela primeira vez escrevo no blogger e espero sinceramente ter uma participação ativa aqui nos cronistas. deixe-me apresentar meu nome é Hugo Alexandre Gonçalves, sou carioca, tenho 27 anos&amp;nbsp;e amo escrever críticas sobre os mais variados temas, além disso gosto de escrever alguns contos e tentarei publicá-los aqui é isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minha primeira crítica é :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o filme "Cazuza"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra todo o perfil idiota de um zoberbo morador da zona sul do Rio de Janeiro, um cara lamentável, que estragou o seu grande dom, compor músicas, consumindo drogas em excesso e mantendo relações homossexuais até com mendigos. Tudo bem ele talvez tenha se arrependido quando estava prestes a morrer e tal, mas é isso que o filme mostra. ótima atuação do protagonista, na verdade acho que até merece o oscar de melhor ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim é isso.... um abraço no coração e até semana que vem onde provavelmente estarei escrevendo sobre futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo A. Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109070737124847565?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109070737124847565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109070737124847565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/bom-pela-primeira-vez-escrevo-no.html' title=''/><author><name>Hugo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10079695919571795400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109060592412857868</id><published>2004-07-23T15:04:00.000-03:00</published><updated>2004-07-23T15:05:24.126-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mania&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O meu assunto dessa semana não poderia ser outro que não a nova mania nacional. O tal do Orkut - que para quem ouve a primeira vez parece só mais um nome complicado entre todos os outros que povoam a internet - vem mexendo com a cabeça dos brasileiros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando alguém recebe as primeiras explicações sobre o que se trata o Iogurte - opa... quis dizer Orkut - acha que não se passa de uma coisa louca e sem nenhum nexo, entretanto acaba entrando para a doideira e descobrindo que a antiga opinião era a mais pura verdade. Realmente o Orkut é uma loucura e não tem muito nexo, contudo quase todo mundo que entra acaba ficando meio viciado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei explicar direito como funciona a coisa, mas posso dizer que é um lugar onde você vai encontrar seus velhos amigos e também fazer amigos novos. Existem várias comunidades onde as pessoas que gostam das mesmas coisas podem se reunir - mas essas comunidades as vezes tombam para a loucura, como a comunidade dos que adoram abacate.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O grande problema que os viciados em Orkut enfrentam é a lentidão - segundo a minha madrinha, o site é mais lerdo que tartaruga que tomou lexotan. Você pode perfeitamente ficar bons minutos esperando até a próxima página carregar e, ao invés disso, ver uma mensagem de erro estampada na tela do seu PC - para que as pessoas possam desabafar foi até criada uma comunidade falando mal disso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O mais legal de toda essa história é que só entra quem for convidado, portanto ninguém cai de pára-quedas - pelo menos com um amigo você já começa e para achar os outros é questão de minutos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para resumir: temos que agradecer imensamente ao turco - que se chama Orkut também - funcionário do meu querido Google por ter tido essa magnífica idéia. Por mais inútil que seja é muito legal perder todo o tempo livre que temos - eu não perco todo, afinal uma boa parte dedico ao micromundo - para ficar vendo os amigos velhos - nem que seja só naquelas fotos horríveis - e fazendo amigos novos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora que me lembrei que não era esse o tema que ia escrever hoje, mas sei lá por qual motivo comecei a falar da minha nova mania - não só minha como do Brasil e do mundo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; P.S.: Esqueci de comentar que a comunidade de brasileiros já ultrapassou a de americanos (não me lembro das porcentagens, porém já temos muito mais gente que os EUA.).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109060592412857868?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109060592412857868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109060592412857868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/mania-p.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109044627129582992</id><published>2004-07-21T18:43:00.000-03:00</published><updated>2004-07-21T18:44:31.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XII - Vitória, Comemoração e Revelação &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;No dia da eleição tudo aconteceu na maior normalidade possível. Logo que terminou a apuração foi confirmado que Rita estava eleita, sendo ela a vereadora mais votada de toda a história de São Paulo. A felicidade de Rita e seus parceiros na longa e complicada jornada que foi a campanha era inigualável, mas a vereadora eleita não queria comemorar no meio de toda aquela multidão. &lt;br /&gt;Saiu de fininho da festa organizada por sua assessoria e poucos minutos depois Geraldo fazia o mesmo. Os dois se encontraram em um restaurante em uma cidade vizinha e começaram a comemoração pessoal, dali foram para um pequeno hotel onde passaram a melhor noite de suas vidas. Não gastarei palavras descrevendo essa cena por considerar desnecessário, cada um imagine o que achar melhor. &lt;br /&gt;No dia seguinte, assim que Geraldo entrou em casa - tentando fazer o mínimo de barulho possível para não acordar sua família - Silvana o esperava, sentada em um sofá - como naquelas clássicas cenas de cinema. &lt;br /&gt;-- Onde você passou a noite? &lt;br /&gt;-- Estava comemorando a vitória de Rita. Você viu que ela foi a vereadora mais votada? &lt;br /&gt;-- Infelizmente eu vi. Você sabe muito bem que não gosto nem um pouco que você fique próximo daquela moça. Por mim eu faria de tudo para afastá-la de você. DE TUDO! Ouviu bem? &lt;br /&gt;-- O que você quer dizer com tudo? &lt;br /&gt;-- Tudo mesmo. Qualquer coisa! Inclusive matar. Ou você acha que o pobre do Azevedo teve mesmo alguma coisa a ver com o atentado contra a vigarista? &lt;br /&gt;-- Eu não acredito que você foi capaz de fazer isso. Eu não quero ouvir mais nada. Vou embora dessa casa hoje mesmo. &lt;br /&gt;-- Se você for embora eu mato aquela mulherzinha de quinta categoria. E dessa vez eu não vou errar. &lt;br /&gt;-- Você está louca! &lt;br /&gt;-- Eu sou louca! LOUCA POR VOCÊ! &lt;br /&gt;Geraldo saiu de casa. Estava transtornado, não conseguia nem mais olhar na cara daquela mulher que um dia já havia amado. Passará diversos momentos felizes ao lado de Silvana e agora ouvia dela uma confissão de tentativa assassinato. E o pior: não era o assassinato de alguém que merecesse; não era legítima defesa nem nada do gênero; era um assassinato por loucura, por um amor - se é que pode se chamar isso de amor - idiota. &lt;br /&gt;Desde que Rita começou a trabalhar com Geraldo o casamento do dono da famosa lanchonete já não estava muito bem. O amor por Silvana aos poucos era trocado pelo amor por Rita. E não dava para negar isso, estava claro que Geraldo já não amava mais sua esposa como antes. Contudo mesmo sem amor era possível levar o casamento, afinal ele ainda nutria um grande carinho por sua mulher. A conversa com Silvana fora a gota d’água: Geraldo não podia admitir a idéia de continuar com um casamento onde sua parceira era capaz de matar por ciúmes. Sabia que o resultado de sua saída de casa poderia ser trágico - o que Silvana faria para se vingar? - entretanto preferiu assumir o risco. &lt;br /&gt;Depois de andar um pouco pelas ruas da cidade, Geraldo chamou um táxi e seguiu para a casa de Rita. Não queria contar a história toda, mas precisava pelo menos contar que havia saído de casa - quem sabe esse desejo não fosse uma esperança de que Rita o chamasse para morar com ela? - e que seu casamento com Silvana tinha finalmente - e eternamente - terminado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109044627129582992?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109044627129582992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109044627129582992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/rita-captulo-xii-vitria-comemorao-e.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109014917329263095</id><published>2004-07-18T08:08:00.000-03:00</published><updated>2004-07-18T08:12:53.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;h2&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/h2&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;h3&gt;Capítulo 1 – Aqueles de Má Fama &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Parece que quando rememoramos algo de um passado longínquo, outras lembranças invadem nossas mentes, como quando olhamos fotografias antigas. Músicas da época, piadas velhas, gostos que vão e voltam, sensações que vão e não voltam mais. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A propósito, chamam-me de J. 'Jota' ou 'Jay', mas também já fui 'aquele cara de boné virado'. Meu nome completo é &lt;strong&gt;Julius ElSauto&lt;/strong&gt;. Estou com mais idade do que pareço. Na verdade, tenho tanta idade que quando digo a alguém, não acreditam. Por isso, em geral, minto a esse respeito. Mas neste momento, prefiro não mentir. Apenas omitir. Como disse, nesse caso, as datas não são importantes. Minha idade, muito menos. O que interessa é que quando aquelas coisas aconteceram, eu era muito jovem. Doze, treze anos, no máximo. Prestes a me tornar adulto, pelo menos era o que eu pensava. Éramos todos jovens, inclusive o garoto de quem falarei agora. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sabíamos naquela época, mas &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt; já estava lá, agindo à espreita, ou simplesmente assistindo a tudo, impassível. Se não soubesse quem era, se não fosse alguém 'da turma', diria que era um mero espectador, ou então parte da paisagem. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando eu o conheci, as circunstâncias não eram as melhores para mim. Já para ele, parecia não fazer a menor diferença. E não fazia mesmo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como disse, eu devia ter uns doze ou treze anos, na época, e namorava uma garota chamada &lt;strong&gt;Helena Contini&lt;/strong&gt;. Éramos apenas moleques, eu sei. Mas Helena era uma ótima garota. Tinha doze anos, era magra, com as pernas mais longas que eu já tinha visto. Bem, isso antes de conhecer a irmã de meu amigo &lt;strong&gt;Matheus Guerra&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Mathisse&lt;/strong&gt;. Mas isso é outra história. Helena era loira, olhos verdes claros e tinha a pele branquinha, e bem cuidada. Um 'pitéu', eu diria, mas não sei se essa moçada de hoje usa essa expressão. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O problema é que namorávamos escondidos. Meus pais sabiam que eu saía com ela, não tinham nada contra. Na verdade, meu pai sabia bem que eu ficava com muitas meninas, dentro e fora da escola. No meu tempo, 'ficar' era uma espécie de namoro sem compromisso.&amp;nbsp; Hoje em dia... bem, hoje em dia, essa mocidade está perdida. Por outro lado, os pais de Helena, particularmente o &lt;em&gt;pai&lt;/em&gt; dela era totalmente contra nosso namoro. Não foi sempre assim. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pouco tempo antes, quando começamos a namorar, eu e ela fazíamos parte de uma espécie de ONG formada por jovens e adolescentes, batizada &lt;strong&gt;Tropa Ideal&lt;/strong&gt;. O propósito da Tropa era beneficente, a princípio. Depois de um tempo, coisas estranhas aconteceram, e a Tropa se desfez. No entanto, os ex-integrantes da Tropa ganharam fama no bairro, como pessoas de má índole. O pai de Helena não gostou nada disso, e ordenou que ela se afastasse daquela turma, especialmente de mim. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É claro que isso não aconteceu. Éramos jovens, e graças à ajuda de nossos amigos, que sempre nos davam cobertura, nos encontrávamos sempre que possível. Muitas e muitas vezes, cabulávamos aula para namorar, o que era duplamente arriscado. Mas, como dizem, o que é proibido e arriscado é mais prazeroso. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Numa dessas ocasiões, no entanto, algo deu errado. Muito errado. E &lt;strong&gt;Thomas Martins&lt;/strong&gt; estava lá. Ele tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109014917329263095?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109014917329263095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109014917329263095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/o-garoto-que-voltou-numa-dessas.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-109001434855595062</id><published>2004-07-16T18:44:00.000-03:00</published><updated>2004-07-16T18:45:48.556-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Impressão Digital&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Não nasci poeta. Não sei passar meus sentimentos para o papel, mas mesmo assim me arrisco, teimo e sempre desisto: meus textos mais sentimentais nunca saem da cabeça que borbulha idéias - chegando a loucura - enquanto os preparo. Talvez seja medo do fracasso, talvez seja medo de que os outros riam de mim. Contudo esses medos não se justificam, afinal não existe fracasso para quem não chegou ao sucesso e se outros rirem de meu texto tenho certeza que não será a primeira vez, pois alguns sequer são dignos de riso - merecem logo a compaixão. &lt;br /&gt;Enquanto escrevia o parágrafo anterior parei e pensei: “O que está me levando a sair da cama a uma e meia da manhã e escrever esse texto que, tenho certeza, sequer vou publicar?”. Não sei a resposta para a pergunta, só sei que não conseguiria dormir se não escrevesse essas loucas linhas antes. Acabo de descobrir que a maior burrada que fiz foi parar para pensar. Estava indo tão bem enquanto escrevia por instinto, sem nem reparar se as seqüências de palavras que ia para o papel faziam sentido. Agora entendo por que nunca fui poeta: não sou escravo de meus pensamentos, não deixo que minhas idéias evoluam sozinhas, sempre tenho um “pitaco” para dar. &lt;br /&gt;Sei que as chances desse texto ser publicado são raras - e diria até que são inexistentes -, entretanto continuo escrevendo e não quero parar. Quem sabe daqui não sairá algo que preste e que, um futuro próximo, seja trabalhado em uma crônica. Lógico que não deixaria a idéia fluir livremente e que tomaria as rédeas da situação para que o texto ficasse “bem escrito” e “racional”. &lt;br /&gt;Posso não ser poeta e não escrever com belas palavras. Sem dúvida nunca fiz ninguém chorar com nenhum texto meu - só se foi de raiva! -, porém, por incrível que pareça, entendo de sentimentos. Afinal sou homem - não só no sentido de macho da mulher - e os tenho como todo ser humano. É claro que os meus são diferentes dos seus. Cada um tem sentimentos a sua maneira. Acho que é por que não falo de sentimentos em meus textos, vai ser difícil encontrar alguém que sinta como eu. Eu amo do meu jeito. Você ama do seu. E nós dois somos felizes - ou não - com nossos modos de amar. &lt;br /&gt;Os sentimentos são como a impressão digital de uma pessoa. Não existem pessoas diferentes com sentimentos - e impressões digitais - iguais. Os sentimentos são a impressão digital da alma. &lt;br /&gt;Como viram tomei coragem para falar de sentimentos. Sem dúvida é o meu primeiro texto sobre o assunto e, possivelmente, será o último, todavia espero ter agrado - por mais difícil que seja - e proporcionado uma boa leitura aos meus queridos amigos freqüentadores dessa página.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-109001434855595062?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109001434855595062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/109001434855595062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/impresso-digital-no-nasci-poeta.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108981646894292154</id><published>2004-07-14T11:47:00.000-03:00</published><updated>2004-07-14T11:47:48.943-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Capítulo XI - Atentado&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Silvana era uma mulher de palavra. Cumpria todas as suas promessas e a de acabar com Rita, com certeza, não seria esquecida. &lt;br /&gt;Faltava apenas duas semanas para as eleições, Rita estava na sede de uma Central Sindical discutindo com trabalhadores o assunto do emprego. Justamente por ter ficado tanto tempo sem emprego, Rita tinha esse assunto como primordial para sua campanha. &lt;br /&gt;Durante esse debate, enquanto Rita apresentava seu principal projeto, um homem levantou de seu lugar e correu para Rita dizendo:&lt;br /&gt;-- Candidata, eu sou seu fã, me deixe chegar perto da senhora.&lt;br /&gt;Rita, como sempre muito simpática, disse que aquele não era o momento certo para tietagem, mas que assim que o evento terminasse ela conversaria com o homem. Para a surpresa de todos, de repente, a estranha figura que tentará se aproximar da candidata puxou uma arma e iniciou uma série de disparos contra Rita. A Polícia Militar, que fazia a segurança do local, logo dominou o louco, que insistentemente começou a gritar:&lt;br /&gt;-- EU SOU HOMEM DO AZEVEDO! EU SOU HOMEM DO AZEVEDO!&lt;br /&gt;Azevedo era um vereador da capital que já estava em seu sexto mandato. Era conhecido por amar o poder e eliminar, de um jeito ou de outro, todos os seus adversários. Durante a campanha - para sorte de Silvana - durante um debate na TV com os candidatos a prefeito, Carlos Azevedo se encontrou com Rita - os dois estava entre os assessores de seus respectivos candidatos a prefeitos - e iniciaram uma longa discussão. A briga só terminou quando a jovem candidata disse para o veterano vereador:&lt;br /&gt;-- Seus dias de poder estão chegando ao fim. Provavelmente o povo não te põe mais na Câmara Municipal. Eles querem sangue novo. E se por um golpe do destino você se eleger, não vai nem chegar no final do mandato. Vai morrer antes. Você já está velho e o diabo já preparou o seu quartinho no inferno.&lt;br /&gt;O velho Azevedo estava doente - ele escondia de todos, entretanto era fácil reparar que estava fraco e debilitado - e tocar no assunto morte, para ele, era algo muito doloroso. Sabia que a previsão de Rita estava certa e, que por mais que se elegesse, as chances de chegar ao final do mandato eram mínimas.&lt;br /&gt;Para o azar do vereador, algum jornalista ouviu a briga e publicou em um grande jornal. Se isso não tivesse acontecido, talvez Silvana nunca conseguiria arranjar pretexto para o atentado contra Rita.&lt;br /&gt;Assim que soube que o louco que tentará matar sua mais nova inimiga havia dito que estava sob suas ordens, Carlos Azevedo não agüentou, começou a passar mal e morreu, horas depois, no mesmo hospital onde Rita estava internada.&lt;br /&gt;Por uma inegável sorte do destino, nenhum dos quatro tiros que atingiram Rita foram fatais. Seria uma recuperação complicada, contudo o risco de morte era pequeno. Apesar do acontecimento que quase a levou a morte, a candidata estava feliz, segundo ela, “o povo sente dó da gente quando acontecem essas com a gente. Agora minha eleição que já era quase certa, passou a ser certa.”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108981646894292154?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108981646894292154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108981646894292154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/rita-captulo-xi-atentado-silvana-era.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108954225115423520</id><published>2004-07-11T07:29:00.000-03:00</published><updated>2004-07-11T07:50:26.763-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	&lt;h3&gt;Parte 1: O Incomum (Introdu&amp;#231&amp;#227o)&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Quis o destino que eu estivesse l&amp;#225 quando aquelas duas coisas aconteceram. Gra&amp;#231as a elas, eu sei.&lt;br /&gt;	Isso aconteceu h&amp;#225 muitos anos atr&amp;#225s, quando eu ainda me importava com datas. Hoje n&amp;#227o &amp;#233 mais assim. Pouca coisa mudou, relativamente falando, em nossa cidade, em nosso pa&amp;#237s, para que a precis&amp;#227o de uma data tivesse relev&amp;#226ncia. N&amp;#227o, o ano n&amp;#227o importa. Eu poderia nem sequer citar a cidade onde os fatos que narrarei aconteceram, e ningu&amp;#233m poderia notar.  O fato &amp;#233 que &lt;em&gt;Nova Indaiacicaba D'Oeste&lt;/em&gt;, a cidade onde nasci e me criei, depois de um crescimento acelerado na &amp;#250ltima metade da d&amp;#233cada de 1990, estagnou&amp;#8211se.&lt;br /&gt;	A maior parte dos eventos que estarei narrando eu presenciei, outros fiquei sabendo por outras pessoas, e por isso n&amp;#227o posso afirmar com cem por cento de certeza sua veracidade. Mas, ap&amp;#243s uma an&amp;#225lise que s&amp;#243 a passagem do tempo e a falta do que fazer me permitiram fazer, posso sim, afirmar: tudo aquilo aconteceu mesmo, sem meias verdades, sem mentiras ou fraudes, como muitos jornais da &amp;#233poca afirmaram, ressaltando que suas vers&amp;#245es provinham de 'fontes seguras'.&lt;br /&gt;	Eu sei. Eu estive l&amp;#225.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108954225115423520?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108954225115423520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108954225115423520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/o-garoto-que-voltou-parte-1-o-incomum.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108921835251207585</id><published>2004-07-07T13:38:00.000-03:00</published><updated>2004-07-07T13:39:12.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo X &amp;#8211 Campanha Perigosa&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&amp;#8212 Filho, sabe que essa burrada que seu amigo vereador fez pode nos ser &amp;#250til?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o vejo como.&lt;br /&gt;&amp;#8212 A Rita ficar&amp;#225 visada. Ela ser&amp;#225 candidata a um cargo razoavelmente importante (l&amp;#243gico que n&amp;#227o est&amp;#225 concorrendo a presidente da rep&amp;#250blica, mas ser vereador na maior cidade da Am&amp;#233rica Latina tem o seu valor), portanto &amp;#233 natural que acumule advers&amp;#225rios durante a campanha...&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o entendo onde voc&amp;#234 quer chegar com toda essa hist&amp;#243ria.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Nunca se sabe o que uma pessoa faz por poder. Algum desses advers&amp;#225rios dela pode ser um louco...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 est&amp;#225 sugerindo que algu&amp;#233m tente matar a Rita? A probabilidade disso &amp;#233 muito pequena.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu sei, mas se acontece alguma coisa com a mo&amp;#231a, mesmo que n&amp;#227o tenha sido nenhum advers&amp;#225rio a suspeita vai cair sobre quem?&lt;br /&gt;&amp;#8212 A senhora est&amp;#225 ficando maluca. Querer afastar a Rita do papai mandando ela para longe &amp;#233 uma coisa, matar &amp;#233 outra. Eu jamais te ajudarei nessa sua id&amp;#233ia.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o eu terei que fazer tudo sozinha.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Se acontecer alguma coisa de errado n&amp;#227o diga que n&amp;#227o avisei.&lt;br /&gt;A loucura de Silvana era cada vez maior. Ela era capaz de TUDO por ci&amp;#250mes... e matar faz parte de tudo.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Por menores que sejam, as campanhas sempre s&amp;#227o caras e candidatos jovens como Rita sempre t&amp;#234m muita dificuldade para mant&amp;#234&amp;#8211las. Entretanto o caso de Rita era totalmente diferente,  recebia apoio de todos os lados, afinal seu padrinho pol&amp;#237tico era o melhor que algu&amp;#233m que quer ser vereador em S&amp;#227o Paulo poderia ter. Al&amp;#233m disso Geraldo investiu muito na candidatura de sua amada e usou de sua influ&amp;#234ncia para que outros amigos bem de vida tamb&amp;#233m ajudasse a jovem a se eleger.&lt;br /&gt;Apesar da dificuldade financeira ter sido vencida, Rita enfrentou um outros problemas: pertencia a chapa do atual prefeito que era muito criticado e, para piorar a situa&amp;#231&amp;#227o, os advers&amp;#225rios faziam a mo&amp;#231a perder votos lembrando de sua inexperi&amp;#234ncia. Seria muito complicado vencer essas barreiras, contudo a mo&amp;#231a e todos os seus amigos estavam dispostos a enfrentar qualquer coisa, desde que o resultado final fosse a vit&amp;#243ria.&lt;br /&gt;Esses problemas, para o desespero de Silvana, acabaram por aproximar ainda mais Rita e Geraldo. Agora ele passava dias e noites no comit&amp;#234 da campanha da ex&amp;#8211funcion&amp;#225ria e n&amp;#227o tinha mais tempo para dar aten&amp;#231&amp;#227o para a mulher. O casal estava cada vez mais distante, por&amp;#233m, de maneira inversamente proporcional, Geraldo e Rita ficavam mais pr&amp;#243ximos.&lt;br /&gt;Cada vez mais Silvana amaldi&amp;#231oava o dia em que seu filho chegou com a infeliz id&amp;#233ia de fazer de Rita algu&amp;#233m importante. Quanto mais importante a ex&amp;#8211gar&amp;#231onete ficava, mais pr&amp;#243xima era a liga&amp;#231&amp;#227o entre ela e Geraldo. Silvana estava disposta a acabar com a proximidade entre seu marido e Rita, mesmo que para isso fosse necess&amp;#225rio por em pr&amp;#225tica seu plano maluco. Para isso era necess&amp;#225rio esperar a campanha esquentar um pouco mais e s&amp;#243 ai dar um fim na vida da rival.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Farei aqui uma simples notinha.&lt;br /&gt;Sei que o leitor deve estar pensando: &amp;#34Rita n&amp;#227o sente falta de seu marido?&amp;#34. E a resposta para essa pergunta &amp;#233 simplesmente uma: N&amp;#227o! &amp;#201 fato not&amp;#243rio que desde a morte de Lu&amp;#237s a vida de Rita melhorou drasticamente e muitos j&amp;#225 devem ter reparado que ela n&amp;#227o &amp;#233 a florzinha que todos pensavam no in&amp;#237cio da hist&amp;#243ria, portanto, para ela, se a vida est&amp;#225 melhor agora, para que chorar o passado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108921835251207585?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108921835251207585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108921835251207585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/rita-cap237tulo-x-8211-campanha.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108895569143182564</id><published>2004-07-04T11:59:00.000-03:00</published><updated>2004-07-07T22:40:14.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pessoal, estou estreando aqui no blog. Agrade&amp;#231o a acolhida do &lt;strong&gt;Gabriel&lt;/strong&gt;, e espero que gostem do que eu tenho pra publicar por aqui.&lt;br /&gt;Estou escrevendo uma hist&amp;#243ria intitulada &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Garoto Que Voltou&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, e come&amp;#231arei a cont&amp;#225&amp;#8211la na semana que vem. Voc&amp;#234s podem se perguntar: Mais uma hist&amp;#243ria? O blog j&amp;#225 tem um folhetim.&lt;br /&gt;Calma, calma. A hist&amp;#243ria que pretendo contar difere de &lt;em&gt;Rita&lt;/em&gt;, tanto no formato, estrutura, conte&amp;#250do, e tudo o mais.&lt;br /&gt;A hist&amp;#243ria a ser contada &amp;#233 a de um rapaz aparentemente normal, que tem sua vidinha pacata brutalmente alterada. Isso afeta sua vida, e tamb&amp;#233m altera a percep&amp;#231&amp;#227o das pessoas ao seu redor com rela&amp;#231&amp;#227o a sua pessoa.&lt;br /&gt;Outro ponto a ser considerado &amp;#233 que o narrador ser&amp;#225 algu&amp;#233m que participa dos acontecimentos. Ser&amp;#225 um narrador&amp;#8211personagem. O ponto de vista sobre os fatos e como ele veio a influir neles &amp;#233 um dos pontos a serem analisados pelo leitor.&lt;br /&gt;Por fim, assim como o Gabriel fez com Rita, gostaria dos feedbacks. Cr&amp;#237ticas, sugest&amp;#245es, apontamentos, etc.&lt;br /&gt;E chega de bla&amp;#8211bla&amp;#8211bla. Vou inaugurar minha estadia aqu&amp;#237 com um cr&amp;#244nica simples, sem rela&amp;#231&amp;#227o com a hist&amp;#243ria da semana que vem.&lt;br /&gt;Valeu, e at&amp;#233 mais....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Met&amp;#243dico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Tom era um rapaz muito disciplinado. Met&amp;#243dico, pra ser mais exato. Tomava sempre o mesmo caminho para ir de casa para o trabalho, do trabalho para casa, da casa para a faculdade, e da faculdade para casa.&lt;br /&gt;	Antes de sair, o ritual matinal: acordar, ligar a TV, tomar o caf&amp;#233 da manh&amp;#227, tomar um banho (no m&amp;#225ximo 10min), arrumar os pertences para o trabalho. Carteira e um passe de &amp;#244nibus no bolso direito, e outro passe no interior da carteira, para o retorno. Geralmente n&amp;#227o usava, pois costumava pegar carona com os colegas de trabalho para retornar ao seu bairro.	No bolso esquerdo, as chaves de casa, balas de menta, vez ou outra um len&amp;#231o. No bolso da camisa, o crach&amp;#225 da empresa, um ou outro papel para anota&amp;#231&amp;#245es e uma caneta.&lt;br /&gt;	No mesmo hor&amp;#225rio, todos os dias, percorria as duas quadras que separavam sua casa do ponto de &amp;#244nibus. Chegava sempre uns 5 minutos adiantado. Tomava o &amp;#244nibus, cumprimentava o motorista sempre da mesma maneira &amp;#34Oba! E a&amp;#237?&amp;#34. Sentava&amp;#8211se sempre no mesmo lugar no &amp;#244nibus, nos fundos, &amp;#224 esquerda, salvo as vezes em que o local estava ocupado.&lt;br /&gt;	Chega ao local de trabalho, onde existem 3 portas girat&amp;#243rias, uma do lado do outro, id&amp;#234nticas. Entrava sempre pela porta do lado direito.&lt;br /&gt;	O seu trabalho n&amp;#227o admitia improvisa&amp;#231&amp;#245es. Por isso mesmo, era o local onde ele mais exercitava sua metodicidade.&lt;br /&gt;	Sa&amp;#237a do trabalho, quase sempre no mesmo hor&amp;#225rio. Antes de sair, conferia se n&amp;#227o havia deixado nenhum papel solto, nenhum clip ou xerox fora do lugar. &lt;br /&gt;	Por &amp;#250ltimo, conferia a si mesmo. Caneta e papel no bolso da camisa, crach&amp;#225 ainda no pesco&amp;#231o, carteira no bolso esquerdo, balas de menta no bolso direito e....&lt;br /&gt;&amp;#8211	.... minhas chaves!&lt;br /&gt;&amp;#8211	O que foi, Tom?&lt;br /&gt;&amp;#8211	Minhas chaves! N&amp;#227o est&amp;#227o aqui!&lt;br /&gt;&amp;#8211	Voc&amp;#234 deve ter deixado cair por aqui. J&amp;#225 olhou pelo ch&amp;#227o, nas escrivaninhas?&lt;br /&gt;&amp;#8211	J&amp;#225, j&amp;#225... tenho certeza de que n&amp;#227o perdi por aqui, eu n&amp;#227o costumo tirar as chaves do bolso...&lt;br /&gt;&amp;#8211	Voc&amp;#234 tem certeza de que a trouxe? N&amp;#227o a deixou em casa?&lt;br /&gt;&amp;#8211	Sim, tenho. Eu sempre trago as chaves! Elas ficam no meu bolso, e n&amp;#227o saem de l&amp;#225, eu n&amp;#227o as tiro por motivo nenhum.&lt;br /&gt;Resumo da hist&amp;#243ria: Tom e todos os seus colegas de trabalho come&amp;#231aram a procurar as benditas chaves. Passados quase vinte minutos, todos desistiram, inclusive Tom:&lt;br /&gt;&amp;#8211	Tudo bem. Se algu&amp;#233m achar, v&amp;#227o deixar na portaria. Pode ter ca&amp;#237do por a&amp;#237 mesmo, ou mesmo antes de eu chegar aqui...&lt;br /&gt;&amp;#8211	&amp;#201 isso a&amp;#237, Tom. Quando sairmos, pergunte na portaria se n&amp;#227o se n&amp;#227o a encontraram.&lt;br /&gt;Tentaram. Nada.&lt;br /&gt;Tom e um de seus colegas tomavam carona com um terceiro. De carro, seriam apenas dez minutos at&amp;#233 sua casa. De &amp;#244nibus, demoraria vinte minutos, e a p&amp;#233, quarenta.&lt;br /&gt;J&amp;#225 no caminho de volta, de carona no carro de um dos seus colegas, Tom remexe no &amp;#250nico lugar onde n&amp;#227o prestou muita aten&amp;#231&amp;#227o, e onde as chaves repousavam: o bolso da camisa. Hesitante entre contar ou n&amp;#227o para os colegas, ele acabou por contar; afinal, todos haviam sido t&amp;#227o sol&amp;#237citos, ajudando&amp;#8211o a procurar as chaves. Os olhares de todos reca&amp;#237ram sobre ele.&lt;br /&gt;Dez minutos depois, Tom ainda n&amp;#227o chegara em casa. Estava num ponto de &amp;#244nibus pr&amp;#243ximo do seu trabalho. Ainda estava longe de casa. Seriam vinte minutos at&amp;#233 sua casa. Apalpou o bolso direito:&lt;br /&gt;&amp;#8211 Carteira... terceiro compartimento do lado direito... aqui est&amp;#225! Passe de &amp;#244nibus.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108895569143182564?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108895569143182564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108895569143182564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/pessoal-estou-estreando-aqui-no-blog.html' title=''/><author><name>Mascote</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02209535849826495404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108880874413391509</id><published>2004-07-02T19:51:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T19:52:24.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sherlock&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Quem nunca ouviu falar de Sherlock Holmes? Acho que n&amp;#227o h&amp;#225 pessoa no mundo que pelo menos uma vez em sua vida n&amp;#227o tenha escutado o nome de Holmes. Apesar de muitos saberem de sua exist&amp;#234ncia e at&amp;#233 mesmo de sua profiss&amp;#227o, poucos sabem toda a hist&amp;#243ria que se encontra por tr&amp;#225s desse fascinante personagem.&lt;br /&gt;	Podemos reparar nas capas dos livros de Agatha Christie que seu nome ocupa um espa&amp;#231o muito maior do que a do t&amp;#237tulo da obra ou at&amp;#233 mesmo do detetive principal &amp;#8211 somente os amantes dos livros policiais conhecem Hercule Poirot e Miss Marpel (nem me lembro mais se &amp;#233 assim que se escreve o nome da simp&amp;#225tica velhinha que desvendou diversos mist&amp;#233rios).&lt;br /&gt;Entretanto observamos o efeito inverso nos livros de Sherlock. Se fizermos uma pesquisa no mundo todo, a grande maioria das pessoas dir&amp;#225 conhecer o personagem, por&amp;#233m o nome do autor ser&amp;#225 ignorado. Isso &amp;#233 uma tremenda injusti&amp;#231a. Sir Arthur Conan Doyle criou um personagem t&amp;#227o interessante que ganhou vida pr&amp;#243pria. Esse homem merecia um pr&amp;#234mio por sua genialidade. O autor se sobressair ao personagem &amp;#233 normal, mas o contr&amp;#225rio &amp;#233 t&amp;#227o raro que eu seria incapaz de citar outros exemplos.&lt;br /&gt;A vida de Holmes &amp;#233 lotada de fatos curiosos e conhecidos, na maioria dos casos apenas daqueles que estudaram a vida do personagem. Algo que deixa todo mundo indignado quando comento &amp;#233 que Sherlock, nos livros escritos por Conan Doyle, jamais pronunciou a frase &amp;#34Elementar, meu caro Watson&amp;#34. Essa frase foi criada muito tempo depois dos livros de Holmes em uma pe&amp;#231a que fez muito sucesso em Londres.&lt;br /&gt;Outro fato interessante &amp;#233 que a roupa e at&amp;#233 mesmo o tradicional cachimbo curvado tamb&amp;#233m n&amp;#227o foram inven&amp;#231&amp;#245es de Sir Arthur e sim dos diversos atores que interpretaram Holmes no teatro.&lt;br /&gt;Sem d&amp;#250vida as hist&amp;#243rias mirabolantes de Agatha Christie eram maravilhosas, entretanto n&amp;#227o se comparam as de Sir Arthur Conan Doyle. Por isso uso essa cr&amp;#244nica para corrigir um erro hist&amp;#243rico e informar que o maior autor de livros de mist&amp;#233rio de todos os tempo foi o ingl&amp;#234s &amp;#8211 tanto que at&amp;#233 foi condecorado pela rainha &amp;#8211 e n&amp;#227o a inglesa.&lt;br /&gt;P.S.: N&amp;#227o pensem que n&amp;#227o gosto de Agatha Christie, muito pelo contr&amp;#225rio(acabei de ler um livro dela hoje e adorei), contudo AMO as hist&amp;#243ria sherlockianas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108880874413391509?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108880874413391509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108880874413391509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/sherlock-quem-nunca-ouviu-falar-de.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108879672997611640</id><published>2004-07-02T16:21:00.000-03:00</published><updated>2004-07-03T12:06:56.500-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;font size=+2&gt;Injusti&amp;#231a!!!&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava finalmente decidida a postar neste blog.. mas com um tema diferente, tive um insight ontem a noite, enquanto comia uma goiaba, e raparava o quanto aquela fruta me ensinava sobre fisiologia... mas hoje recebi uma not&amp;#237cia que me deixou, em ingl&amp;#234s de titio bush, "pissed off", n&amp;#227o vou falar em portugu&amp;#234s porque &amp;#233 um palavr&amp;#227o meio feio... mas a minha raiva n&amp;#227o tem a ver com titio bush, nem tanto com o titio Lula, embora ele se relacione...&lt;br /&gt;Tudo bem, &amp;#233 um problema pessoal, admito, e que ningu&amp;#233m tem a ver com isso, tamb&amp;#233m admito, mas n&amp;#227o consigo me calar, &amp;#233 um problema de sa&amp;#250de p&amp;#250blica (Hoje especialmente n&amp;#227o tem a ver com a universidade)...&lt;br /&gt;Foi o seguinte: acho que ningu&amp;#233m aqui conhece meu pai, pois bem, ele &amp;#233 obeso m&amp;#243rbido e quer fazer aquela cirurgia de redu&amp;#231&amp;#227o do est&amp;#244mago. H&amp;#225 3 anos ele vai toda semana pra Assis (cidade vizinha) participar das reuni&amp;#245es do programa, j&amp;#225 que n&amp;#227o temos R$12.000 pra pagar a cirurgia e ent&amp;#227o dependemos do SUS, afinal o sal&amp;#225rio subiu, mas a luz e o telefone tamb&amp;#233m... pois hoje, que ele era o primeiro da fila, ou seja, o pr&amp;#243ximo a ser operado, depois de 3 anos de espera, algu&amp;#233m sentado num gabinete vai e diz "Suspendam o programa".... S&amp;#243 pra ilustrar, &amp;#233 igual &amp;#224quele cidad&amp;#227o que fica horas na fila do banco e, quando chega sua vez, o caixa fecha... N&amp;#227o deu pra fazer uma cr&amp;#244nica com isso porque a situa&amp;#231&amp;#227o &amp;#233 meio delicada, foi s&amp;#243 para deixar meu protesto com o descaso com que o brasileiro &amp;#233 tratado, como diria um amigo meu, "tira-se do fudido pra dar pro engravatado"... bom gente, desculpem o tom agressivo, mas &amp;#233 que isso me deixou inconformada com os rumos do nosso pa&amp;#237s.. afinal, acho que ELES nos v&amp;#234em com narizes de palha&amp;#231o, o povo que se dane...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108879672997611640?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108879672997611640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108879672997611640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/07/injusti231a-hoje-estava-finalmente.html' title=''/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15452454281616294849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108864446604204415</id><published>2004-06-30T22:08:00.000-03:00</published><updated>2004-06-30T22:21:05.886-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sempre tivemos problemas com nossos vizinhos do 73. Tudo come&amp;#231ou pelo fato de sermos crian&amp;#231as, e, al&amp;#233m disso, pelo fato de nossos querid&amp;#237ssimos n&amp;#227o terem monstrinhos e n&amp;#227o saberem como lidar com situa&amp;#231&amp;#245es nas quais exigiam compreens&amp;#227o materna e paterna. O hor&amp;#225rio limite para a bagun&amp;#231a &amp;#233 at&amp;#233 22h, ap&amp;#243s isso qualquer reclama&amp;#231&amp;#227o comprovada &amp;#233 multa. Obviamente, tr&amp;#234s pentelhinhos n&amp;#227o iriam dar sossego nunca. Sendo assim, 22h em ponto o telefone tocava com nossa bruxinha soltando palavr&amp;#245es os quais eu, como crian&amp;#231a pura e ing&amp;#234nua, nunca me imaginaria falando. Os anos foram passando, e as reclama&amp;#231&amp;#245es diminuindo. Descobri, ap&amp;#243s um tempo, que a bruxa do 73 tinha um certo sentimento reprimido que a impedia de manter um relacionamento amig&amp;#225vel com crian&amp;#231as. Senti d&amp;#243 quando soube do caso, minha vizinha medonha havia perdido todos os filhos, estes quando crian&amp;#231as. Foi triste, mas mesmo assim n&amp;#227o justificava as aulas de m&amp;#225 educa&amp;#231&amp;#227o que ela todos os dias dava ao telefone. Mesmo com n&amp;#243s tr&amp;#234s crescidinhos, em algumas ocasi&amp;#245es, quando extrapol&amp;#225vamos os limites, ela pegava um cabo de vassoura e batia no teto (moramos no andar de cima). Menos mal, pelo menos n&amp;#227o ouvia desaforo. &lt;br /&gt;Eles sempre foram bastante esquisitos, quando encontrava com um deles no elevador, a escalafob&amp;#233tica fazia quest&amp;#227o de n&amp;#227o olhar pra minha cara. Acho que se ela desse um sorriso, suas bochechas quebravam de tanto tempo que ficaram na mesma posi&amp;#231&amp;#227o de in&amp;#233rcia total.&lt;br /&gt;Meu amor ir&amp;#244nico por meus vizinhos s&amp;#243 chegou ao fim quando deixei de ouvir suas reclama&amp;#231&amp;#245es com tanta freq&amp;#252&amp;#225ncia. &amp;#201 dif&amp;#237cil entender, mas de um tempo pra c&amp;#225 quando os vejo nesses encontros repentinos, seus rostos se contorcem de forma indefinida, n&amp;#227o sei exatamente se &amp;#233 um sorriso for&amp;#231ado ou espanto, mais parece cara de c&amp;#250 depois de diarr&amp;#233ia. Enfim alguma express&amp;#227o. N&amp;#227o que isto afete minha vida, mas acho interessante a forma como as pessoas se relacionam. Quem sabe um dia eu n&amp;#227o escreva sobre algum vizinho legal que eu tenha? Dif&amp;#237cil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108864446604204415?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108864446604204415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108864446604204415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/sempre-tivemos-problemas-com-nossos.html' title=''/><author><name>Flavia Formaggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11425491900083154891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108862840499443330</id><published>2004-06-30T17:46:00.000-03:00</published><updated>2004-06-30T17:46:44.996-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo IX &amp;#8211 Enquanto alguns choram... outros riem&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&amp;#8212 Nem tudo saiu como esper&amp;#225vamos. &amp;#8211 foi assim que o vereador Diniz come&amp;#231ou a conversa que j&amp;#225 sabia que seria dif&amp;#237cil.&lt;br /&gt;Mauro fitou&amp;#8211lhe e indagou o que havia acontecido.Diniz estremeceu na base ai ver o olhar de seu companheiro, entretanto respirou fundo, enxugou o suor, tossiu, engoliu seco e, finalmente, come&amp;#231ou a contar a hist&amp;#243ria com a maior riqueza de detalhes poss&amp;#237vel &amp;#8211 como j&amp;#225 lhe era peculiar. Contou at&amp;#233 mesmo como Rita estava vestida &amp;#8211 como se isso fizesse alguma diferen&amp;#231a para a hist&amp;#243ria &amp;#8211 e para onde olhava a cada palavra pronunciada &amp;#8211 esses in&amp;#250teis detalhes s&amp;#243 serviam para deixar Mauro ainda mais nervoso.&lt;br /&gt;Ao ouvir o desfecho da narrativa feita pelo vereador, Mauro fico extremamente revoltado, xingou Diniz de diversos nomes que n&amp;#227o seria nem poss&amp;#237vel transcrever aqui. A todo momento Diniz tentava acalmar o amigo, entretanto era em v&amp;#227o. Segundo Mauro, sua revolta n&amp;#227o era nem 10% da rea&amp;#231&amp;#227o que sua m&amp;#227e teria ao saber que todos os esfor&amp;#231os em afastar Rita e Geraldo n&amp;#227o serviram em nada.&lt;br /&gt;&amp;#8212 De que adianta a gar&amp;#231onetizinha sair candidata a vereadora se vai continuar em S&amp;#227o Paulo?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tamb&amp;#233m n&amp;#227o &amp;#233 bem assim. Enquanto estiver preocupada com a campanha ela n&amp;#227o ter&amp;#225 tempo para se encontrar com seu pai.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Conhe&amp;#231o meu velho. Ele vai querer participar de cada passo da campanha de Rita. Por mais que n&amp;#227o goste de pol&amp;#237tica, agora vai come&amp;#231ar a gostar.&lt;br /&gt;A conversa terminou por a&amp;#237. Diniz n&amp;#227o tinha nenhum argumento para dar base a sua decis&amp;#227o. Apenas tinha que ouvir os gritos do amigo. Sua maior alegria naquele momento era que n&amp;#227o presenciaria o momento em que Silvana descobrisse o futuro pol&amp;#237tico de Rita.&lt;br /&gt;De fato foi uma sorte. Mauro estava absolutamente certo quanto a rea&amp;#231&amp;#227o de sua m&amp;#227e. Assim que Silvana ficou sabendo da not&amp;#237cia n&amp;#227o poupou vaso raro de porcelana nem os copos que encontrava pela frente. Tudo foi para o ch&amp;#227o, se desfazendo em milhares de peda&amp;#231os. Quem estava por perto procurou se afastar o mais r&amp;#225pido poss&amp;#237vel. Se aquela mulher era perigosa mesmo quando calma, nervosa ent&amp;#227o &amp;#233 melhor nem comentar.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Como j&amp;#225 diz o t&amp;#237tulo do capitulo, enquanto alguns choram outros riem.&lt;br /&gt;A alegria de Rita era enorme. Nem mesmo no dia que conseguir&amp;#225 o emprego de forma t&amp;#227o surpreendente ficar&amp;#225 t&amp;#227o alegre. Contudo maior que a alegria dela somente a do velho Jos&amp;#233. Quando soube da not&amp;#237cia, al&amp;#233m do sorriso &amp;#8211 coisa t&amp;#227o rara &amp;#8211 Jos&amp;#233 soltou a seguinte frase:&lt;br /&gt;&amp;#8212 Se sem poder voc&amp;#234 j&amp;#225 pretendia fazer todo aquele estrago, imagine agora que ser&amp;#225 importante.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Estava pensando nisso mesmo quando vinha para casa. Ao inv&amp;#233s de &amp;#34brincarmos&amp;#34 s&amp;#243 com o Geraldo, podemos fazer isso com todos da  fam&amp;#237lia, a come&amp;#231ar por aquela mulher insuport&amp;#225vel.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 &amp;#233 quem sabe.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Depois eu decido isso.&lt;br /&gt;Rita preferiu parar a conversa por ali. J&amp;#225 tinha tomado sua decis&amp;#227o e, como sempre, nada a faria mudar. S&amp;#243 resta a n&amp;#243s &amp;#8211 voc&amp;#234s leitores e este pobre narrador que vos fala &amp;#8211 descobrirmos que tipo de &amp;#34brincadeira&amp;#34 Rita pretendia fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108862840499443330?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108862840499443330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108862840499443330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/rita-cap237tulo-ix-8211-enquanto.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108819728939071492</id><published>2004-06-25T18:00:00.000-03:00</published><updated>2004-06-25T18:01:29.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sobre o que eu escrevo?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Hoje sentei na frente do computador e fiquei olhando para a p&amp;#225gina em branco do Word. Qual ser&amp;#225 meu tema de hoje? O &amp;#250ltimo cap&amp;#237tulo da novela? Para que escrever sobre isso se n&amp;#227o vou acrescentar nada de novo. N&amp;#227o sei quem matou Lineu &amp;#8211 apesar de suspeitar da secret&amp;#225ria.&lt;br /&gt;	Quando desisti de escrever sobre o assassino de Lineu pensei em escrever sobre o Brizola. Entretanto o homem j&amp;#225 morreu h&amp;#225 um bom tempo e al&amp;#233m disso eu nunca simpatizei muito com ele. Como fazer uma homenagem p&amp;#243stuma a uma pessoa que n&amp;#227o gosto?&lt;br /&gt;	Ent&amp;#227o me sugeriram escrever sobre futebol. At&amp;#233 gostei da id&amp;#233ia, afinal voltaria ao in&amp;#237cio. Para quem n&amp;#227o sabe, um dos meus primeiros sites era sobre CM (um jogo de computador onde voc&amp;#234 deve treinar um time), mas o que mantinha o site realmente vivo eram as minhas cr&amp;#244nicas esportivas semanais. Contudo desisti da id&amp;#233ia. N&amp;#227o consegui escrever nem uma linha sobre o tema. O futebol anda muito sem gra&amp;#231a. Aproveitando o par&amp;#225grafo gostaria de fazer um par&amp;#234nteses e dar os parab&amp;#233ns ao t&amp;#233cnico Felip&amp;#227o, que, para variar, escalou uma sele&amp;#231&amp;#227o que recebeu v&amp;#225rias cr&amp;#237ticas, mas vai indo longe na Eurocopa.&lt;br /&gt;	Enquanto escrevo essas poucas linhas ainda penso em algum tema que seja capaz de me fazer apagar esses quatro par&amp;#225grafos e come&amp;#231ar a escrever outros. Mas hoje a coisa est&amp;#225 dif&amp;#237cil e nenhum id&amp;#233ia salvadora aparece para me ajudar. &lt;br /&gt;Pelo jeito, para terminar a cr&amp;#244nica, vou ter que discorrer sobre a morte do Lineu. Quem ser&amp;#225 que matou o velho? Se tratando de Gilberto Braga, tenho certeza que ningu&amp;#233m acertar&amp;#225 e todos os bol&amp;#245es n&amp;#227o ter&amp;#227o vencedor. Na &amp;#250ltima vez que o autor criou um grande mist&amp;#233rio a assassina foi a mais imprevis&amp;#237vel poss&amp;#237vel, tanto que, se n&amp;#227o me engano, matou por engano.&lt;br /&gt;Acho que &amp;#233 s&amp;#243. At&amp;#233 a pr&amp;#243xima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108819728939071492?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108819728939071492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108819728939071492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/sobre-o-que-eu-escrevo-hoje-sentei-na.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108811300227014503</id><published>2004-06-24T18:35:00.000-03:00</published><updated>2004-06-25T11:47:35.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo VI &amp;#8211 Vereadora&lt;/h3&gt;	&lt;br /&gt;Mauro correu para casa e logo j&amp;#225 estava trancado no escrit&amp;#243rio com a m&amp;#227e. Os dois conversavam bem baixo, afinal as paredes t&amp;#234m ouvido e naquela casa os ouvidos eram bem treinados. O filho descreveu a conversa que tivera com Rita nos m&amp;#237nimos detalhes. No final da conversa, Silvana n&amp;#227o sabia como aquilo poderia ajudar a separar Geraldo de Rita.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 esqueceu quem &amp;#233 meu melhor amigo?&lt;br /&gt;&amp;#8212 O vereador Diniz.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Certo.&lt;br /&gt;&amp;#8212 E dai?&lt;br /&gt;&amp;#8212 E dai que ele tem influ&amp;#234ncia dentro do partido.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 est&amp;#225 sugerindo que ele lance a candidatura daquela mulherzinha a vereadora? Voc&amp;#234 quer realizar o sonho dela?&lt;br /&gt;&amp;#8212 BINGO!!!&lt;br /&gt;&amp;#8212 Mas ela vai poder continuar pr&amp;#243xima do seu pai.&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o se for eleita vereadora em outra cidade...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Em uma cidade bem distante...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Exato.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Mas ser&amp;#225 que ela aceitaria ser vereadora em um lugar que ela nem conhece?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Pelo que senti, ela faz tudo para ser vereadora ou ter qualquer cargo pol&amp;#237tico, seja onde for.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o converse com seu amigo. Veja o que ele pode fazer por n&amp;#243s.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;O vereador, que j&amp;#225 conhecia Rita de algumas reuni&amp;#245es do partido, onde a mo&amp;#231a sempre se destacava entre os militantes, garantiu que a mo&amp;#231a teria um futuro pol&amp;#237tico brilhante. Segundo ele, Rita tinha tantas gl&amp;#243rias reservadas que n&amp;#227o merecia ficar presa a uma C&amp;#226mara Municipal do interior do Brasil, para Diniz a mo&amp;#231a deveria ser candidata a vereadora em alguma cidade grande, ou ent&amp;#227o a deputada. Mauro "bateu o p&amp;#233" e conseguiu convencer Diniz de que seria interessante Rita come&amp;#231ar como vereadora em uma cidade menor para depois planejar v&amp;#244os maiores.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 venceu! Agora s&amp;#243 falta convencer a mo&amp;#231a. &amp;#8211 disse o vereador, com um ar muito cansado devido as sess&amp;#245es de madrugada na C&amp;#226mara Municipal paulistana.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tenho certeza que se voc&amp;#234 fizer o convite pessoalmente ela aceita ir at&amp;#233 para o inferno.&lt;br /&gt;Mais ou menos dois dias depois da conversa com Mauro, Diniz encontrou com Rita em uma reuni&amp;#227o na sede do partido. Come&amp;#231ou a conversar com a mo&amp;#231a sem declarar seus reais objetivos. Disse que ela sempre se destacava entre os militantes, que sem d&amp;#250vida daria uma grande pol&amp;#237tica e &amp;#8211 depois de muito falar &amp;#8211 que ela poderia come&amp;#231ar se candidatando a vereadora. Os olhos de Rita brilhavam. Ela estava no para&amp;#237so. Ser pol&amp;#237tica era seu sonho. Entretanto havia um pequeno problema:&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o posso me afastar da capital. Se for vereadora ter&amp;#225 que ser aqui. &amp;#8211 disse a mo&amp;#231a assim que o vereador comentou que ela teria que se candidatar no interior&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sei que ser vereadora na capital d&amp;#225 muito mais status do que exercer qualquer cargo no interior, por&amp;#233m a elei&amp;#231&amp;#227o aqui &amp;#233 muito mais dif&amp;#237cil e al&amp;#233m disso j&amp;#225 temos nosso quadro de candidatos aqui praticamente fechado, s&amp;#243 com empresas de primeira grandeza. N&amp;#227o podemos contar com novatos.&lt;br /&gt;&amp;#8212 A quest&amp;#227o n&amp;#227o &amp;#233 o status. Realmente n&amp;#227o posso me afastar de S&amp;#227o Paulo. Tenho planos que s&amp;#243 podem ser levados adiante se eu continuar aqui.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Que tipos de planos.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Coisas pessoais. Assuntos de fam&amp;#237lia.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Entendo. Mas pense bem. N&amp;#227o &amp;#233 todo dia que uma oportunidade dessa aparece.&lt;br /&gt;&amp;#8212 J&amp;#225 pensei. Vou esperar at&amp;#233 poder ser candidata na capital.&lt;br /&gt;Jo&amp;#227o Diniz, esquecendo&amp;#8211se do pedido do amigo e pensando somente no futuro pol&amp;#237tico que Rita poderia ter, resolveu aceitar a id&amp;#233ia de faz&amp;#234&amp;#8211la vereadora em S&amp;#227o Paulo. Estava t&amp;#227o confiante na mo&amp;#231a que assumiu o risco de n&amp;#227o se candidatar a reelei&amp;#231&amp;#227o naquele ano para apoiar o nome de Rita. Dois anos depois concorreria a deputado federal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108811300227014503?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108811300227014503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108811300227014503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/rita-cap237tulo-vi-8211-vereadora.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108768505288439096</id><published>2004-06-19T19:42:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T20:34:03.343-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;h2&gt;?&lt;/h2&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;Cap&amp;#237;tulo I - Influ&amp;#234;ncia esquisita&lt;/h4&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;"Consumidores, dinheiro e lucro!", lema dos esquisitos (homens que sabem, que sabem &amp;#8212; redundamente enganoso) invadem pa&amp;#237;ses por vias a&amp;#233;reas, visuais, auditivas e cut&amp;#226;neas.&lt;br /&gt;Nas tropicais cabe&amp;#231;as de coco, onde a &amp;#225;gua predomina, vivem consumindo imagens, cultuando padres inquestion&amp;#225;veis, pastores torturadores das palavras b&amp;#237;blicas e acabam caindo num mundo virtual. Filhos convertidos por meios informatizados consomem horas; querem o &lt;i&gt;strike&lt;/i&gt; ou o &lt;b&gt;counter-strike&lt;/b&gt;, viol&amp;#234;ncia? Tev&amp;#234;s comerciais, jornais assassinos, alimenta&amp;#231;&amp;#227;o prec&amp;#225;ria, mente perturbada constatam porradas, tiros, mortes, frieza. Tais sujeitos eletr&amp;#244;nicos ou encarnados criam tend&amp;#234;ncias, sexuais ou analfabetas ("quanto &amp;#233; a raiz quadrada de 81?", perguntam ao aluno; ele responde: "n&amp;#227;o nasci nessa &amp;#233;poca e raiz quadrada s&amp;#243; pode ser inven&amp;#231;&amp;#227;o de japon&amp;#234;s").&lt;br /&gt;Recluso dentro de casa, algu&amp;#233;m escreve longe das garras monstruosas (pois ningu&amp;#233;m cortou as unhas daquela esquisita &amp;#225;guia):&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;center&gt;Selvagens Modenos&lt;/center&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoas atrasadas&lt;br /&gt;     ou computadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Economia radioativa,&lt;br /&gt;     D&amp;#237;vidas virtuais.&lt;br /&gt;     Com nossa viol&amp;#234;ncia&lt;br /&gt;     Imprimem jornais.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     Doentes desempregados,&lt;br /&gt;     Planeta-Vermelho.&lt;br /&gt;     N&amp;#227;o, Marte. Terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Processadores de dados&lt;br /&gt;     Ou civilizados?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem expressou essas palavras seria nosso her&amp;#243;i? Algum nome? N&amp;#243;s continuamos sem t&amp;#237;tulo, apesar das participa&amp;#231;&amp;#245;es do &lt;a href="http://mundosdesertos.blogspot.com" target="_blank"&gt;Sphynx&lt;/a&gt; e Bruna. Gabriel, bem como sua irm&amp;#227;, parem de bancar os t&amp;#237;midos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Contribuam com coment&amp;#225;rios ou acatem os bebedouros de almas.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108768505288439096?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108768505288439096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108768505288439096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/caprios-ou-acatem-os-bebedouros-de.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108758551491210520</id><published>2004-06-18T16:04:00.000-03:00</published><updated>2004-06-25T11:49:29.103-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Vit&amp;#243ria ou Derrota?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Saiu em todos os jornais: &amp;#34Governo sofre derrota na vota&amp;#231&amp;#227o do m&amp;#237nimo&amp;#34. Mas ser&amp;#225 que isso de fato &amp;#233 verdade? O sal&amp;#225rio m&amp;#237nimo que os senadores aprovaram &amp;#233 maior do que o que foi proposto pelo governo e por isso dizem que a atual administra&amp;#231&amp;#227o foi derrotada no Senado. &lt;br /&gt;Por&amp;#233m, pensando por outro lado, vemos que a popula&amp;#231&amp;#227o sai ganhando com esses quinze reais a mais. Se &amp;#233 objetivo do governo defender os interesses do povo brasileiro e se o povo deste pa&amp;#237s foi &amp;#34presenteado&amp;#34 com quinze reais (meu Deus, estou escrevendo uma cr&amp;#244nica por conta de quinze reais a mais ou a menos!), logo o governo teve uma vit&amp;#243ria.&lt;br /&gt;Contudo ao inv&amp;#233s de aceitar esse aumento, os governistas &amp;#8211 que outrora brigaram por um m&amp;#237nimo maior &amp;#8211 lutar&amp;#227o na C&amp;#226mara dos Deputados para que o valor seja o defendido por Lula e sua trupe. &lt;br /&gt;&amp;#201 fato que um real faz toda diferen&amp;#231a nas contas de Previd&amp;#234ncia, entretanto tamb&amp;#233m &amp;#233 fato que um m&amp;#237sero centavo faz muita diferen&amp;#231a no bolso do trabalhador. Al&amp;#233m disso n&amp;#227o podemos esquecer que o governo economiza na hora de aumentar o m&amp;#237nimo, mas esquece dos caixas na hora de formar as comitivas das viagens presidenciais (ou ent&amp;#227o das viagens religiosas de seus ministros).&lt;br /&gt;Os petistas sempre fizeram belas poses na &amp;#233poca de escolha do m&amp;#237nimo. Discursos inflamados afirmavam que Fernando Henrique se esquecia do povo. Hoje a situa&amp;#231&amp;#227o que vemos &amp;#233 a contr&amp;#225ria, tanto de um lado, como de outro. Petistas dizem que est&amp;#227o fazendo o poss&amp;#237vel e o imposs&amp;#237vel para dar maiores aumentos, mas que n&amp;#227o &amp;#233 poss&amp;#237vel. J&amp;#225 os tucanos e pefelistas garantem que &amp;#233 totalmente poss&amp;#237vel fazer o m&amp;#237nimo crescer, que basta vontade pol&amp;#237tica. Chega a ser c&amp;#244mica essa invers&amp;#227o de lados, mas ao elegermos PT para o governo e PSDB/PFL para oposi&amp;#231&amp;#227o j&amp;#225 dever&amp;#237amos saber que seria assim, afinal estes s&amp;#227o os membros de um interessante e perigoso jogo: O JOGO DO PODER (essa id&amp;#233ia ficou um pouco chav&amp;#227o, mas acho que consegui passar o recado que queria). Esteja quem estiver comandando esse jogo, os outros gritar&amp;#227o em tudo que for poss&amp;#237vel.&lt;br /&gt;Agora que o Senado parece ser territ&amp;#243rio da oposi&amp;#231&amp;#227o teremos momentos quent&amp;#237ssimos nesse jogo. Basta esperar e ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108758551491210520?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108758551491210520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108758551491210520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/vit243ria-ou-derrota-saiu-em-todos-os.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108750740518556025</id><published>2004-06-17T18:22:00.000-03:00</published><updated>2004-06-19T20:18:27.136-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo V &amp;#8211 Ci&amp;#250mes&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;O ci&amp;#250me &amp;#233 capaz de acabar com qualquer rela&amp;#231&amp;#227o e, conforme j&amp;#225 foi dito no &amp;#250ltimo cap&amp;#237tulo, Silvana era uma mulher extremamente ciumenta. Alguns tinham medo de dizer abertamente, mas diziam as conversas paralelas nas reuni&amp;#245es sociais que ela j&amp;#225 havia at&amp;#233 matado uma modelo que se insinuava para Geraldo. Ningu&amp;#233m sabia at&amp;#233 que ponto isso era verdade, entretanto, desde que esse boato come&amp;#231ou a correr, era dif&amp;#237cil ver mulheres falando a s&amp;#243s com o marido de Silvana.&lt;br /&gt;Esse ci&amp;#250me &amp;#8211 que chegava a ser doentio &amp;#8211 logo se voltou contra Rita e a mo&amp;#231a n&amp;#227o teve como escapar do &amp;#243dio da rival. Era evidente que Silvana queria acabar com Rita e mais evidente ainda que Rita, apesar de n&amp;#227o demonstrar nenhum interesse por Geraldo (apesar de ter), encararia a briga com todo o prazer.&lt;br /&gt;A luta n&amp;#227o seria f&amp;#225cil, pois Silvana contava com um forte aliado: Mauro. O rapaz n&amp;#227o podia suportar a id&amp;#233ia de ver seus pais separados e usaria todos as armas poss&amp;#237veis para acabar com o amor de seu pai por Rita.&lt;br /&gt;Certo dia, quando foi na lanchonete, Mauro come&amp;#231ou a conversar com Rita:&lt;br /&gt;&amp;#8212 Est&amp;#225 gostando de trabalhar aqui?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o tinha como n&amp;#227o gostar. A maneira como fui contratada gerou um impacto t&amp;#227o grande que acho tudo aqui maravilhoso.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Que bom. Fico feliz em saber disso. Voc&amp;#234 parece ser muito dedicada. Voc&amp;#234 s&amp;#243 trabalha ou se diverte tamb&amp;#233m? &amp;#8211 fez essa pergunta rindo&lt;br /&gt;&amp;#8212 Todo fim de semana vou no cinema. Mas a minha maior divers&amp;#227o, o que eu mais gosto de fazer, &amp;#233 participar das reuni&amp;#245es do meu partido.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 gosta de pol&amp;#237tica? Que legal. Qual &amp;#233 o teu partido?&lt;br /&gt;&amp;#8212 PLP.&lt;br /&gt;&amp;#8212 S&amp;#233rio. Eu tenho um grande amigo que faz parte desse partido. E diga&amp;#8211se de passagem que ele &amp;#233 importante l&amp;#225 dentro.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Quem &amp;#233 seu amigo?&lt;br /&gt;&amp;#8212 O Vereador Diniz.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Nossa. Ele &amp;#233 muito legal. Faz tempo que voc&amp;#234s se conhecem?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Desde que eu comecei a militar pelos direitos dos gays. Ele sempre apoiou esses movimentos.&lt;br /&gt;&amp;#8212 &amp;#201, eu sei. &amp;#8211 deu uma pausa &amp;#8211 Vou te contar uma coisa que nunca contei para ningu&amp;#233m. Meu grande sonho &amp;#233 ser vereadora.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Interessante. Voc&amp;#234 nunca tentou se candidatar?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Nunca tive coragem. As minhas chances de ganhar s&amp;#227o m&amp;#237nimas.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Mas com ajuda voc&amp;#234 chega l&amp;#225 facilmente.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tomara que um dia eu consiga.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Agora tenho que ir. Tchau.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tchau.&lt;br /&gt;Logo que saiu da lanchonete, Mauro ligou para a m&amp;#227e.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tenho uma &amp;#243tima not&amp;#237cia. Acho que aquele seu sonho pode se realizar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o acredito. Vem agora para casa e me conta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108750740518556025?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108750740518556025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108750740518556025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/rita-cap237tulo-v-8211-ci250mes-o.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108726203151705490</id><published>2004-06-14T22:13:00.000-03:00</published><updated>2004-06-15T02:54:30.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando desci do &amp;#244nibus, notei estar sendo observada. N&amp;#227o um simples olhar de algu&amp;#233m distra&amp;#237do, mas um olhar que corta a multid&amp;#227o e faz com que somente exista um foco. Senti&amp;#8211me lisonjeada. Pensei comigo que ap&amp;#243s os primeiros passos no meio de tanta gente, aquele olhar iria se perder. Mas isto n&amp;#227o aconteceu. Eu poderia encarar aquele ser e tirar satisfa&amp;#231&amp;#227o, como faria de costume, mas eu estaria errada, pois n&amp;#227o posso privar algu&amp;#233m de observar&amp;#8211me. Nossos olhos s&amp;#227o livres. Mas &amp;#224s vezes &amp;#233 arriscado ser um observador detalhista. Pode resultar em decep&amp;#231&amp;#227o. Como diz o velho ditado &amp;#34o que os olhos n&amp;#227o v&amp;#234em o cora&amp;#231&amp;#227o n&amp;#227o sente&amp;#34. Mas n&amp;#227o &amp;#233 sobre isso que quero falar. Que imiscui&amp;#231&amp;#227o! &lt;br /&gt;Andei alguns metros e aquilo deixou de ser somente um olhar e passou a ser passos que me seguiam. N&amp;#227o queria assumir meu medo, mas muitas coisas se passaram por minha mente. As pessoas s&amp;#227o m&amp;#225s, n&amp;#227o posso confiar em ningu&amp;#233m. Ent&amp;#227o decidi correr. &lt;br /&gt;J&amp;#225 era quase noite e isto causava mais aperto em meu cora&amp;#231&amp;#227o, n&amp;#227o sabia exatamente qual era meu rumo. Precisava de algu&amp;#233m por perto.&lt;br /&gt;Conforme ia andando, aquelas pessoas que antes serviam &amp;#8211me como prote&amp;#231&amp;#227o iam desaparecendo. Parei em um ponto de &amp;#244nibus e decidi que pegaria o primeiro &amp;#244nibus que passasse, s&amp;#243 para me ver livre daquela situa&amp;#231&amp;#227o. Mas o acaso n&amp;#227o colaborou comigo. Decidi reconhecer que estava com medo. Era orgulhosa demais para permitir que um simples medo me dominasse. Ele me dominou. Chorei. L&amp;#225grimas escorriam a espera de alguma provis&amp;#227o. Dizem que quando sentimos a morte, imagens do passado passam por nossa mente como flashs. Mas em minha mente n&amp;#227o veio o passado. N&amp;#227o sei exatamente como descrever, mas em meus pensamentos focalizava uma idealiza&amp;#231&amp;#227o totalmente ut&amp;#243pica de uma vida que nunca ousei experimentar. Acho que imaginava o c&amp;#233u. Ao mesmo tempo em que temia n&amp;#227o ter sido uma pessoa digna de ir para um lugar t&amp;#227o maravilhoso, lamentava ser boa demais para morrer. Aquele olhar se aproximava. Em quest&amp;#227o de segundos as imagens que evocava desapareciam e eu me rendia ao medo. Deveria ser forte. Poderia ter deixado algo cair no caminho e aquele indiv&amp;#237duo queria apenas devolver&amp;#8211me, ou poderia ser um anjo, ou um dem&amp;#244nio. Que imagina&amp;#231&amp;#227o! N&amp;#227o queria pensar em nada, apenas na miseric&amp;#243rdia divina. Quando menos esperava senti uma m&amp;#227o me tocar. Uma forte luz ofuscou meu olhos. Onde estaria eu? Ser&amp;#225 que ainda existia? Fechei meus olhos e deixei acontecer. Rendi&amp;#8211me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o fim. Quando abri meus olhos meu inconsciente saiu de cena, meus medos reprimidos foram substitu&amp;#237dos pela boa sensa&amp;#231&amp;#227o de poder respirar aliviada. Estava de volta a realidade. Um sonho. Um sonho ruim. Um sonho que exp&amp;#244s meu medo pela vida. O meu maior medo &amp;#233 a id&amp;#233ia de ter medo. Mas eu mesma me acusava. Estou propensa ao perigo, n&amp;#227o posso reprimir meus sentimentos, mas n&amp;#227o posso deixar que eles me dominem. Ainda bem que foi um sonho. Ainda bem que estou viva. Quando ser&amp;#225 a realidade? Conv&amp;#233m n&amp;#227o imaginar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108726203151705490?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108726203151705490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108726203151705490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/quando-desci-do-244nibus-notei-estar.html' title=''/><author><name>Flavia Formaggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11425491900083154891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108706955267236794</id><published>2004-06-12T16:38:00.000-03:00</published><updated>2004-06-12T16:51:33.706-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Desculpem, caros leitores, mas no momento estou &lt;font color = "red"&gt;&lt;b&gt;&lt;/i&gt;impossibilitado&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; de publicar meu folhetim. Pois o computador que uso estragou, HD ficou riscado por virus.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Ontem procurei ir a casa de um amigo, mas falhou! Ainda assim todos, que aqui passam, receberao um belo primeiro capitulo. Depois de alguma leitura, observei serem "apresentacoes" vindas antes do inicio. Aguardem!!! E mais uma vez minhas desculpas.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado!&lt;br&gt;&lt;br /&gt;PS.: Opero do micro do meu pai contra sua vontade. Acentos foram descartados porque perdi os nums. para tal.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108706955267236794?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108706955267236794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108706955267236794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/desculpem-caros-leitores-mas-no.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108699563843581579</id><published>2004-06-11T20:08:00.003-03:00</published><updated>2004-06-11T20:14:30.313-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Domingo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Por pouco que hoje voc&amp;#234s n&amp;#227o ficam sem cr&amp;#244nica. N&amp;#227o que eu n&amp;#227o tenha tido id&amp;#233ias para escrever ou qualquer coisa do g&amp;#234nero (estive com algumas id&amp;#233ias na cabe&amp;#231a durante a semana inteira). O que aconteceu foi que eu podia jurar que hoje era domingo. N&amp;#227o podia pensar diferente. Afinal, para mim, ontem foi s&amp;#225bado e anteontem sexta-feira.&lt;br /&gt;	Os feriados por um lado s&amp;#227o &amp;#243timos, entretanto eles sempre me deixam maluco. Sempre troco as datas, inverto os dias da semana e muito mais. Como posso me acostumar a um fim de semana de quatro dias? Desde quando a semana acaba na quarta? Tudo isso &amp;#233 muita coisa para a minha pequenina cabe&amp;#231a.&lt;br /&gt;	Quarta-feira minha m&amp;#227e me perguntou se eu havia esquecido a pasta de artes. Respondi que n&amp;#227o, que eu n&amp;#227o tinha aula de artes naquele dia. Adivinhem qual o dia da aula de artes. Ganhou os meus parab&amp;#233ns quem respondeu que &amp;#233 de sexta-feira e que, por conta do feriado que se aproximava, minha m&amp;#227e podia jurar que aquela quarta-feira era, na verdade, uma sexta-feira.&lt;br /&gt;	Nada contra os feriados. Muito pelo contr&amp;#225rio. Se n&amp;#227o fossem eles chegar&amp;#237amos a um n&amp;#237vel de stress admir&amp;#225vel, entretanto precisamos encontrar uma solu&amp;#231&amp;#227o para evitar essas confus&amp;#245es t&amp;#227o comuns. N&amp;#227o tenho a m&amp;#237nima id&amp;#233ia do que possa ser feito, ent&amp;#227o pe&amp;#231o a quem souber que me fale para que eu possa resolver esse meu pequeno probleminha com datas.&lt;br /&gt;	J&amp;#225 que hoje &amp;#233 domingo e n&amp;#227o &amp;#233 comum eu escrever de domingo, a cr&amp;#244nica fica pela metade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108699563843581579?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108699563843581579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108699563843581579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/domingo-por-pouco-que-hoje_108699563843581579.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108680661757973010</id><published>2004-06-09T15:40:00.000-03:00</published><updated>2004-06-09T16:03:50.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo VI &amp;#8211 &amp;#201 Amor&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar algum tempo no passado resolvi voltar ao presente (pelo menos a um passado mais pr&amp;#243ximo).&lt;br /&gt;Com o tempo, a rela&amp;#231;&amp;#227o de Geraldo e Rita foi ficando mais &amp;#237ntima. Calma! N&amp;#227o &amp;#233 o que voc&amp;#234 est&amp;#225 pensando! Pelo menos ainda n&amp;#227o... Eles simplesmente estreitaram os la&amp;#231;os de amizade. Eram obrigados a ficar at&amp;#233 tarde trabalhando e, por muitas vezes, Rita fazia companhia ao patr&amp;#227o mesmo depois do fim do expediente. Desde que ficara vi&amp;#250va encontrara em Geraldo um amigo e era capaz de ficar conversando com ele durante horas. Falavam sobre diversos assuntos, desde de novelas at&amp;#233 coisas de trabalho, mas independente do tema, sempre se divertiam muito.&lt;br /&gt;Essa enorme rela&amp;#231;&amp;#227o de amizade entre os dois s&amp;#243 esbarrou em um problema. Em um grande problema. Silvana convivera com seu marido na juventude e, apesar de todas as provas de que Geraldo havia mudado, preferia ficar com &amp;#34o p&amp;#233 atr&amp;#225s&amp;#34. N&amp;#227o sabia se o marido teria alguma reca&amp;#237da ou se permaneceria fiel at&amp;#233 a morte. Ao ver a crescente amizade entre o esposo e a nova funcion&amp;#225ria da lanchonete, Silvana n&amp;#227o conseguia ficar sem pensar besteiras. &amp;#34&amp;#201 meia&amp;#8211noite e ele ainda n&amp;#227o chegou. Aposto que ele est&amp;#225 conversando com aquela gar&amp;#231;onetizinha de  quinta categoria.&amp;#34, &amp;#34O que ser&amp;#225 que eles tanto falam?&amp;#34, &amp;#34Por 	que ser&amp;#225 que ele a contratou?&amp;#34. E assim ficava at&amp;#233 que o marido chegasse em casa, dissesse que estava cansado de tanto trabalhar, negasse qualquer envolvimento com Rita e fosse dormir. Dormir para sonhar com Rita.&lt;br /&gt;As suspeitas de Silvana n&amp;#227o eram exagero. Realmente Geraldo estava apaixonado pela mulher que havia contratado de forma t&amp;#227o misteriosa. Entretanto a funcion&amp;#225ria resistia, sempre dizendo que n&amp;#227o era certo, afinal o patr&amp;#227o tinha uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, nos j&amp;#225 tradicionais &amp;#34cer&amp;#245es&amp;#34, Geraldo resolveu conversar seriamente com Rita. Era f&amp;#225cil notar que ele estava nervoso, pois passava a m&amp;#227o nos cabelos a todo momento e comia sem parar. Tomou coragem e iniciou o assunto:&lt;br /&gt;&amp;#8212 Acho que n&amp;#227o preciso nem dizer o que sinto por voc&amp;#234...&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o precisa, mas mesmo se disse n&amp;#227o far&amp;#225 diferen&amp;#231;a nenhuma. N&amp;#227o se esque&amp;#231;a que voc&amp;#234 &amp;#233 casado!&lt;br /&gt;&amp;#8212 E da&amp;#237?&lt;br /&gt;&amp;#8212 E da&amp;#237? Voc&amp;#234 ainda pergunta? Voc&amp;#234 prometeu fidelidade &amp;#224 dona Silvana perante Deus. E ainda pergunta que mal tem voc&amp;#234 me amar?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Mas eu mais voc&amp;#234 do que a Silvana.&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o importa! Voc&amp;#234 &amp;#233 casado com ela. Tanto no civil como no religioso. Os dois est&amp;#227o presos pela justi&amp;#231;a divina e pela justi&amp;#231;a dos homens.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Se &amp;#233 por isso eu me separo.&lt;br /&gt;&amp;#8212 A dona Silvana n&amp;#227o suportaria. Seria uma desgra&amp;#231;a para ela.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Melhor a desgra&amp;#231;a ser dela do que minha!&lt;br /&gt;&amp;#8212 EGO&amp;#205STA!!!&lt;br /&gt;Rita saiu da sala de Geraldo apressada e foi embora da lanchonete. Quando n&amp;#227o era mais vista por ningu&amp;#233m conhecido deu uma risadinha e foi embora para casa. N&amp;#227o podia conter a alegria. Tudo estava dando certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108680661757973010?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108680661757973010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108680661757973010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/rita-capa-ser-dela-do-que-minha-8212.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108646723128597897</id><published>2004-06-05T17:25:00.000-03:00</published><updated>2004-06-12T16:38:06.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;h2&gt;?&lt;/h2&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;Apresenta&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/h4&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://mundosdesertos.blogspot.com" target="_blank"&gt;Sphynx&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, meu caro, tu &amp;#233;s um profeta? N&amp;#227;o, acho que como eu v&amp;#234;s-te mapas apontando a morada dos &lt;i&gt;esquisitos&lt;/i&gt;, tamb&amp;#233;m deve ter encontrado um velho di&amp;#225;rio deixado por uma das "anomalias" (segundo seu linguajar).&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Protegidos por imensas &lt;b&gt;Torres de Ferro&lt;/b&gt; est&amp;#227;o os 'Homo Profanus', ou ainda, 'Homo Canabilis'. O maior desejo dessa esp&amp;#233;cie est&amp;#225; em transformar outras esp&amp;#233;cies e seres em seus escravos. Bebem sangue em ta&amp;#231;as negras. Bondade? Fingem possuir. Comem estranhas iguarias, inclusive pepinos-doces. Sua sociedade &amp;#233; constitu&amp;#237;da por uma altura m&amp;#233;dia de 1,95, contrastando com tal aparece um baixinho. Cabelos cinzas, olhos vazios, corpo magro, pele branca com no m&amp;#225;ximo 1,65m...&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt; Sim, Sphynx, s&amp;#227;o palavras ditas por um infectado. Veja o desenho da capa. Sujeito de cabeleira cinza, olhos sem pupila, corpo magro, veste roupas parecidas com a da est&amp;#225;tua da liberdade, h&amp;#227;! Listrada nos tons vermelho e branco, enrolado no pesco&amp;#231;o vemos um len&amp;#231;o azul escuro, ah, na cabe&amp;#231;a a coroa com espetos para fora, branca!&lt;br /&gt;Esse, segundo relatos, foi respons&amp;#225;vel por incentivar invas&amp;#245;es nas terras tropicais porque queria melhorar algum problema sentimental, sabe? Nada como visto naquele filme do Brad Pitt, Tr&amp;#243;ia, no qual tudo caminha por causa de Helena. No caso do pequenino as a&amp;#231;&amp;#245;es invasoras seriam consideradas &lt;i&gt;reality shows of blood&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;Enfim, quando abrem os port&amp;#245;es dessas torres observamos dezenas de estados unidos banhados &amp;#224;s frituras das batatinhas inglesas, refrigerados por Coca, mantidos pelo petrod&amp;#243;lar. Resumindo o cosumismocentrismo, aquele baixinho cultua o "Deus Pagatorum". Todos l&amp;#225; falam de boca cheia: "Somos polite&amp;#237;stas. Cultuamos deus do consumo, da fortuna, da viol&amp;#234;ncia, da lux&amp;#250;ria..." e afora outros.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Troquem aquela interroga&amp;#231;&amp;#227;o por um t&amp;#237;tulo, continuem exercendo sua liberdade expressiva. Sugest&amp;#245;es, cr&amp;#237;ticas, opini&amp;#245;es e quaisquer palavras s&amp;#227;o bem-vindas.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108646723128597897?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108646723128597897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108646723128597897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/apresentao-bem-vindas.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108638068865052895</id><published>2004-06-04T17:24:00.000-03:00</published><updated>2004-06-04T17:24:48.650-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;M&amp;#225fia do Lixo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Todo dia quando saio de casa para ir ao col&amp;#233gio vejo dois garis arrumando aqueles carrinhos onde eles colocar o lixo. &amp;#201 sempre assim: um dos dois pega um saco, faz duas &amp;#34orelinhas&amp;#34, entrega para outro que por sua vez coloca o saco no tal carrinho. At&amp;#233 a&amp;#237 tudo bem, entretanto o processo se repete in&amp;#250meras vezes. S&amp;#227o tantas repeti&amp;#231&amp;#245es que nunca cheguei a ver o trabalho terminado. O carro pode parar no farol, o sinal pode demorar horas para abrir, mas mesmo assim os dois continuam l&amp;#225, sem parar.&lt;br /&gt;	Segundo meu pai, a dupla din&amp;#226mica deve fazer parte de alguma &amp;#34m&amp;#225fia do lixo&amp;#34 (Brasil tem tudo quanto &amp;#233 m&amp;#225fia e quando se fala de S&amp;#227o Paulo ent&amp;#227o...). Os sacos de lixo provavelmente s&amp;#227o superfaturados (superfaturamento em uma prefeitura paulistana?) e os dois rapazes recebem orienta&amp;#231&amp;#227o para gastarem o maior n&amp;#250mero poss&amp;#237vel de sacos. Imaginem s&amp;#243 o preju&amp;#237zo que isso n&amp;#227o d&amp;#225 para os cofres p&amp;#250blicos? Provavelmente o caixa s&amp;#243 anda mal das pernas por conta dessa terr&amp;#237vel m&amp;#225fia. E o pior &amp;#233 que n&amp;#227o &amp;#233 nem gest&amp;#227o do Maluf para podermos dizer que a culpa &amp;#233 dele.&lt;br /&gt;	Agora me lembrei da segunda ou terceira cr&amp;#244nica que publiquei nesse site. O t&amp;#237tulo era &amp;#34Dono de Pizzaria&amp;#34 e eu comentava a corrup&amp;#231&amp;#227o (foi na &amp;#233poca da viagem da ent&amp;#227o ministra Benedita para a Argentina). Dizia que o neg&amp;#243cio ideal no Brasil &amp;#233 abrir uma pizzaria, afinal aqui tudo acaba em pizza. Sei que o assunto n&amp;#227o tem praticamente nada a ver com a cr&amp;#244nica de hoje, mas curiosamente falei em Paulo Maluf e lembrei de corrup&amp;#231&amp;#227o.&lt;br /&gt;	Voltando a M&amp;#225fia do Lixo, ser&amp;#225 que tem gente gra&amp;#250da envolvida ou os &amp;#250nicos dois participantes s&amp;#227o os dois pobres garis? Posso apostar que tem gente do governo envolvida. Ser&amp;#225 que temos um Secret&amp;#225rio do Lixo em S&amp;#227o Paulo? Se tiver posso apostar que ele est&amp;#225 sabendo de tudo e se bobear &amp;#233 o l&amp;#237der dessa perigosa quadrilha.&lt;br /&gt;	Duvido muito que esse bando de mafiosos restrinja-se aos inofensivos sacos de lixo. Por isso, minha senhora, farei um alerta: CUIDADO COM O QUE FAZ COM SEU LIXO! A M&amp;#193FIA PODE ESTAR DE OLHO!&lt;br /&gt;	Por hoje &amp;#233 s&amp;#243. At&amp;#233 a pr&amp;#243xima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108638068865052895?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108638068865052895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108638068865052895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/m225fia-do-lixo-todo-dia-quando-saio.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108620237469157200</id><published>2004-06-02T15:52:00.000-03:00</published><updated>2004-06-02T17:57:29.690-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo V &amp;#8211 N&amp;#227o tenho namorado&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&amp;#8212 Que tipo de problema?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o me sinto a vontade para dizer...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o voc&amp;#234 veio aqui s&amp;#243 para me deixar nervoso?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o &amp;#233 isso! Eu vim aqui para pedir que voc&amp;#234 converse com o Mauro.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como eu posso conversar se n&amp;#227o sei qual &amp;#233 o problema que ele tem?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Fale com ele sobre sexo, garotas, essas coisas que voc&amp;#234 entende bem. &lt;br /&gt;&amp;#8212 Ele est&amp;#225 namorando?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Mais ou menos.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o n&amp;#227o se preocupe... isso &amp;#233 normal. O Mauro s&amp;#243 tem 14 anos, est&amp;#225 mesmo na idade de namorar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu sei disso e at&amp;#233 concordo com voc&amp;#234. Mas o normal &amp;#233 que ele namore meninas.&lt;br /&gt;&amp;#8212 O que voc&amp;#234 quer dizer?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Exatamente o que voc&amp;#234 entendeu. Eu acho que o Mauro &amp;#233 gay.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Mas n&amp;#227o pode ser. Ele faz tanto sucesso entre as meninas.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Elas gostam dele, mas ele n&amp;#227o gosta delas.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sai... eu preciso ficar sozinho.&lt;br /&gt;Silvana saiu e Geraldo ficou sozinho, pensativo. Como ele deixar&amp;#225 seu filho se tornar um gay? Sempre tomou o m&amp;#225ximo de cuidado com o menino. O educou para que se tornar - se um HOMEM.&lt;br /&gt;Depois de muito pensar pegou o telefone e discou o n&amp;#250mero do celular de Mauro. Desistiu. Pegou novamente o telefone. Tomou coragem. Respirou fundo. E ligou.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Al&amp;#244! Filho?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sou eu, pai. Pode falar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 pode vir aqui no meu escrit&amp;#243rio.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Posso sim pai. Quando sair do col&amp;#233gio ao inv&amp;#233s de ir para casa eu vou para a&amp;#237.&lt;br /&gt;&amp;#8212 &amp;#211timo.&lt;br /&gt;Desligou o telefone. Geraldo pegou uma foto de seu filho que tinha sobre a mesa, come&amp;#231ou a chorar e s&amp;#243 parou depois de guardar o porta-retratos.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;O rel&amp;#243gio da Lanchonete Silva marcava duas e meia quando passou pela porta um belo menino, com cabelos lisos e castanhos, olhos da mesma cor, algumas espinhas na cara que davam at&amp;#233 um charme. Todas as meninas que estavam lanchando n&amp;#227o conseguiam tirar os olhos. Aquele rapaz era muito bonito e al&amp;#233m de tudo rico. Um dia administraria aquela f&amp;#225brica de dinheiro onde acabara de entrar.&lt;br /&gt;Dirigiu-se para o escrit&amp;#243rio do pai, bateu na porta e entrou assim que o pai permitiu.&lt;br /&gt;&amp;#8212 O senhor queria falar comigo?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sim. Entre e sente-se.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Pode falar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Meu filho, me diga uma coisa. Como v&amp;#227o as garotas? Os namoros? Essas coisas...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Nunca namorei de verdade. J&amp;#225 tive uns rolinhos por a&amp;#237, mas nada muito s&amp;#233rio.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sei como &amp;#233. Eu tamb&amp;#233m era assim quando tinha a sua idade.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Imagino. Conhe&amp;#231o sua fama. Apesar de hoje o senhor estar mais calmo, sei que quando era novo voc&amp;#234 adorava namorar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tenho mais uma coisa para te perguntar, por&amp;#233m n&amp;#227o sei como entrar no assunto.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Seja direto. - Mauro podia perceber que o pai iria falar algo que n&amp;#227o lhe agradava nem um pouco.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o serei. Filho, voc&amp;#234 &amp;#233 gay?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Por que est&amp;#225 me perguntando isso?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sua m&amp;#227e me disse que tem fortes suspeitas que voc&amp;#234 n&amp;#227o goste de garotas...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ela mexeu no meu di&amp;#225rio. Eu n&amp;#227o admito isso. - Mauro esta claramente nervoso - Tudo bem. Eu sou gay. E a&amp;#237? Que &amp;#233 que tem?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Fique calmo! Eu sei perfeitamente o que &amp;#233 isso. Assumo que fiquei chocado quando soube, mas pensei muito e n&amp;#227o vou te reprimir. Eu sei o que esse tipo de repress&amp;#227o pode fazer com a cabe&amp;#231a de um jovem.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Que bom que o senhor n&amp;#227o vai reprimir. Mas e a mam&amp;#227e?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Isso &amp;#233 com ela. Eu n&amp;#227o posso mexer com a cabe&amp;#231a dela. Mas agora me mate uma curiosidade. Preocupa&amp;#231&amp;#227o de pai, sabe como &amp;#233, n&amp;#233? Voc&amp;#234 tem algum namorado?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o, pai.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Fico feliz em saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108620237469157200?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108620237469157200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108620237469157200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/06/rita-cap237tulo-v-8211-n227o-tenho.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108584555179263801</id><published>2004-05-29T12:43:00.000-03:00</published><updated>2004-06-05T18:13:54.596-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font size="4"&gt;Pr&amp;#243;logo&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;N&amp;#243;s, vizinhos, n&amp;#227;o ag&amp;#252;entamos! Alguns familiares deles tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o ag&amp;#252;entam ouvir o grito: Consumidores! Dinheiro! Lucro!&lt;br /&gt;Esses indiv&amp;#237;duos representam carentes &lt;i&gt;in continente&lt;/i&gt; duplo-oce&amp;#226;nico. Adeptos dos 'fast-foods', da churrasqueira para fazer hamb&amp;#250;rgueres, eles querem comer qualquer coisa, sem importar a maldita AIDS. Infelizmente nem todos podem entrar para a cal&amp;#231;ada da fama, ent&amp;#227;o que seja da inf&amp;#226;mia. Dentro de seus organismos h&amp;#225; o v&amp;#237;rus: &lt;i&gt;Infectio intercruzis&lt;/i&gt;, popularmente conhecido como Cruza-cruza.&lt;br /&gt;Nas terras tropicais, certos habitantes, encantados pela sua l&amp;#237;ngua estranha, montaram monumentos os homenageando: McDonald's, Blockbuster's, Bank Boston's, Texaco's e infinitos outros. Por raz&amp;#245;es naturais ou hormonais, melhor dizendo, rela&amp;#231;&amp;#245;es sexuais s&amp;#227;o rotineiras junto aos esquisitos. Porque mostram for&amp;#231;a, mostram como dominar&amp;#227;o nosso mundo, muito em breve o espa&amp;#231;o, quem sabe, falam inclusive do plano em destronar o divino-pai, quem sabe! Desse modo a Epidemia Cruza-Cruza est&amp;#225; em alta, n&amp;#227;o na Bolsa de Valores, logicamente. &lt;br /&gt;Povo mal esclarecido, governantes contagiados; somente dentre estudantes, estudiosos e professores existem sobreviventes. Como ficam os infectados? Querem saber? Como podemos chamar os &lt;i&gt;esquisitos&lt;/i&gt;, alguma sugest&amp;#227;o? Esta hist&amp;#243;ria s&amp;#243; continuar&amp;#225;, se voc&amp;#234; quiser. Portanto, usem e abusem das palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108584555179263801?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108584555179263801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108584555179263801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/pr-quiser.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108577699099161816</id><published>2004-05-28T17:38:00.000-03:00</published><updated>2004-05-28T17:43:10.993-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Caf&amp;#233&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Sabe aquele cheirinho de caf&amp;#233 que dizem ser irresist&amp;#237vel? Eu n&amp;#227o gosto. Mas n&amp;#227o estou aqui para discutir o cheiro nem o sabor (que tamb&amp;#233m n&amp;#227o gosto) do caf&amp;#233. Quero falar sobre a import&amp;#226ncia do &amp;#34marronzinho&amp;#34 para o Brasil.&lt;br /&gt;	Outro dia a professora de Geografia contou na aula a hist&amp;#243ria do bom (discordo!) e velho cafezinho. Ele j&amp;#225 era plantado no Brasil desde a &amp;#233poca do in&amp;#237cio da coloniza&amp;#231&amp;#227o, por&amp;#233m (pasmem!) era usado como planta ornamental. Ele veio da Guiana Francesa &amp;#8211 ou de uma das outras, n&amp;#227o tenho certeza &amp;#8211 e foi descendo pelo litoral at&amp;#233 chegar no Vale do Para&amp;#237ba, que por incr&amp;#237vel que pare&amp;#231a n&amp;#227o fica na Para&amp;#237ba e sim na divisa entre Rio de Janeiro e S&amp;#227o Paulo. Foi nesse ponto que come&amp;#231ou a agricultura cafeeira de fato. Entretanto n&amp;#227o ficou muito tempo nesse lugar e logo migrou para o interior de S&amp;#227o Paulo. &amp;#201 nesse ponto que o progresso brasileiro tem in&amp;#237cio. O caf&amp;#233 produzido aqui era para exporta&amp;#231&amp;#227o e precisava ser levado para outros pa&amp;#237ses, para isso era necess&amp;#225rio levar a carga at&amp;#233 o Porto de Santos. Mas como? Constru&amp;#237ram-se as estradas de ferro para resolver o problema.&lt;br /&gt;	O que quero demonstrar contando essa hist&amp;#243ria &amp;#233 que o pouco que temos &amp;#233 devido ao caf&amp;#233. Ele come&amp;#231ou a crescer em S&amp;#227o Paulo, hoje o estado mais rico do pa&amp;#237s. Gra&amp;#231as a ele foram constru&amp;#237das as primeiras ferrovias. Para cuidar dele os estrangeiros vieram para o Brasil. E assim, aos poucos ele fez este pa&amp;#237s se desenvolver.&lt;br /&gt;	&amp;#201 claro que n&amp;#227o tirarei aqui os m&amp;#233ritos de outras partes important&amp;#237ssimas da nossa economia, como a planta&amp;#231&amp;#227o de cana-de-a&amp;#231&amp;#250car, a extra&amp;#231&amp;#227o de l&amp;#225tex e a explora&amp;#231&amp;#227o de min&amp;#233rios. Por&amp;#233m o caf&amp;#233 se manteve forte durante muito tempo (e ainda &amp;#233). At&amp;#233 hoje podemos ver ricas fazendas de caf&amp;#233. Das nossas sementes sai o &amp;#34coffe&amp;#34 que os americanos tomam enquanto trabalham, das nossas planta&amp;#231&amp;#245es sai o &amp;#34cortado&amp;#34 (caf&amp;#233 com leite) que os espanh&amp;#243is tomam nos bares. &lt;br /&gt;Nosso cafezinho de cada dia movimenta a economia global. Nunca vi reuni&amp;#227o de neg&amp;#243cios que n&amp;#227o seja regada a um bom caf&amp;#233.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108577699099161816?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108577699099161816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108577699099161816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/caf233-sabe-aquele-cheirinho-de-caf233.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108571445459157681</id><published>2004-05-28T00:20:00.000-03:00</published><updated>2004-06-08T01:47:20.913-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TEORIA DA IDA CONSPIRAT&amp;#211;RIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca reparei como &amp;#233; estranho a chegada dos americanos &amp;#224; Lua. Parece estranho dizer que n&amp;#227;o &amp;#233; poss&amp;#237;vel, mas isso se deve somente aos nossos ouvidos que desde a escolinha at&amp;#233; a faculdade ouvem todo tipo de afirma&amp;#231;&amp;#227;o que relata sobre o homem at&amp;#233; a Lua. Hoje tive um belo debate sobre isso em minha aula de ingl&amp;#234;s, onde coment&amp;#225;vamos exatamente a possibilidade de haver um certo tipo de conspira&amp;#231;&amp;#227;o por parte dos financiadores dessa viagem real ou fict&amp;#237;cia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convers&amp;#225;vamos sobre a foto em destaque em todo o mundo, aquela conhecid&amp;#237;ssima: alguns na aula falavam que havia muitos "erros" na foto. Do tipo de que a sombra do homem n&amp;#227;o estaria alinhada ao rumo solar. Que supostamente fazendo uma grande vasculhada em alta resolu&amp;#231;&amp;#227;o, encontrar&amp;#237;amos uma latinha de "Coke", a Coca-Cola americana e ainda outras que n&amp;#227;o pude entender como suas cores n&amp;#227;o combinavam com uma chegada real do homem &amp;#224; lua. Apesar de essas informa&amp;#231;&amp;#245;es serem inacredit&amp;#225;veis para quem ouve pela primeira vez, ouvi outras averigua&amp;#231;&amp;#245;es mais reais que essas na foto que poderia ser formulada em apenas uma aulinha de "Photoshop". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explica&amp;#231;&amp;#245;es, que prosseguiram durante as duas horas seguintes, de compara&amp;#231;&amp;#245;es para mim pareceram muito interessantes. Afirma&amp;#231;&amp;#245;es verdadeiramente cient&amp;#237;ficas retiradas de teorias cient&amp;#237;ficas. Segundo elas o homem n&amp;#227;o poderia sair vivo da Lua voltando a seu Planeta-Natal, pois l&amp;#225; n&amp;#227;o tem a camada de oz&amp;#244;nio e em poucos minutos fora da nave o homem deveria derreter ou algo do tipo. Ela mesma, a camada de oz&amp;#244;nio... Ningu&amp;#233;m pensara nisto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para aqueles que ainda contestam informa&amp;#231;&amp;#245;es, que s&amp;#227;o dif&amp;#237;ceis de serem provadas virtualmente, foi mostrada a prova que me intrigou... N&amp;#227;o acredito que n&amp;#227;o haja nenhuma radia&amp;#231;&amp;#227;o natural proveniente do &lt;i&gt;desconhecido&lt;/i&gt;, que n&amp;#227;o matasse um homem que sa&amp;#237;sse de nossa atmosfera. Acredito parcialmente, depois de me falarem, que realmente a radia&amp;#231;&amp;#227;o nem com ouro, material espacial de prote&amp;#231;&amp;#227;o b&amp;#225;sico, fosse poss&amp;#237;vel rebater. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente discutimos sobre nossa teoria da conspira&amp;#231;&amp;#227;o. Que segundo minhas fontes seria a prova mais duvidosa e desmartelante dessa real-fict&amp;#237;cia viagem. Quem sabe essa viagem n&amp;#227;o fosse uma falsa montagem cinematogr&amp;#225;fica de d&amp;#233;cadas atr&amp;#225;s, uma conspira&amp;#231;&amp;#227;o para que o povo do Estados Unidos pudesse acreditar e assim financiar uma tecnologia, que naquela &amp;#233;poca n&amp;#227;o seria poss&amp;#237;vel formular. Verdade ou mentira, tudo &amp;#233; poss&amp;#237;vel em um governo estranho daquele pa&amp;#237;s estranho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108571445459157681?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108571445459157681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108571445459157681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/teoria-da-ida-conspirats-estranho.html' title=''/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04787912416313168018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108558485070062740</id><published>2004-05-26T12:19:00.000-03:00</published><updated>2004-05-26T20:41:51.856-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo IV &amp;#8211 Fam&amp;#237lia Silva&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voc&amp;#234 sabe perfeitamente que n&amp;#227o posso negar isso. &amp;#8211 Geraldo media suas palavras.&lt;br /&gt;&amp;#8212 S&amp;#243 faltava negar. Eu vi como voc&amp;#234s se olharam. Desconhecidos n&amp;#227o se olham com tanta raiva.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu e seu pai fomos vizinhos durante a minha adolesc&amp;#234ncia. Eu ainda era muito jovem, gostava de aprontar. Certo dia discuti com seu pai e risquei o carro dele.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Come&amp;#231o a entender. Mas uma traquinagem de adolescente gerou toda essa raiva?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o a traquinagem em si, mas as conseq&amp;#252&amp;#234ncias que ela tomou. Seu pai ficou muito nervoso, quis cobrar os preju&amp;#237zos do meu estrago, mas o velho n&amp;#227o quis pagar. Resultado: seu Jos&amp;#233 Maria processou o meu pai, que somando gastos com o processo e o que teve que pagar por conta da minha traquinagem entrou em uma crise financeira da qual nunca conseguiu se recuperar.  Tivemos que mudar de casa, fomos morar na parte mais pobre do sub&amp;#250rbio, meu pai come&amp;#231ou a beber, minha m&amp;#227e saiu de casa e muitas outras coisas que nem vale a pena contar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Entendo o motivo da sua raiva. Voc&amp;#234 nunca poderia imaginar que aquela sua pequena travessura fosse render o fim da sua fam&amp;#237lia. Grande parte disso se deve ao meu pai.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Espero que voc&amp;#234 me entenda.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tudo bem. Procurarei nem tocar mais nesse assunto&lt;br /&gt;&amp;#8212 Agora por favor volte ao trabalho.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Voltarei.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Para que a hist&amp;#243ria seja bem contada &amp;#233 extremamente necess&amp;#225rio que a fam&amp;#237lia Silva seja apresentada. O nome Silva &amp;#233 um dos mais comuns nos brasileiros e falar de toda essa fam&amp;#237lia seria um pouco complicado. Por isso vamos nos ater  a uma pequena parcela dessa, basicamente tr&amp;#234s pessoas: Geraldo, Silvana e Mauro. Como voc&amp;#234s j&amp;#225 devem ter reparado, apenas um dos tr&amp;#234s &amp;#233 conhecido. Os outros s&amp;#227o sua mulher e filho.&lt;br /&gt;Um peda&amp;#231o do passado de Geraldo j&amp;#225 &amp;#233 conhecido. Seu pai, Carlos Silva, perdeu tudo. A fam&amp;#237lia se desfez. Tudo de ruim que poderia acontecer aconteceu. Sem d&amp;#250vida isso tudo foi de fundamental import&amp;#226ncia para a forma&amp;#231&amp;#227o do car&amp;#225ter de Geraldo.&lt;br /&gt;Mulherengo incorrig&amp;#237vel, n&amp;#227o havia mulher que resistisse a seu charme. Manteve essa mania at&amp;#233 o dia em que conheceu o grande amor de sua vida. Tinha 17 anos e acabava de passar por um relacionamento muito conturbado. Foi apresentado a Silvana em uma festa de anivers&amp;#225rio e desde ent&amp;#227o n&amp;#227o tirou a menina da cabe&amp;#231a. Mais do que os olhos castanhos e os cabelos morenos, Silvana mostrava intelig&amp;#234ncia e maturidade incr&amp;#237veis para uma garota de sua idade (15 anos). &lt;br /&gt;Come&amp;#231aram a namorar. Silvana tinha medo de ser somente mais uma conquista na vida de Geraldo. Seus pais n&amp;#227o eram a favor do relacionamento. Tudo conspirava contra o casal, mas ela sentia que ele a amava. Nunca havia suspeitado nenhuma trai&amp;#231&amp;#227o &amp;#8211 apesar de saber que Geraldo n&amp;#227o era homem de uma mulher s&amp;#243.&lt;br /&gt;Numa tarde de s&amp;#225bado Geraldo levou Silvana passear no Museu do Ipiranga &amp;#8211 era o m&amp;#225ximo que o seu apertado or&amp;#231amento podia ag&amp;#252entar &amp;#8211 e, inesperadamente, disse:&lt;br /&gt;&amp;#8212 Pela primeira vez na vida posso dizer que estou apaixonado. Voc&amp;#234 sabe que mulher &amp;#233 uma coisa que nunca faltou na minha vida, por&amp;#233m nunca senti nada al&amp;#233m de atra&amp;#231&amp;#227o f&amp;#237sica por elas. Desde que nos apresentaram eu n&amp;#227o consigo tirar voc&amp;#234 da minha cabe&amp;#231a. Voc&amp;#234 n&amp;#227o &amp;#233 s&amp;#243 bonita. Voc&amp;#234 &amp;#233 inteligente, sincera e, principalmente, a mulher que eu escolhi para viver pelo resto da vida. Voc&amp;#234 n&amp;#227o imagina como eu estou nervoso... Mas &amp;#233 agora ou nunca: Silvana, quer casar comigo?&lt;br /&gt;&amp;#8212 &amp;#201 claro que eu aceito. Voc&amp;#234 acaba de me dar a prova que eu precisava. Agora tenho certeza que aquele seu passado de mulherengo ficou para tr&amp;#225;s. Voc&amp;#234 n&amp;#227o se amarraria a ningu&amp;#233m se n&amp;#227o tivesse se apaixonado.&lt;br /&gt;Do pedido ao casamento de fato passou menos de dois meses. A festa foi linda &amp;#8211 apesar das restri&amp;#231&amp;#245es or&amp;#231ament&amp;#225;rias. Flores enfeitavam todo o sal&amp;#227o. A noiva estava simplesmente deslumbrante, o vestido era indescrit&amp;#237vel.&lt;br /&gt;A vida de casado n&amp;#227o &amp;#233 t&amp;#227o bonita quanto a de namorados, por&amp;#233m os dois nunca deixaram aquele amor do primeiro dia morrer. Dizem que os filhos de casais apaixonados nascem mais bonitos. N&amp;#227o posso dizer se isso &amp;#233 uma verdade absoluta, por&amp;#233m no caso de Silvana e Geraldo deu certo. O filho dos dois, Mauro,nascido no ano das Diretas J&amp;#225, juntava tudo de bom que seus pais tinham: simpatia e charme do pai e beleza e intelig&amp;#234ncia da m&amp;#227e.&lt;br /&gt;Al&amp;#233m de ser bonito e inteligente, Mauro teve sorte. Durante sua inf&amp;#226ncia seu pai, at&amp;#233 em t&amp;#227o um &amp;#34p&amp;#233-rapado&amp;#34, foi ganhando dinheiro. Conseguiu dinheiro emprestado com um amigo e abriu um pequeno barzinho. N&amp;#227o tinha planos de fazer o estabelecimento passar de um boteco, contudo a comida servida l&amp;#225 era gostosa, o atendimento de alta qualidade e nenhum fregu&amp;#234s saia reclamando. Essa &amp;#233 a f&amp;#243rmula do sucesso. De um pequeno boteco, o bar de Geraldo evoluiu para uma grande e famosa lanchonete, chegou a abrir filiais em outros estados e resolveu os problemas de dinheiro do seu dono.&lt;br /&gt;Certo dia, quando Mauro tinha 14 anos, Geraldo trabalhava em seu escrit&amp;#243rio quando Silvana entrou. Ela estava claramente nervosa. Ao ser indagada sobre o motivo de tamanho desespero, ela disse:&lt;br /&gt;&amp;#8212 Acho que nosso filho est&amp;#225 com algum problema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108558485070062740?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108558485070062740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108558485070062740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/rita-caprias.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108551358355108777</id><published>2004-05-25T16:32:00.000-03:00</published><updated>2004-05-25T20:04:43.343-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os espelhos s&amp;#227o engra&amp;#231ados. Dentro do elevador do pr&amp;#233dio onde moro h&amp;#225 um espelho. Eles s&amp;#227o engra&amp;#231ados, pois atraem as coisas mais absurdas. Quando entro no elevador, a primeira coisa que fa&amp;#231o &amp;#233 observar se n&amp;#227o tem ningu&amp;#233m dentro dele. Feito isso, me coloco diante da obra prima de perfei&amp;#231&amp;#227o refletida, e neste momento de intimidade, apenas eu e ele, come&amp;#231o a fazer caras e bocas. J&amp;#225 peguei muita gente fazendo o mesmo. Enquanto est&amp;#227o sozinhos s&amp;#227o livres, mas quando algu&amp;#233m os observa &amp;#233 como se os acorrentassem sem a chance de qualquer movimento. &lt;br /&gt;No come&amp;#231o deste ano o elevador sofreu v&amp;#225rios danos: picha&amp;#231&amp;#245es, sujeira, vandalismo etc. O s&amp;#237ndico decidiu colocar dentro dele uma c&amp;#226mera, assim quem fizesse qualquer tipo de marginalidade seria multado. &lt;br /&gt;Na reuni&amp;#227o dos cond&amp;#244minos, o assunto foi discutido e todos se opuseram a id&amp;#233ia. "Uma c&amp;#226mera tiraria nossa privacidade".&lt;br /&gt;Sei, privacidade voc&amp;#234 pode ter no banheiro de casa, elevador n&amp;#227o &amp;#233 lugar para ter privacidade. &lt;br /&gt;Se n&amp;#227o houvesse o espelho poderia haver uma c&amp;#226mera. Mas o espelho est&amp;#225 l&amp;#225, e ele atrai a loucura. Ningu&amp;#233m gostaria que sua loucura fosse exposta. Seria uma invas&amp;#227o de privacidade. Pobre pessoas reprimidas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108551358355108777?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108551358355108777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108551358355108777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/os-espelhos-s227o-engra231ados.html' title=''/><author><name>Flavia Formaggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11425491900083154891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108551348512450574</id><published>2004-05-25T16:30:00.000-03:00</published><updated>2004-05-25T20:03:51.456-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando olhei o homem do cabelo engra&amp;#231ado, observei a minha volta, todos agiam naturalmente, menos eu, ria como se tivesse levado um tombo e todos estivessem olhando. Minha m&amp;#227e segurava a risada, eu simplesmente dizia:&lt;br /&gt;_ Eu sei que voc&amp;#234 quer rir!&lt;br /&gt;Para que esconder a risada se ela &amp;#233 o reflexo da express&amp;#227o mais singela que existe dentro de n&amp;#243;s?&lt;br /&gt;Se o homem do cabelo engra&amp;#231ado sentisse ofendido com minha espontaneidade, riria do mesmo jeito. N&amp;#227o querendo ofende-lo, mas prefiro ser verdadeira e expressar o que penso do que ofuscar meus sentimentos. &lt;br /&gt;Do mesmo modo que um amigo caiu sentado em uma cerim&amp;#244nia religiosa. Sei que para ele foi vergonhoso, para mim foi engra&amp;#231ado. &lt;br /&gt;Aprendi a nunca esconder meus pensamentos.&lt;br /&gt;Quando eu era pequena (Santa inoc&amp;#234ncia), nasceu o filho de uma conhecida. A crian&amp;#231a era um ser inexplicavelmente assustador aos meus olhos. Todos olhavam e diziam: "Que menino lindo!". Eu s&amp;#243; conseguia ver um elemento cabe&amp;#231udo, com orelhas grandes que de lindo nem o nome tinha. Acho que nem o amor tornava aquela criaturinha monstruosa em um ser bonitinho. Eu olhava para ele e n&amp;#227o tinha palavras. Um dia cheguei para a m&amp;#227e e perguntei:&lt;br /&gt;_ Voc&amp;#234 o ama?&lt;br /&gt;_ &amp;#201 claro que eu amo! (resposta &amp;#243;bvia)&lt;br /&gt;_ Mas ele &amp;#233 t&amp;#227o feio!&lt;br /&gt;Eu sei que o cora&amp;#231&amp;#227o de m&amp;#227e nunca iria negar o amor, mas aquela crian&amp;#231a era feia demais. N&amp;#227o me lembro qual foi sua resposta, acho que no fundo concordava comigo. Uma coisa eu sei: nunca mentiria s&amp;#243; para agradar.&lt;br /&gt;Magoar um cora&amp;#231&amp;#227o &amp;#233 normal. Quem nunca ficou magoado? Prefiro magoar com a verdade. E &amp;#224s vezes, por mais absurdo, acho l&amp;#237cito escrever assim. Digo &amp;#224s vezes, porque em algumas ocasi&amp;#245es sou um pouco rude no que falo. Mas n&amp;#227o deixarei de escrever o que penso. &lt;br /&gt;Se quiserem me criticar, fiquem &amp;#224 vontade. Adoro cr&amp;#237;ticas. Mas n&amp;#227o pensem que mudarei minhas concep&amp;#231&amp;#245es por causa delas. &lt;br /&gt;Espero que aquilo que escrever daqui para frente n&amp;#227o tenha inten&amp;#231&amp;#245es de causar efeito em ningu&amp;#233m. Como dizia Manuel Bandeira, escrevo apenas para desabafar os sentimentos f&amp;#237sicos.&lt;br /&gt;Os f&amp;#237sicos, os mentais e todos os tipos de sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108551348512450574?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108551348512450574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108551348512450574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/quando-olhei-o-homem-do-cabelo.html' title=''/><author><name>Flavia Formaggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11425491900083154891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108549718665181648</id><published>2004-05-25T11:45:00.000-03:00</published><updated>2004-05-25T19:58:52.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Reduzidos &amp;#224 defici&amp;#234ncia de serotonina...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje finalmente terei minha estr&amp;#233ia no blog. Meu querido amigo Marcel tinha me sugerido de eu escrever alguma coisa sobre depress&amp;#227o, afinal, inserida 24 horas do meu dia nas discuss&amp;#245es psicol&amp;#243gicas era prov&amp;#225vel que eu soubesse alguma coisa... mas hoje percebi que n&amp;#227o &amp;#233 o caso.&lt;br /&gt;Acabei de sair de uma aula de neurofisiologia, onde fizemos diversos semin&amp;#225rios sobre temas diferentes, por&amp;#233m complementares. O meu (sobre depress&amp;#227o) ficou para semana que vem, mas eu assisti a um muito interessante hoje. Falava sobre uma nova droga (desculpem a falha de mem&amp;#243ria, esqueci o nome) que fazia com que quem a ingerisse ficasse at&amp;#233 4 dias desperto sem causar efeitos colaterais, taquicardia, confus&amp;#227o mental ou cansa&amp;#231;o. Isso me lembra, s&amp;#243 fazendo um paralelo, quando eu tomava femproporex pra emagrecer (voc&amp;#234s rapazes provavelmente n&amp;#227o v&amp;#227o entender...) e eu ficava at&amp;#233 2 dias sem dormir, e era absolutamente terr&amp;#237vel. Mas voltando ao dito f&amp;#225rmaco, afirmava-se ainda (era baseado numa reportagem) que este era "o sonho dos vestibulandos e de quem trabalha em per&amp;#237odos prolongados". E isso me trouxe a seguinte id&amp;#233ia: Que mundo &amp;#233 esse onde desenvolvem-se novos medicamentos para fazer com que as pessoas produzam por mais tempo? At&amp;#233 onde o capitalismo esquecer-se-&amp;#225 que somos seres humanos e, como tais, temos "direito &amp;#224 vida e &amp;#224 felicidade"?&lt;br /&gt;Voltando ao t&amp;#237tulo, a defici&amp;#234ncia de serotonina &amp;#233 uma das causas do mal da civiliza&amp;#231;&amp;#227o, a depress&amp;#227o. Mas a ind&amp;#250stria farmac&amp;#234utica e os donos de laborat&amp;#243rios que patrocinam as Vejas e &amp;#201pocas da vida resumem essa patologia a APENAS isso, e &amp;#233 exatamente isso que me deixa mais e mais desesperan&amp;#231;osa... e por isso me lembrei agora de uma frase de um professor meu que vou usar para encerrar essas divaga&amp;#231;&amp;#245;es: "De nada adianta consertar um neur&amp;#243tico e devolv&amp;#234-lo a uma sociedade neurotizante..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108549718665181648?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108549718665181648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108549718665181648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/reduzidos-es-de-nada-adianta-consertar.html' title=''/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15452454281616294849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108522392877730005</id><published>2004-05-22T08:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-24T10:44:09.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Saud&amp;#225;vel discuss&amp;#227;o&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, assisti ao exerc&amp;#237;cio da Filosofia, ou seja, a arte de argumentar e criticar. Quem pretende transformar sua vida em palavras precisa logo cedo saber usar isso.&lt;br /&gt;Para deixar bem claro a que vim neste blog, tomo como base o Manual da Reda&amp;#231;&amp;#227;o, Folha de S. Paulo, 2001:&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;&amp;#34;Profissionais da Folha de S. Paulo s&amp;#227;o aconselhados a se criticarem uns aos outros, de maneira franca e pertinente, se aconselharem entre si, mantendo um debate vivo e provocador&amp;#34;.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;Igualmente aqui no &amp;#34;Os Cronistas&amp;#34; cabe, essencialmente, incentivar esses di&amp;#225;logos entre seus membros, leitores, para estimular o trabalho individual e desfazer a impress&amp;#227;o de isolamento que freq&amp;#252;entemente acomete escritores virtuais.&lt;br /&gt;Seja na Internet ou fora dela sempre foi da minha pr&amp;#225;xis manifestar minhas verdadeiras opini&amp;#245;es sobre quaisquer textos, situa&amp;#231;&amp;#245;es ou atitudes. Mas nunca tive o intuito de repreender, sen&amp;#227;o apontar falhas que num futuro pr&amp;#243;ximo podem ser evitadas.&lt;b&gt;! Cumpre a cada participante cobrar a chance de ser ouvido com distin&amp;#231;&amp;#227;o e respeito. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Bruna (irm&amp;#227; do Gabriel), caros leitores, bem como membros deste blog, externo a voc&amp;#234;s minha vontade de receber cr&amp;#237;ticas fundamentadas, construtivas, coerentes; em dar total aten&amp;#231;&amp;#227;o para suas palavras revoltosas, indignadas ou pedindo esclarecimentos. Ajo como aquele amigo que &lt;i&gt;propicia uma chance aos outros de comunicarem seus pensamentos mais &amp;#237;ntimos e honestos, revelarem o que se passa em suas cabe&amp;#231;as &lt;/i&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&amp;#34;Embora seja uma no&amp;#231;&amp;#227;o atraente, a probabilidade de tanta honestidade depende de duas coisas:&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Primeira&lt;/i&gt;: quantas quest&amp;#245;es ocupam nossas mentes; em particular, quantos pensamentos temos a respeito dos amigos que, apesar de sinceros, s&amp;#227;o potencialmente perigosos e, apesar de honestos, podem parecer agressivos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Segunda&lt;/i&gt;: avaliarmos se as pessoas estariam dispostas a romper uma amizade se ous&amp;#225;ssemos expressar para elas esses pensamentos honestos &amp;#8212; uma avalia&amp;#231;&amp;#227;o feita em parte de acordo com nosso senso do quanto somos encantadores, e do julgamento de que as nossas qualidades seriam suficientes para preservar a amizade com as pessoas, mesmo se as irritarmos momentaneamente por revelar que desaprovamos sua poesia ou &lt;i&gt;fianc&amp;#233;e&lt;/i&gt;.&amp;#34;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;De Botton, Alain. &lt;i&gt;Como Proust pode mudar&lt;/i&gt; SUA VIDA. Tradu&amp;#231;&amp;#227;o de &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Luciano Trigo. Rio de Janeiro, 1999. Editora: Rocco.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108522392877730005?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108522392877730005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108522392877730005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/saudluciano-trigo.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108518160199742388</id><published>2004-05-21T20:19:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T20:20:01.996-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Omelete de Prefeita&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	O ovo &amp;#233 um alimento maravilhoso. Al&amp;#233m de ser delicioso ele &amp;#233 muito &amp;#250til em protestos. N&amp;#227o &amp;#233 muito dif&amp;#237cil ver cenas de pol&amp;#237ticos atacados por ovos (as vezes s&amp;#227o tortas, por&amp;#233m o mais comum s&amp;#227o ovos mesmo).&lt;br /&gt;	Ontem, mais uma vez, esse artif&amp;#237cio foi usado. A v&amp;#237tima da vez foi a nossa &amp;#34querida&amp;#34 prefeita Marta Suplicy (o que &amp;#233 um ovo para quem j&amp;#225 foi atingida por uma galinha?). Fizerem um verdadeiro omelete de &amp;#34Martaxa&amp;#34 (com todo respeito as util&amp;#237ssimas taxas criadas pela senhora prefeita).&lt;br /&gt;	Acho que os manifestantes est&amp;#227o precisando de cursos de reciclagem. Essa hist&amp;#243ria de jogar ovo em pol&amp;#237tico j&amp;#225 cansou. Criativo foi aquele sujeito do Partido Feudal que jogou uma galinha na prefeita. Al&amp;#233m de criar o constrangimento na hora, ele ainda conseguiu fazer o ministro da justi&amp;#231a falar bobagem &amp;#8211 quem n&amp;#227o se lembra da p&amp;#233rola &amp;#34Jogar uma galinha em uma mulher &amp;#233 o mesmo que jogar um veado em um homem&amp;#34? &amp;#8211 e ainda nos rendeu uma das mais divertidas charges do site Charges.com.&lt;br /&gt;	Voltando ao ovo na prefeita, acabo de ver na internet que ela disse que o pessoal que sujou a chiqu&amp;#233rrima roupa dela era da Mo&amp;#243ca (para quem n&amp;#227o sabe o Jos&amp;#233 Serra nasceu nesse bairro de S&amp;#227o Paulo). Que mal pergunte, como ela descobriu o bairro dos baderneiros? Ela estava em Guaianazes e a Mo&amp;#243ca e relativamente distante (n&amp;#227o muito, mas em uma cidade como S&amp;#227o Paulo n&amp;#227o existem pequenas dist&amp;#226ncias), como ela e/ou seus assessores chegaram a origem dos arruaceiros?&lt;br /&gt;	Agora acabei entrando em outro tema (n&amp;#227o se preocupem, pois eu n&amp;#227o vou falar sobre a geografia da cidade): as elei&amp;#231&amp;#245es municipais. Nessa segunda&amp;#8211feira assisti ao programa Roda&amp;#8211Viva na TV Cultura, onde o entrevistado era o pr&amp;#233&amp;#8211candidato a prefeito Jos&amp;#233 Serra. Ao contr&amp;#225rio do que a maioria das pessoas pensam, ele est&amp;#225 muito preparado para enfrentar essa briga. Conhece muito bem os problemas da cidade e se a elei&amp;#231&amp;#227o n&amp;#227o for federalizada (o que eu duvido) continuar&amp;#225 sendo uma boa briga, um debate de id&amp;#233ias (como tem que ser).&lt;br /&gt;	A cr&amp;#244nica de hoje ficou curta e at&amp;#233 meio cansativa, acabei passando pelos dois assuntos de maneira muito b&amp;#225sica. Mas tudo bem, a miss&amp;#227o est&amp;#225 cumprida e a cr&amp;#244nica publicada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108518160199742388?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108518160199742388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108518160199742388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/omelete-de-prefeita-o-ovo-233-um.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108501034359275904</id><published>2004-05-19T20:44:00.000-03:00</published><updated>2004-05-19T20:55:57.956-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rita&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cap&amp;#237tulo III &amp;#8211 Depois das cinzas&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;As emo&amp;#231&amp;#245es naquele dia tinham sido tantas &amp;#8211 e t&amp;#227o grandes &amp;#8211 que Rita sequer conseguia demonstrar direito seus sentimentos. Ap&amp;#243s o enterro chorou, mas em segredo. Nunca havia chorado em p&amp;#250blico &amp;#8211 n&amp;#227o que quisesse se demonstrar mais forte do que era, contudo n&amp;#227o conseguia &amp;#8211 e nem em situa&amp;#231&amp;#245es t&amp;#227o horr&amp;#237veis como essa era poss&amp;#237vel ver uma l&amp;#225grima escorrendo de seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;J&amp;#225 havia se passado dois dias da trag&amp;#233dia, mas mesmo assim Rita ainda estava muito abalada. Se n&amp;#227o bastasse ver seu marido morrer de forma t&amp;#227o horr&amp;#237vel (imagem que n&amp;#227o saia de sua cabe&amp;#231a), n&amp;#227o sabia o que estava acontecendo com seu pai. Tudo bem que desde a morte da mulher ele n&amp;#227o estava muito bem psicologicamente, mas o que teria o levado a sair correndo daquele jeito? De onde ser&amp;#225 que ele e seu patr&amp;#227o se conheciam? Muitas perguntas rondavam a cabe&amp;#231a de Rita e permaneceriam sem resposta se ela n&amp;#227o tomasse a iniciativa de ir falar com seu Jos&amp;#233.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Pai, o que est&amp;#225 acontecendo?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como assim, minha filha?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o tente me enrolar. Eu sei que est&amp;#225 acontecendo alguma coisa que o senhor n&amp;#227o quer me contar. &amp;#8211 Rita estava claramente nervosa.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Calma filha, eu n&amp;#227o tenho nada para te contar.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como n&amp;#227o? Voc&amp;#234 &amp;#233 muito cara de pau, mesmo!&lt;br /&gt;&amp;#8212 Respeite o seu pai. Posso estar velho e doente, mas ainda sou seu pai e assim permanecerei at&amp;#233 o final dos meus dias.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como voc&amp;#234 quer que eu te respeite se voc&amp;#234 nunca me respeitou. At&amp;#233 hoje eu n&amp;#227o sei por que a mam&amp;#227e se matou...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Se n&amp;#227o sabe &amp;#233 porque n&amp;#227o tem que saber!&lt;br /&gt;&amp;#8212 Quer dizer ent&amp;#227o que eu n&amp;#227o posso saber o que minha m&amp;#227e estava pensando na hora que resolveu acabar com a pr&amp;#243pria vida?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Se isto for o melhor pra voc&amp;#234...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Quem &amp;#233 voc&amp;#234 para dizer o que &amp;#233 o melhor para mim? O senhor n&amp;#227o sabe o sofrimento que &amp;#233 a minha vida desde que a mam&amp;#227e se matou...&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu imagino. N&amp;#227o se esque&amp;#231a que tamb&amp;#233m sofro. E pode ter certeza que mais que voc&amp;#234.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como o senhor pode saber disso? Voc&amp;#234 n&amp;#227o tem no&amp;#231&amp;#227o de como &amp;#233 saber que sua m&amp;#227e n&amp;#227o quis mais viver, mas n&amp;#227o saber o motivo que a levou a tomar essa decis&amp;#227o.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Pior que n&amp;#227o saber o motivo &amp;#233 saber e se sentir culpado.&lt;br /&gt;&amp;#8212 O que o senhor aprontou?&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o te interessa.&lt;br /&gt;O velho come&amp;#231ou a chorar. N&amp;#227o podia suportar tamanha press&amp;#227o. Rita gritava com ele, por&amp;#233m seu estado de nervosismo era tanto que n&amp;#227o ouvia os berros da filha. Apesar dessa discuss&amp;#227o os dois se amavam. N&amp;#227o podiam discutir daquele jeito. Estava na hora de Rita saber toda a verdade.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Filha, acalme&amp;#8211se. Prometo que assim que se acalmar te contarei essa hist&amp;#243ria.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Pois bem.&lt;br /&gt;&amp;#8212 &amp;#201 uma hist&amp;#243ria muito longa e sei que assim que terminar de cont&amp;#225&amp;#8211la voc&amp;#234 sentir&amp;#225 nojo de mim, por isso nunca te contei. Para falar a verdade n&amp;#227o sei se terei for&amp;#231as para te contar. Voc&amp;#234 tem que entender que &amp;#233 muito doloroso para mim.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu entendo. Mas o senhor tamb&amp;#233m tem que entender que tenho que saber o motivo da morte da minha m&amp;#227e. &amp;#201 uma quest&amp;#227o de sobreviv&amp;#234ncia.&lt;br /&gt;&amp;#8212 N&amp;#227o se preocupe. Te contarei.&lt;br /&gt;Com certeza voc&amp;#234s j&amp;#225 assistiram aquelas cenas de novela onde som vai diminuindo aos poucos para que um segredo n&amp;#227o seja revelado. Ent&amp;#227o imaginem que isso aconteceu agora. Rita j&amp;#225 pode &amp;#8211 e deve &amp;#8211 saber o segredo que se esconde por tr&amp;#225s da morte de Maria Jos&amp;#233, entretanto voc&amp;#234s n&amp;#227o.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&amp;#8212 Senhor Geraldo, preciso falar com o senhor. &amp;#8211 Rita disse isso da porta do escrit&amp;#243rio de Geraldo.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Entre, Rita. Sinta&amp;#8211se a vontade. Voc&amp;#234 est&amp;#225 melhor?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sabe como &amp;#233, n&amp;#233? Um dia vou dormir do lado do homem que amo, no outro a cama est&amp;#225 vazia. Mas eu vou levando. Tenho meu pai e minha filha que me d&amp;#227o muita for&amp;#231a.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Com certeza a fam&amp;#237lia &amp;#233 muito importante nessas horas.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sem d&amp;#250vida... Mas n&amp;#227o &amp;#233 sobre a minha viuvez que vim tratar com o senhor. Vou ser direta, porque n&amp;#227o gosto de rodeios.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o v&amp;#225 direto ao assunto.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Por que o senhor me contratou?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como assim?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Por favor seja t&amp;#227o direto como eu fui. Voc&amp;#234 entendeu perfeitamente a minha pergunta.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Fique calma. S&amp;#243 n&amp;#227o estou entendendo o motivo dessa pergunta.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Como n&amp;#227o? Voc&amp;#234 me contrata do nada, sem saber quem sou eu.&lt;br /&gt;&amp;#8212 J&amp;#225 te disse que fui com a sua cara.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ningu&amp;#233m contrata por esse motivo.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu contrato.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sua voz deixa transparecer que voc&amp;#234 est&amp;#225 mentindo.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tudo bem. Contarei a verdade. Mas voc&amp;#234 vai achar que eu sou um idiota. Voc&amp;#234 j&amp;#225 assistiu aquele filme &amp;#34Corrente do Bem&amp;#34?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Sim, e achei muito bonito. Mas o que isso tem a ver?&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu resolvi come&amp;#231ar uma Corrente do Bem. Mas tenho vergonha de assumir isso.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Bela inten&amp;#231&amp;#227o. Por&amp;#233m voc&amp;#234 h&amp;#225 de convir que isso &amp;#233 muito estranho.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Eu disse que voc&amp;#234 n&amp;#227o ia acreditar. &amp;#8211 a voz de Geraldo mostrava que ele n&amp;#227o estava mentindo.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Realmente n&amp;#227o acredito, mas n&amp;#227o vou discutir com voc&amp;#234. N&amp;#227o posso ser demitida. Para mim pouco importa os motivos que levaram voc&amp;#234 a me contratar. O que me importa &amp;#233 ter emprego.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Ent&amp;#227o o assunto est&amp;#225 encerrado.&lt;br /&gt;&amp;#8212 Tenho mais uma pergunta. Voc&amp;#234 j&amp;#225 conhecia meu pai antes do enterro do Luis?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108501034359275904?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108501034359275904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108501034359275904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/rita-cap237tulo-iii-8211-depois-das.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108460093427828233</id><published>2004-05-15T03:01:00.000-03:00</published><updated>2004-05-15T03:13:26.153-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;U.S.Anos&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Neo&amp;#8211;colonizadores U.S.Anos vieram &amp;#224;s terras brasileiras como v&amp;#226;ndalos relembrando antigas atitudes b&amp;#225;rbaras, sedentos por destruir qualquer coisa n&amp;#227;o condizente com seus costumes ou desejos.&lt;br /&gt;Eles queriam ser venerados, cultuados como imperadores romanos, mas felizmente ningu&amp;#233;m foi t&amp;#227;o submisso a eles. Brasileiros foram torturados ou mortos indiretamente pelos &lt;i&gt;usadores&lt;/i&gt; sob a falaciosa informa&amp;#231;&amp;#227;o de serem comunistas ou contra&amp;#8211;capitalistas. Usaram, abusaram de n&amp;#243;s e n&amp;#243;s? Recebemos tr&amp;#233;gua, sorrimos, continuamos nossas vidas, ou seja, acreditamos na liberdade, na paz. Inconformados com tamanha alegria vieram a reclamar almejando, quem sabe, voltar a nos maltratar. S&amp;#243;crates* diria assim: &amp;#34;Podeis apenas matar&amp;#8211;me, exilar&amp;#8211;me, ou cassar meus direitos pol&amp;#237;ticos. Mas eu n&amp;#227;o sou o primeiro; e n&amp;#227;o h&amp;#225; o perigo que eu seja o &amp;#250;ltimo&amp;#34;.    &lt;br /&gt;Noutro lado do continente destrui&amp;#231;&amp;#227;o para poss&amp;#237;vel conquista consumidora, lucrativa. U.S.Anos s&amp;#227;o defensores do d&amp;#243;lar, tudo far&amp;#227;o para proteg&amp;#234;&amp;#8211;lo mesmo desrespeitando a ONU, diferen&amp;#231;as, cren&amp;#231;as, culturas, costumes, gostos...este texto seria intermin&amp;#225;vel se fosse descrever todos os desrespeitos praticados por esses gananciosos.&lt;br /&gt;Voltando &amp;#224;s terras tupiniquins, nosso Excelent&amp;#237;ssimo Amado Presidente Lula portou&amp;#8211;se bem quando falou em expuls&amp;#227;o, pois 	o dito 'jornalista' desrespeitou, ofendeu, insultou todos sem exce&amp;#231;&amp;#227;o, ouviu Gabriel? Quem ficar parado ser&amp;#225; engolido e depois expelido com identidade xerocada dos gringos, extremamente nacionalistas &amp;#8212; diga&amp;#8211;se de passagem.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;*Fernandes, Mill&amp;#244;r. Liberdade, Liberdade. L&amp;PM Pocket, 1997.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108460093427828233?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108460093427828233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108460093427828233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/u.html' title=''/><author><name>Marcel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02934973769144490190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6790990.post-108457939092287939</id><published>2004-05-14T21:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-14T21:04:56.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Ditadura&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;	Sempre tive um certo interesse por ditaduras e ditadores. Certa vez cheguei a iniciar uma pesquisa para escrever um livro tra&amp;#231ando um perfil destes homens que usurpam o poder de seus pa&amp;#237ses. Esse livro teria o perfil geral e a hist&amp;#243ria de como come&amp;#231aram as grandes ditaduras. Acabei deixando o livro de lado depois de pesquisar alguns ditadores e escrever um ou dois cap&amp;#237tulos. &lt;br /&gt;Acabei me desviando do foco que quero dar a cr&amp;#244nica. N&amp;#227o vim aqui falar de meu antigo livro e sim de uma ditadura espec&amp;#237fica. A ditadura que foi instalada essa semana na Rep&amp;#250blica Federativa do Brasil. Nada de oficial. O Lulinha ainda n&amp;#227o declarou que &amp;#233 o presidente eterno do pa&amp;#237s nem nada do g&amp;#234nero. Mas nas pesquisas que fiz para o livro descobri que a maioria dos ditadores t&amp;#234m uma caracter&amp;#237stica em comum: s&amp;#227o autorit&amp;#225rios (isso &amp;#233 &amp;#243bvio) e personalistas. E a atitude do nosso presidente (aquela de expulsar o rep&amp;#243rter americano) foi a mais autorit&amp;#225ria e personalista poss&amp;#237vel (s&amp;#243 seria pior se ele tivesse mandado matar o pobre coitado, por&amp;#233m isso seria o c&amp;#250mulo).&lt;br /&gt;Fiquei envergonhado quando vi nos jornais a atitude do nosso governante. Como posso dormir em paz sabendo que a qualquer momento o presidente pode ter um ataque de nervos ao ler uma not&amp;#237cia em algum jornal de bairro(n&amp;#227o que o New York Times o seja) e expulsar metade dos jornalistas do pa&amp;#237s?&lt;br /&gt;Nem mesmo no governo militar aconteceu isso. Somente um visto de trabalho foi cassado e somente um jornalista estrangeiro foi expulso (pelo menos &amp;#233 o que ouvi, n&amp;#227o sei se &amp;#233 verdade). &amp;#201 triste falar que at&amp;#233 mesmo os governantes militares, t&amp;#227o tiranos e cru&amp;#233is, respeitaram mais os direitos dos correspondentes internacionais. Contudo n&amp;#227o podemos esquecer que esse foi o destino que povo escolheu, no dia que elegeu o Lula para a presid&amp;#234ncia.&lt;br /&gt;J&amp;#225 faz umas duas semanas que pretendia escrever sobre a constitui&amp;#231&amp;#227o. Vi uma frase do Ulysses Guimar&amp;#227es sobre ela e resolvi que usaria essa frase como base para uma cr&amp;#244nica. Entretanto faltou paci&amp;#234ncia e criatividade para escrever essa cr&amp;#244nica. Essa semana, na segunda&amp;#8211feira, j&amp;#225 havia me decidido que finalmente escreveria sobre isso. Contudo o presidente mudou meus rumos. Seu ato autorit&amp;#225rio e impensado me fez refletir durante algum tempo. Decidi escrever sobre isso.&lt;br /&gt;P.S.: Agora pouco deu um plant&amp;#227o na Globo informando que o presidente voltou atr&amp;#225s na sua decis&amp;#227o. Gra&amp;#231as a Deus ainda sobra um pouco de consci&amp;#234ncia na cabe&amp;#231a do presidente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6790990-108457939092287939?l=oscronistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108457939092287939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6790990/posts/default/108457939092287939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscronistas.blogspot.com/2004/05/ditadura-sempre-tive-um-certo.html' title=''/><author><name>Gabriel H.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00600858459283693612</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
